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          DESTINO: SAUDADE | Os Ticos 'à Juventus' e um craque perdido em álcool e cocaína

          «Great Scott - A efeméride da semana»:Itália-90 é um Mundial burocrático, mais defensivo do que o de 1986 e 1982, coloridos a espaços por seleções inesperadas. Uma delas é a estreante Costa Rica. Liderada por Bora Milutinovic, a equipa da CONCACAF calha no grupo C, juntamente com Brasil, Suécia e Escócia. Na estreia, sem pedir licença a ninguém, 1:0 de Cayasso vs Escócia, em Génova. Começa aí a aventura dos sentidos, a epopeia dos Ticos.Cinco dias depois, em Turim, a Costa Rica entra em campo com umas cores diferentes do habitual. Em vez do original vermelho (camisola) e azul (calção), os jogadores vestem branco e preto na vertical. Nasce a especulação, é 'à Juventus'. Nada disso, a Costa Rica esclarece tudo para evitar mal-entendidos: é tão-só uma homenagem ao La Libertad, a equipa mais antiga do país, fundada em 1905. Antes do Mundial, muito antes do sorteio da fase de grupos, a federação costa-riquenha e a marca italiana Lotto concebem o equipamento alternativo de preto e branco.Na hora agá, de novo em Génova, a Costa Rica repete o preto e branco – até porque a Suécia joga como o Brasil, camisola amarela e calções azuis. Dois golos nos últimos 15 minutos garantem a reviravolta e o apuramento sensacionais para os 1/8 final. Em Bari, já de volta ao vermelho e azul, a Costa Rica apanha 4:1 da Checoslováquia com hat-trick de cabeça de Skuhravy - esse mesmo, o que passaria anos depois pelo Sporting. «Domingo Desportivo: o futebolista do Rui»: Paulo César Lima, meus senhores. Paulo César Caju no mundo do futebol, um dos melhores avançados brasileiros na década de 70, e aniversariante neste 16 de junho: e aí vão 73 primaveras. Caju esteve nos Mundiais de 70 e 74. No primeiro como reservista de Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e Rivellino, no segundo vítima de uma canarinha que não estava ao nível das versões anteriores. Nome histórico no Rio de Janeiro, Caju vestiu os mantos dos quatro grandes da Cidade Maravilhosa - Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama - e teve duas passagens por França. Primeiro no Marselha e, no fim da carreira, no modesto AS Aix. O final da carreira atirou o bom do Caju para o lado negro da vida. Viciou-se em álcool e cocaína durante 15 anos. Diz ele que o período mais duro foi vivido entre 1985 e 2000. Nessa fase chegou a perder dois apartamentos e a medalha de tricampeão mundial, devido ao acumular de dívidas. O homem recuperou-se e é comentador desportivo, respeitado em todo o Brasil.
          Enviado Por: zacatzz - Colocado há 5 dias - 53 Visualizações
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