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Poznan

2012/03/06 18:18
Texto por João Pedro Silveira
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Poznan é a capital histórica da Wielkopolska (Grande Polónia), a região que é o berço histórico do estado polaco. Foi aqui que em meados do século X, os polanos - uma tribo que habitava as planícies da atual Polónia - fundaram o seu estado, com a capital primeiramente em Gniezno e mais tarde Poznan.

Wilkpolska foi também o berço do cristianismo polaco. Poznan foi a primeira diocese do país, e um ponto de partida de evangelização das regiões vizinhas. Apegados às tradições católicas, os habitantes da cidade são muito orgulhosos das suas igrejas e são em grande medida, ferverosos católicos praticantes. A religião está presente em todo o lado, e os sinos a rebate estão sempre a lembrar os mais esquecidos...
 
Hoje em dia, Poznan é o segundo centro financeiro e comercial do país, logo atrás de Varsóvia. Aqui convivem torres góticas e prédios envidraçados. Cidade moderna, com uma feira internacional reconhecida em todo o continente. Alberga também algumas destacadas instituições de ensino, bibliotecas e universidades, que dão nome à sua reputada vida académica. Jovens executivos, estudantes e empresários, emprestam à cidade um ar moderno e cosmopolita. Durante o dia as esplanadas estão cheias de ociosas conversas, à noite os restaurantes e os bares, e mais tarde as discotecas, fervilham com uma população jovem, que procura na noite os prazeres hedonistas.
 
A Ilha de Ostrów Tumski
 
Passear pelo centro histórico da cidade, uma das mais antigas da Polónia, é recordar esses tempos em que as ruas eram palmilhadas por peregrinos, camponeses, monges e cavaleiros. Na parte velha da cidade destacam-se dois núcleos que convém explorar: Ostrów Tumski e a zona velha e central em redor da Câmara Municipal e da Praça do Mercado.
 
Vista da Catedral, situada na ilha de Ostrów Tumski, no centro de Poznan.
O passeio pode começar por Ostrów Tumski, a ilha onde se ergue a velha Catedral, uma jóia gótica que recebeu os mais diversos acrescentos, destacando-se as alterações efectuadas durante o período barroco, que se sobrepôs ao renascentista, que por sua vez já se tinha imposto ao gótico. Do românico do tempo da construção (1034-38) pouco resta, apenas ténues lembranças que recordam os primórdios do templo e da própria Poznan.
 
Esta ilha - onde a cidade começou - é dominada pela presença esmagadora das torres góticas da Catedral. São elas que com as suas sombras escurecem as ruas e ruelas em redor, e olham nos olhos todos os que caminham por Ostrów Tumski, emprestando uma sensação de que se regressa a um tempo em que a vida corria mais lentamente, com os momentos do dia-a-dia marcados pelo dobrar dos sinosPerto da Catedral poderá ainda conhecer o Museu da Arquidiocese e a igualmente gótica Igreja de Santa Maria. A história religiosa de Poznan está sempre presente para se dar a conhecer ao turista.
 
A Cidade Velha
 
Depois, deixando para trás a ilha e seguindo pela Most Boleslawa Chrobrego - a ponte que atravessa o Warta - poderá caminhar em direção à Igreja do Sagrado Coração de Jesus, antes de descer para a Stary Rynek [Praça do Mercado Velho], o centro palpitante da cidade, com as suas lojas e esplanadas, onde se misturam os locais e os cada vez mais omnipresentes turistas. Ali poderá saborear uma bebida refrescante e acompanhar a deambulação dos citadinos, na azáfama diária entre o trabalho e casa, parando aqui e ali para comer ou beber algo, ou deitar o olho a uma montra...
 
Uma vez saciada a fome e a sede ou apenas recuperado o cansaço, qualquer turista que se preze não pode perder a Câmara municipal, um notável edifício renascentista encimado por uma torre proeminente, com os seus três pisos de loggias, de clara inspiração italiana, que se encontra a nordeste da Praça.
 
Lembrando algumas das loggias que se podem encontrar na distante Toscânia, em Florença ou Siena. Talvez para o visitante seja estranho essa ligação, mas a profunda ligação religiosa do povo polaco com Roma, remonta aos primórdios da nação. A influência que os italianos tiveram na Polónia ainda hoje é percetível na arquitetura renascentista e na barroca, assim como na música, pintura e escultura desses tempos. 
 
Até a culinária italiana influenciou a rica gastronomia polaca, e qualquer leigo na cozinha desconfiará que um Kopytka é um gnocchi, e um pierogi não é mais que um primo muito próximo do italianíssimo ravioli.
 
