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história
Clubes

Liverpool

2012/03/19 17:25
Texto por João Pedro Silveira
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E tudo começou no Everton

A História do Liverpool começou com o vizinho Everton. Tudo remonta ao ano de 1892, quando um desentendimento entre John Houlding e os restantes diretores do Everton, acerca o futuro e rumo do clube, levaram a uma cisão dentro dos «blues», que acabou com o Everton a mudar-se para Goodison Park, quebrando todos os laços com Anfield Road, deixando Houlding para trás, a mãos com um estádio vazio.

Com um estádio, mas sem equipa, Houlding não tinha muitas soluções. E após algumas conversas com jogadores e amigos, encontrou a solução perfeita: fundar um novo clube para dar uso ao estádio. Nascia assim o Liverpool Football Club.
 
Nasciam os reds, mas vestidos de azul
 
O primeiro jogo da novel equipa seria a 1 de setembro, numa goleada auspiciosa contra o Rotherham Town (7x1), em que o Liverpool, curiosamente, não apresentou nenhum jogador inglês, num onze formado por jogadores de outras nações do Reino Unido, tornando-se o primeiro clube de Inglaterra a jogar uma partida sem ingleses.
 
O fundador John Houlding e o plantel do Liverpool, numa das primeiras imagens de sempre da história do clube.
Os primeiros sucessos, e o dinheiro de Houlding, levaram o clube a pedir a entrada direta na liga inglesa, mas tal sugestão, foi prontamente recusada pelos dirigentes da FA, obrigando o Liverpool a jogar na Liga do Lancanshire, a liga regional a que pertencia a cidade de Liverpool
 
No seu primeiro jogo na competição, nova goleada (8x0) e um onze composto só por escoceses, num prenúncio da preponderância que os vizinhos do norte teriam na história do clube.
 
Após bater o Everton por 1x0, no primeiro dérbi de Merseyside, o Liverpool ganha a Liga do Lancanshire e, juntamente com o Woolwich Arsenal, é admitido na Liga Inglesa, começando a época seguinte a jogar na 2ª Divisão que venceu sem sofrer uma derrota.
 
Com Tom Watson e finalmente «vermelhos»
 
Com a chegada do treinador Tom Watson, o clube abandonou o primeiro equipamento azul-e-branco e passou a vestir de camisola vermelha e calções brancos, ganhando rapidamente a alcunha de «reds» [vermelhos].
 
Com o novo século chega o primeiro título de campeão inglês, que volta a ser conquistado cinco anos depois em 1906. É nesse ano glorioso que o topo sul de Anfield ganha o nome de Kop
 
Em 1914, meses antes do começo da I Guerra Mundial, jogou a primeira final da FA Cup, defrontando o Burnley no Crystal Palace de Londres, na primeira final da Taça com a presença do Rei (ou Rainha) de Inglaterra na tribuna de honra.
 
As duas grandes guerras
 
Infelizmente para os «vermelhos», o Rei Jorge V entregaria a Taça ao Burnley, vencedor do jogo (1x0). As más notícias continuariam no ano seguinte, quando o clube viu quatro dos seus jogadores serem excluídos por participarem num escândalo de apostas. O Liverpool entrou então numa fase de menos fulgor, caindo inclusive para o escalão secundário, após o fim da Grande Guerra. Os anos vinte e trinta, marcaram uma era mais apagada do clube liverpuldiano. 
 
Estátua de Bill Shankly, herói liverpuldiano por excelência, treinador-simbolo do clube.
Com a II Guerra Mundial o futebol inglês ficou parado, sem jogos, nem competições e o Liverpool só voltaria às lides no pós-guerra, conquistando a Liga em 1947 e voltando à final da Taça em 1950, para ser derrotado novamente, desta feita pelo Arsenal em Wembley por 0x2.
 
 
Mas a história do Liverpool só começa a mudar definitivamente em dezembro de 1959, quando Bill Shankly assume as rédeas dos «reds».
Shankly reuniu poderes especiais, tendo prontamente dispensado 24 jogadores, mantendo apenas Roger Hunt e o defesa lateral Gerry Byrne. Aos quais se juntaram os conterrâneos escoceses Ian Saint John e Ron Yeats.
 
O sucesso foi imediato e a equipa ganhou o campeonato da 2ª Divisão, regressando à 1ª Divisão, onde nunca mais voltou a ficar abaixo do oitavo lugar.
 
