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Hugo Meisl: o Pai do «Wunderteam»

Texto por João Pedro Silveira
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«Era um grande motivador e conseguia sempre fazer com que a sua mensagem chegasse aos jogadores. Acreditava na posse de bola e no jogo criativo e imprevisível, surpreendendo o adversário. Era isto que o separava de todos os outros treinadores.»

- Josef Bican


Um homem à frente do seu tempo

Hugo Meisl foi o inventor da primeira grande equipa europeia que não nasceu nas Ilhas Britânicas, o Wunderteam (1) austríaco. Até à emergência da seleção austríaca dos anos 30 o futebol era um jogo que, com a excepção da Celeste Olímpica uruguaia, só tinha como referência de excelência as grandes equipas do futebol britânico.

Os ingleses estavam muito à frente do resto do mundo, com a sua liga profissional, os seus métodos de treino inovadores, as tácticas visionárias e uma paixão pelo jogo sem paralelo, que levava à realização de finais da Taça da Inglaterra, com mais de 200 mil espetadores nas bancadas.

Mas Meisl sonhava construir uma equipa que quebrasse a hegemonia inglesa. Foi pela sua mão, que essa equipa veria a luz na Viena dos anos 20. Uma equipa que ficaria na história pelo seu futebol e não pelos troféus conquistados. Uma equipa de sonho, que encantou uma geração que viveu entre guerras. Um sonho que começou nos escombros do Império dos Habsburgos e terminou abruptamente quando a Alemanha de Hitler anexou a Áustria...

Essa equipa tinha uma estrela: Sindelar. Mas pairando acima dos onze heróis, estava o mentor e criador, o genial Hugo Meisl. Filho de boas familias, culto, capaz de falar cinco línguas, Meisl, o grande precursor do Wiener Fussball (2), foi um revolucionário, um mago da tática, responsável pelo surgimento e florescer de uma geração notável que ficaria na história da modalidade. 

Inovou métodos de treino, burilou táticas em incontáveis horas de estudo e debate, dando destacado ênfase à liberdade criativa do jogador. Criou escola e deixou para o futuro uma máxima que ainda hoje é válida e reconhecida em equipas, como o Barcelona do século XXI: «a melhor defesa é o ataque».
 
Um mosaico civilizacional
 
Na viragem do século XIX para o século XX, Viena era a capital de um Império com 676,615 km², que nos nossos dias se encontram partilhados por 13 países. O Império Austro-húngaro era uma Monarquia dual onde viviam mais de 52 milhões de almas, de 13 nacionalidades diferentes, onde se professavam sete religiões e se falavam 16 línguas, nove das quais detinham o estatuto de idiomas oficiais.
 
O Ring vienense ilustrado numa gravura de um autor anónimo. (circa 1900)
 
Como capital de uma entidade supranacional, Viena era um dos grandes centros multiculturais e cosmopolitas do mundo. As suas ruas cheias de gente proveniente de todos os cantos do continente, os seus bairros onde as diversas minorias convergiam, a sua numerosa e pujante comunidade judaica, tudo ajudava a capital dos Habsburgos a ganhar a dimensão de íman que tudo atraía no centro da Europa, ultrapassando então por esses dias os dois milhões de habitantes...
 
Viena: coração e cabeça do Império
 
A Viena do dealbar do século XX, herdeira da tradição musical do século XVIII e XIX, vivia um período de fulgor sem par, com a vida intelectual e cultural a fervilhar nas Kaffeehaus (3) da cidade, e os diversos movimentos artísticos e intelectuais a nascerem entre as suas elites.
 
Klimt, Freud, Schönberg, Mahler, Berg... os nomes ilustram a grandiosidade e a marca que essa Viena deixou na civilização europeia... Mas não foi só na cultura, na pintura, na música ou na psicanálise, que a Viena das primeiras décadas do século XX deu cartas... É aí que entra Hugo Meisl na história...
 
Um judeu da Boémia
 
Nasceu a 16 de novembro de 1881, em Maleschau, na Boémia (4), judeu, filho de uma abastada família de banqueiros. Ainda não tinha dez anos quando se mudou para a capital, onde estudou gestão e comércio, e pouco depois começou a trabalhar no Laenderbank, uma instituição bancária de renome na cidade do Danúbio.
 