Stary Rynek, a Praça do Mercado Velho.
Alimentada a alma e o corpo, recarregadas as baterias, é preciso fazer-se à estrada, pois como escreveu o poeta sevilhano António Machado «o caminho faz-se caminhando...» e os pontos de interesse de Poznan não se esgotam na cidade velha e aconselha-se que se descubra o tanto que esta cidade tem para oferecer para além do seu eixo histórico, a caminhar, ou pedalando, pois Poznan apresenta-se a quem a visita, como uma cidade plana, perfeita para quem gosta de explorar uma cidade em cima de uma bicicleta. 
 
Nas imediações da Praça podem encontrar-se o Palácio Dzialynski - belo exemplar barroco onde hoje se encontra a Biblioteca Kórnik - e o Castelo Real ou de Przemyslaw, construído por Przemysl I em 1249, numa colina conhecida em tempos como Góra Zamkova [colina do Castelo], mas que agora é conhecida por Góra Przemysława.
 
Por trás da Praça do Mercado Velho, a caminho da Plac Wolnosci ficam o Museu Nacional e a Biblioteca Raczynski, dois locais de visita obrigatória da cidade. Duas instituições culturais que preservam a cultura a história da cidade. Depois de visitar o Museu e a Biblioteca, siga o bulício da cidade e irá entrar na Plac Wolnosci, uma praça ladeada por comércio e instituições bancárias, daqui poderá seguir pela Ulica Sw Marcina, apreciar o velho Palácio do Kaiser, um dos melhores exemplos arquitetónicos do período de ocupação prussiana da Polónia, que remonta ao tempo em que os Reis da Prússia e mais tarde Imperadores da Alemanha, iniciaram um rápido processo de germanização da região.
 
Os arredores
 
Nos arredores de Poznan poderá explorar a natureza em todo o seu explendor. Conhecer as florestas, andar de bicicleta por longas estradas ou descobrir os lagos que pontuam a paisagem.  Aqui nasceu a Polónia, em redor das férteis águas do Warta, à volta dos lagos e das pequenas colinas que se elevam sobranceiras sobre bosques densamente arborizados. 
 
Perdidos nestas longas estradas, nesta paisagem que no verão conserva um verde luxuriante e uma paz bucólica, encontram-se pequenas aldeias, castelos, fortificações, palácios e mosteiros de visita obrigatória.
 
Palácio Razynski, em Rogalin, nos arredores de Poznan.
Incontornável é o adjectivo que melhor qualifica o Palácio Razynski, em Rogalin, tão próximo de Poznan, mas a parecer já fazer parte de um outro mundo.
 
Razynski é um belíssimo palácio, que foi construído por volta de 1770, e é indubitavelmente um dos melhores legados da arquitectura tardo-barroca na Europa, com o seu jardim francês e os majestosos carvalhos que pode encontrar numa das maiores áreas florestais protegidas de carvalhos do continente europeu, a pedirem uma visita sem pressas....
 
O berço da nação e a lenda dos três irmãos
 
Também relativamente próximo, mas para oriente, fica Gniezno, a primeira capital polaca, onde no interior da sua histórica catedral poderá encontrar as relíquias de Santo Adalberto. Aqui começou a história polaca. Estas pedras assistiram aos momentos fundadores da nação, os polacos, profundamente nacionalistas, olham para Gniezno, como os portugueses para Guimarães.
 
Gniezno é o berço da nação, e como em Guimarães há uma estátua de Afonso Henriques, aqui ergue-se majestoso Bolesław Chrobry, Boleslau I, «o Bravo», o primeiro Rei da Polónia. 
 
A História conta-nos que foi na Catedral da cidade que foi coroado o Rei Boleslau em 1025, mas já uns anos antes, corria então o ano 1000, a pequena cidade tinha recebido o Congresso de Gniezno, onde o Imperador Otão III do Sacro Império Romano-Germânico havia reconhecido o Duque Boleslau como senhor da Grande Polónia.
 
Além da História, é a própria lenda que atribui à cidade a aura de berço da nação. Reza então a lenda que três irmãos: Lech, Czech e Rus, penetravam nas florestas da região de Poznan e Gniezno, que eram então inexploradas e virgens, com o objetivo de estabelecerem um povoado. Certo dia, numa manhã de sol, os três avistaram uma colina onde estava um velho carvalho solitário com uma águia pousada num dos seus ramos onde tinha feito um ninho.
 
Lech disse então que aquela águia branca seria o símbolo do seu povo e que ao redor daquele carvalho construiria a sua fortaleza, que recebia o nome em honra do ninho da águia [polaco: gniazdo] e que ele chamou então de Gniezdno.
 
Os outros dois irmãos resolveram continuar a caminhada pela mata a fim de encontrarem um local para fundarem as suas aldeias. A certa altura resolveram separar-se e Czech seguiu na direção sul, onde fundaria a terra dos checos, enquanto Rus foi para o leste, onde mais tarde nasceria a Rússia.
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