No começo da década de sessenta, Liverpool estava na moda, dentro e fora do campo, pois por esses dias, quatro rapazes da cidade encantavam a Inglaterra e o mundo com as suas canções. John, Paul, George e Ringo: os Beatles, com quem o Liverpool ainda hoje partilha o estatuto de ex-líbris da cidade.
 
No auge da Beatlemania os reds conquistam Inglaterra
 
Em 1964, quando os seus conterrâneos conquistavam os charts do outro lado do Atlântico, os «reds» conquistavam novamente a Liga e passavam a usar o famoso equipamento todo vermelho.  
 
No ano seguinte, apesar de não conseguir manter o cetro de campeão, o Liverpool conquista pela primeira vez a FA CUP e estreia-se na Taça dos Campeões, onde só cai na meia-final aos pés do clube que viria a ser o campeão da edição: o Inter de Milão.
 
Next Stop: Europa
 
No ano em que se disputou o mundial em Inglaterra (1966) e que Anfield fora preterido como palco da grande competição em detrimento de Goodison Park, casa do vizinho e rival Everton, os «reds» encantaram a Europa novamente, chegando à final da Taça das Taças, que perderam para o Dortmund.
 
Com o aproximar do fim da década de 60, Shankly foi renovando a equipa com novos jogadores como Emlyn Hughes, John Toshack e Kevin Keegan, e o clube manteve os resultados, como comprovaram as conquistas da Liga e da Taça UEFA em 1973 e da FA Cup em 1974.
O adjunto de Shankly, Bob Pasley, tornou-se então treinador principal no inicio da época 1974/75.
 
A era de Pasley, ou a glória sem limites
 
Bruce David Grobbelaar, natural da África do Sul, mas internacional pelo Zimbabué, defendeu a camisola do Liverpool durante 14 épocas.
A era de Pasley seria a mais brilhante da história do Liverpool. Durante os nove anos do seu reinado, o clube tornou-se na maior potência da Inglaterra e do Continente.
 
Durante nove épocas, os vermelhos conquistaram dezoito troféus, transformando Pasley num dos mais bem-sucedidos treinadores de um clube inglês de todos os tempos...
 
Contudo na sua primeira época ao leme do Liverpool não conquistou nada. Num perfeito exemplo da exceção à regra, do que seria o reinado de Pasley, o vencedor.
 
Seis Ligas Inglesas, três Taças dos Campeões, uma Taça UEFA, e a cada época, as vitrinas de Anfield brilhavam ainda mais com cada nova conquista.
 
Keegan, Dalglish, Souness, Rush, Whelan, Neal, Lee, Clemence, os irmãos Kennedy transformaram o Liverpool num colosso europeu, e o domínio do Liverpool só tem rival em vitórias e assombro provocado nos adversários, com o domínio do Real Madrid no fim dos anos 50 e com era dourada do AC Milan no inicio da década de 90.
 
O fim do sonho europeu e a tragédia de Heysel
 
Em 1984, Joe Fagan substituía o retirado Pasley, ascendendo a treinador oficial e o clube continuou a conquistar vitórias, sagrando-se campeão inglês e europeu (pela quarta vez no seu historial).
 
Um ano mais tarde voltou a conquistar a Liga, mas a Taça dos Campeões foi perdida para a Juventus. E nesse fim de tarde em Bruxelas, a história do Liverpool viveria a sua hora mais triste, quando os seus adeptos, que tanto tinham ajudado na ascenção do clube provocaram um desastre invadindo a bancada onde estavam os adeptos italianos provocando 39 mortes, que transformaram o Heysel num sinónimo de mortandade...
 
Kenny Dalglish foi o homem que se seguiu no leme de Anfield. Entre 1985 e 1991, os reds conquistaram mais 9 troféus, demonstrando ser a maior potência inglesa. Mas o castigo imposto pela UEFA ao Liverpool e restantes clubes ingleses, afastou esta grande equipa dos palcos europeus, castigando a capacidade do futebol inglês e dos seus clubes, controlarem o fenómeno do hooliganismo.
 
Hillsborough: o mais triste virar de página
 
A 15 de Abril de 1989, em Hillsborough, Sheffield, antes da meia-final da taça que oporia o Liverpool ao Nottingham Forest, novo desastre manchou a sangue o nome do clube, quando os adeptos que estavam fora do estádio alegadamente tentaram forçar a entrada, provocando 94 mortes (1) além de centenas de feridos, vitimas do excesso de espetadores na bancada, que com o seu peso esmagaram os adeptos que se encontravam à frente contra as grades. Contudo esta era a história que as autoridades e a imprensa quiseram vender ao mundo (2).
 