Hugo Meisl, nasceu no seio de uma abastada família judaica, em Maleschau, na Boémia, a 16 de novembro de 1881.
Desde cedo que o jovem Hugo mostrava uma paixão intensa pelo jogo, que chegara proveniente de Inglaterra na segunda metade do século XIX, envolvendo-se na organização da modalidade na Áustria, dedicando-se primeiro como jogador, mas logo depois como árbitro e dirigente. 
 
Remontam a esses tempos, os primeiros contactos com treinadores estrangeiros, e as habituais tertúlias com apaixonados do futebol.  
 
Líder e maestro
 
O profundo conhecimento da modalidade, assim com as suas ideias para o desenvolvimento da mesma, valeram-lhe a fama de ser um expert, sendo a sua opinião regularmente requisitada, dentro e fora de portas. 

Sem surpresa, tornou-se Secretário Geral da Federação Austríaca e foi nessa função, que ganhou um papel no desenvolvimento do futebol na Áustria e na Europa, lutando pela sua profissionalização. Foi já no novo cargo que foi responsável pela presença da seleção austríaca nos Jogos de Estocolmo em 1912, iniciando a carreira de selecionador, cargo que manteve até ao irromper da Primeira Guerra Mundial em 1914. 
 
O conflito que dilacerou a Europa, marcou o fim do «status quo» e do próprio Império Austro-húngaro, «congelando» o futebol no continente. Meisl interrompeu a sua carreira para servir no exército imperial durante cinco anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, voltou a assumir funções na Federação em 1919. A derrota austríaca conduziu ao colapso do Império e à independência de diversas nações, entre elas, a República Austríaca, proclamada nos escombros do Reino dos Habsburgos.
 
Os anos Meisl
 
Os anos 20 foram um tempo de progresso numa Europa que recuperava das agruras da grande guerra de 1914-18. O futebol tornou-se então um desporto de massas, com os encontros na Inglaterra a atingirem números de espetadores, absolutamente impensáveis até então.
 
No Continente, Meisl teria um papel decisivo no desenvolvimento do jogo. Após diversas visitas a Inglaterra, onde travou amizade com o inglês Jimmy Hogan, Meisl tornou-se um estudioso profundo do jogo e de tudo o que o envolvia. 
 
Desde a segurança de Rudolf Hiden na baliza, até à linha avançada composta por Matthias Sindelar, Josef Smistik e Walter Nausch, o Wunderteam foi uma das equipas mais apaixonantes de todos os tempos.
 
Meisl acreditava que o intercambio de conhecimentos era fundamental para o futebol crescer. Além de Hogan, travaria amizade com o inglês Herbert Chapman, inventor do sistema tático conhecido como WM (5), o húngaro Gustzáv Sebes e com o italiano Vittorio Pozzo, bicampeão mundial em 1934 e 1938.
 
Se os encontros entre treinadores eram importantes, para ele, ainda mais importante seria o encontro regular entre clubes e seleções da Europa, para fomentar o desporto e desenvolver a sua qualidade técnica. Seria pela sua mão que nasceria a Taça Mitropa (6), a antecessora da atual Liga dos Campeões, uma prova que reunia os principais clubes do centro da Europa.
 
Consegue convencer Hogan a mudar-se para Viena e juntos passam horas a discutir e a analisar futebol, estudando em detalhe os métodos de treino e a esquematização da equipa. Era vê-lo atravessar o Ring (7) vienense, no seu iconográfico chapéu de coco e sobretudo, de café em café, procurando parceiros de debate, tentando estudar e descobrir mais uma forma de melhorar a forma de jogar da sua equipa.
 
Confiante que o estaticismo do futebol inglês podia ser superado, surpreende todos com a sua aproximação a novos conceitos de liberdade no campo, defendendo que a criatividade dos jogadores devia ser a chave para se libertarem das amarras táticas do jogo:
 
«Os onze jogadores devem estar em constante movimento para impedir que o adversário adivinhe as suas intenções. Um defesa ou um médio, se tiverem a oportunidade, devem avançar no terreno e surgir, de surpresa, na área adversária, mas, nesse exacto instante, é dever de um colega seu ocupar imediatamente a sua posição, resguardando assim, o seu envolvimento no ataque». Em resumo, escrevia Meisl: «O meu sistema (...) é não ter nenhum sistema. Inteligência, velocidade e surpresa são os factores de sucesso», sem se saber, nascia o futebol total.
 
O Wunderteam
 
A Taça Mitropa mostrou à Europa e ao mundo o Rapid de Viena, que com uma geração repleta de jogadores dotados chegou à final da primeira edição do troféu. Meisl, com o sonho de construir uma grande seleção capaz de ombrear com as seleções britânicas, usou essa equipa do Rapid como base do «onze», mas foi ao rival Austria Viena, clube onde em tempos jogara, que iria buscar a estrela maior da sua super-equipa: Matthias Sindelar, o «Homem de Papel», o mittelstürmer (8) da equipa, o génio do futebol mundial de então.
 
Com o seu sobretudo, a bengala, mas principalmente o seu chapéu de coco, Hugo Meisl era uma figura iconográfica da vida cultural vienense.
A 12 de abril de 1931, uma vitória sobre a Checoslováquia iniciou uma sequência histórica de 15 jogos consecutivos sem a Áustria conhecer o sabor da derrota.
 
De permeio, a 16 de maio de 1931, a Escócia visitou Viena para comprovar que o futebol britânico ainda estava uns passos à frente do futebol continental, mas quem assistiu a essa tarde de futebol na cidade do «Danúbio Azul», não esquece a forma como os austríacos liderados por Sindelar, cilindraram os escoceses por 5x0.
 
A Europa pasmou e a Áustria ganhou a alcunha de Wunderteam (equipa maravilha), e assim nascia uma lenda que ganharia na história um lugar ao lado da Hungria dos anos 50, do Brasil de 1970 ou da «Laranja Mecânica» de Cruijff.
 
Depois de duas goleadas sobre a Alemanha (6x0 e 5x0), uma goleada sobre a Suíça (8x1) e um inapelável 8x2 à Hungria, a fama dos austríacos atravessou fronteiras e galgou o Canal da Mancha para chegar a Londres, onde os dirigentes da Football Association, curiosos com este fenómeno continental, resolveram convidar a seleção de Meisl a visitar a capital inglesa, com o objetivo de se saber quem era então a melhor equipa do mundo. 
 
Uma tarde em Londres
 
Em Stamford Bridge, Londres, a Inglaterra bateu a Áustria por 4x3, num belo jogo de futebol que encantou os espetadores. Com a vitória, os ingleses podiam continuar a considerar-se os senhores do jogo, enquanto os austríacos provavam que o futebol continental tinha encurtado as distâncias para a Grã-Bretanha.
 
Nesse jogo, Sindelar, a estrela maior da constelação, marcou um golo que encantou todos o que presenciaram essa tarde mágica de Londres em 1932. O próprio árbitro da partida, o belga John Langenus diria um dia mais tarde:
 
«O golo de Sindelar foi uma verdadeira obra de arte, um feito que ninguém conseguiria alcançar contra um adversário como os ingleses. Nem antes nem depois dele. Sindelar pegou a bola no meio campo e disparou com a sua incomparável elegância, driblando tudo o que lhe aparecia pela frente, e concluiu empurrando a bola para o fundo da baliza.»
 
Mais tarde, em maio de 1936, a Inglaterra acabaria por ser batida pela Áustria em Viena por duas bolas a uma. Entre 1932 e o mundial de 1934, os austríacos voltaram a ter uma sequência de oito jogos sem perder, o que a somar a ausência dos campeões do mundo uruguaios no grande certame, tornavam a equipa de Meisl e Sindelar uma das, senão mesmo, a grande favorita à vitória final no mundial de Itália, e a Áustria estava preparada para o repto.
 