Este foi um ponto de viragem no futebol inglês e o inicio do fim do predomínio do Liverpool em Inglaterra, pois no ano seguinte os vermelhos conquistaram o seu 18º título inglês e iniciaram um longo jejum...
 
Seguiram-se no banco Souness e Roy Evans, que entre 1991 e 1998 conquistaram apenas uma FA Cup e uma Taça da Liga. Gérard Houllier recuperou algum do prestigio do Liverpool conquistando seis troféus, mas a Liga continuou a ser apenas uma miragem.
 
Houlllier e Benítez e o regresso em grande à Europa
 
Steven Gerrard, capitão e simbolo do Liverpool no século XXI.
Em 2001 a conquista da Taça UEFA, numa histórica vitória por 5x4 sobre os espanhóis do Alavés, relançou o clube na Europa, mas o grande feito estava guardado para uma noite em Istambul, onde o Liverpool conseguiu conquistar a sua quinta Liga dos Campeões, depois de ter estado a perder por 0x3 ao intervalo com o AC Milan.
 
Os comandados de Benítez, que tinha chegado a Liverpool um ano antes, venceram a partida no desempate por grandes penalidades, depois do 3x3 final.
 
Depois de Istambul, o espanhol ainda conquistou mais três troféus para o museu do clube, conseguindo ainda levar o clube a uma segunda final da Liga dos Campeões, novamente com o AC Milan, mas desta vez com outro resultado (1x2).
 
Sem conseguir ganhar o campeonato, que afinal era o grande objetivo do clube, Benítez foi substituido por Roy Hodgson, que contudo foi incapaz de devolver o clube à glória, tornando-se o primeiro treinador do Liverpool desde a II Guerra Mundial a abandonar o clube sem conquistar um troféu.

No começo da nova década chega Brendan Rodgers e com ele um ressurgimento dos reds. Após uma época sem apuramento para as competições europeias, o Liverpool pôde centrar-se nas competições internas. Com Gerrard na liderança, a equipa voltou a lutar pelo título, mantendo uma luta taco-a-taco com o multimilionário Manchester City até ao fim. Sturridge, Sterling e Suárez, eram sinónimo de golo e o sonho de quebrar o jejum de títulos só esmoreceu nas últimas jornadas. 
 
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(1) - Um total de 94 pessoas perdeu a vida nesse dia, ou no Estádio de Hillsborough, ou na ambulância, ou pouco depois de ter chegado ao hospital. A 19 de abril a lista de de mortos ascendeu a 95 com a morte de Lee Nicol, um rapaz de 14 anos que ficara ligado à máquina de suporte de vida e que não resistiu mais as lesões. Em março de 1993, a lista ascendeu a 96 baixas, com a morte de Tony Bland, a quem foi retirado o suporte de vida, depois de quatro anos em estado vegetativo. 
(2) - Em 2012, o Hillsborough Independent Panel «limpou» a memória dos adeptos falecidos, demonstrando publicamente que a culpa do desastre não fora dos adeptos, mas sim do comportamento das autoridades que foram incapazes de lidar com a situação. Tanto a Federação que vendera bilhetes a mais, como a incompetência das forças de segurança, acabaram por ser branqueados pelas autoridades que juntamente com a imprensa, esconderam provas e ajudaram a propagar a ideia que a culpa tinha sido dos adeptos. 
 
O adjunto de Shankly, Bob Pasley, tornou-se treinador principal no inicio da época 1974/75.
 
A era de Pasley seria a mais brilhante da história do Liverpool. Durante os nove anos do seu reinado, o clube tornou-se na maior potência da Inglaterra e do Continente.
 
Durante nove épocas, os vermelhos conquistaram dezoito troféus, transformando Pasley num dos mais bem-sucedidos treinadores de um clube inglês de todos os tempos...
 
Contudo na primeira época o Liverpool não conquistou nada, naquela que seria a exceção à regra durante o reinado de Pasley.
 
Seis Ligas Inglesas, três Taças dos Campeões, uma Taça UEFA, e a cada época, as vitrinas de Anfield brilhavam ainda mais
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