O sonho italiano
 
Os dias de glória da Áustria estavam para chegar, parecia ser esse o consenso entre os amantes de futebol na pequena nação alpina. Mas também fora das fronteiras da Áustria, muitos eram os que acreditavam no sucesso da Das Team, literalmente «A Equipa», como era um pouco sobranceiramente designada pelos seus concidadãos.
 
A verdade é que a Áustria nunca se encontrou em terras transalpinas, começando mal o torneio, com uma vitória sofrida após prolongamento sobre a França (3x2). Seguiu-se nova vitória complicada sobre a vizinha Hungria (2x1), antes de chegar a grande Meia-final em Milão, contra a seleção anfitriã, aquele que era o último grande obstáculo, antes da final...
 
Abria com uma vitória suada sobre a França (3x2), a prestação austríaca no mundial de 1934.
Abria com uma vitória suada sobre a França (3x2), a prestação austríaca no mundial de 1934.
 
Num relvado que mais parecia um «batatal» - graças ao dilúvio da véspera, os austríacos sucumbiram por 1x0 às mãos da equipa da casa, e de uma arbitragem lastimável do sueco Eklind, que não viu uma claríssima grande penalidade de Monti sobre Sindelar, entre outros erros, impedindo os austríacos de chegarem à grande decisão.
 
Eklind visitara Mussolini na véspera do jogo, confraternizando com as elites do Partido Nacional Fascista Italiano, que se encontravam na cidade que viu nascer o movimento fascista, para acompanharem o grande jogo.
 
Como prémio pela arbitragem, Eklind seria nomeado para a grande final em Roma, onde voltaria a a ser «decisivo», depois de se deslocar na véspera ao Palácio Veneza, onde novamente voltou a privar com Il Duce. 
 
Abalada pela derrota, com lesões por debelar, a Áustria acabaria por perder com a Alemanha no jogo de consolação, acabando por ficar fora do quadro de medalhas.
 
Os Jogos de Berlim
 
Após o mundial, o futebol austríaco continuou a brilhar. Nos Jogos Olímpicos de Berlim (1936), sem Sindelar, a Áustria começou a prova batendo o Egito por 3x1.
 
O segundo jogo seria contra o Peru, uma nação sul-americana sem historial na modalidade. Os austríacos chegariam sem dificuldade ao 2x0, mas para surpresa de muitos, os peruanos conseguiam empatar na segunda parte e levar o jogo para prolongamento. Nos 30 minutos extra, a surpresa chegou com dois golos tardios dos sul-americanos. 
 
Quando Fernández fez o 4x2 para o Peru, o público surpreendido e eufórico, invadiu o relvado para felicitar os peruanos. O jogo é interrompido e o árbitro considera que não há condições para ser reatado. É marcada uma repetição para dois dias depois, mas os peruanos recusam e retiram-se do torneio, indignados com a situação. A Áustria, salva miraculosamente pela invasão de campo, conseguia assim chegar às meias-finais onde bateria a Polónia.
 
Na grande final de Berlim, novamente contra a Itália, a Áustria ainda reagiu ao golo inicial dos transalpinos, mas acabou por ser derrotada no prolongamento, ficando-se pela medalha de prata, que até hoje, é o melhor resultado da história do futebol austríaco.
 
A morte e o fim do Wunderteam
 
A 24 de janeiro de 1937, Hugo Meisl tomou seu lugar no banco austríaco pela última vez. A sua Wunderteam presenteou-lhe, sem imaginar, uma vitória de despedida, derrotando em Paris, a França por 2x1. Poucas semanas mais tarde, depois de já ter regressado a Viena, Hugo Meisl faleceu, vítima de um fulminante ataque de coração, tinha somente 55 anos de idade.
 
Anschluss: 12 de maio de 1938, a Alemanha de Hitler anexa a Áustria, e a pequena nação alpina deixa de existir, passando a ser uma mera província do III Reich.
Nenhum treinador nacional austríaco seria capaz de replicar o seu grande sucesso.  A 12 de maio de 1938, chegava o Anschluss (9), o dia em que a Alemanha nazi anexava a Áustria, e o país que tanto dera ao futebol deixava de existir.
 
Em pouco tempo, todos os símbolos austríacos eram removidos, e entre eles a Wunderteam, que faria uma última aparição de despedida a 3 de abril  do mesmo ano, num jogo comemorativo com a Alemanha, que a Áustria venceria por 2x0, liderada por Sindelar, que jogando de forma jocosa, divertia-se a humilhar os alemães dentro do campo, patenteando de tal forma a sua superioridade, que a Gestapo instauraria um processo de investigação. 
 
O Der Papierene (10) Sindelar, também ele judeu, jogaria pela última vez nessa tarde, morrendo algum tempo depois sob circunstâncias misteriosas. Era o fim doloroso do belo conto vienense.
 
Meisl não assistiu ao fim do seu país e da sua equipa, não sentiu na pele o sofrimento do seu povo e não pereceu como alguns dos seus amigos e familiares no terror do holocausto.
 
A Alemanha Nazi pôs fim a um sonho bonito do futebol austríaco, mas Hitler e os seus esbirros, não sobreviveriam muito a Meisl e à sua Wunderteam. A nova Áustria, renascida da queda do III Reich em 1945, nunca mais voltaria a ter uma equipa como a «Equipa Maravilha».
 
Sem Sindelar, e sem o génio inovador de Meisl, a Áustria nunca mais voltaria a ser força dominante no futebol.
 
Meisl ganhou a imortalidade e um lugar na galeria dos grandes treinadores de todos os tempos, ao lado de outros «mágicos» que marcaram o jogo com o seu brilhantismo, como: Vittorio Pozzo, Rinus Michels, Sepp Herberger, Helenio Herrera, Gusztav Sebes, Karl Rappan, Bill Shankly, Mário Zagallo, Brian Clough, Bélla Guttmann, Arrigo Sacchi, José Mourinho, Pep Guardiola, ou o também austríaco Ernst Happel.
 
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(1) - Termo alemão que significa «equipa maravilha»
(2) - Futebol vienense.
(3) - Cafés típicos de Viena.
(4) -  Atual República Checa.
(5) - Nome porque ficou conhecida a tática 2-3-5 (dois defesas, três médios, cinco atacantes) que em Portugal teria o expoente máximo nos «Cinco Violinos» do Sporting
(6) - Taça Mitropa - Primeiro grande torneio entre clubes europeus. Iniciada em 1927, a Taça Mitropa pode também ser considerada uma percussora da atual Liga dos Campeões da UEFA. O nome Mitropa é uma contração do alemão Mitteleuropa, que significa «Europa Central».
(7) - A Ringstraße (Ringstrasse) é uma estrada circular do distrito de Innere Stadt, em Viena, Áustria. É um dos seus principais cartões-postais e é nas suas proximindades que se encontram alguns dos principais monumentos da cidade. É considerado o melhor exemplo do estilo histórico denominado de Ringstraßenstil, muito em voga na cidade vienense entre as décadas de 1860 e 1890.
(8) - Centro avante.
É o esquema mais ofensivo do futebol,conhecido também como pirâmide ou WM, com dois zagueiros, três meias ofensivos e cinco atacantes
(9) - Anschluss é uma palavra do idioma alemão que significa conexão ou anexação. É utilizada para referir-se à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha nazi em 1938.
(10) - O Homem de Papel, alcunha por que era conhecido Matthias Sindelar.

Fotografias(1)

Hugo Meisel
Comentários (3)
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motivo:
Que história!
2012-12-23 12h34m por dmdm59
Uma história encantadora até, deveria ser mais conhecida, é por isto que adoro futebol!
SA
Meisl e Sindelar
2012-11-16 16h38m por sadlac
Nunca ouvi falar de Meisl ou Sindelar, mas fiquei fascinado com eles depois de ler este artigo. Está muito bem escrito e expõe com inteligência a associação de factos históricos e políticos com o desenvolvimento do futebol. Parabéns ao autor, João Pedro Silveira!
Hugo Meisl
2012-11-16 16h28m por DracoFortissimus
Um homem que revolucionou o futebol! Excelente artigo sobre Hugo Meisl zerozero! Parabéns!
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