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      Euro 2000

      Euro 2000: A França Champanhe

      Texto por João Pedro Silveira
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      O século XX chegava ao fim, a esperança no progresso e na paz enraizava-se, completava-se quase uma década do fim da Guerra Fria e a União Europeia reforçava os laços e caminhava para se alargar a leste, seguindo as pegadas da NATO. O mundo virava uma página na sua história e ano 2000 chegava não confirmando algumas previsões mais alarmistas do fim dos tempos... mas o mundo ainda não conhecia os efeitos do 11/9, que só chegaria um ano depois. 

      O Euro 2000, o primeiro a ser organizado por dois países: Bélgica e Países Baixos, foi palco de muita emoção e grandes jogos. Desde o pontapé de saída até a vitória suada da França sobre a Itália na final, o mundo assistiu a grandes espetáculos.
       
      A qualificação
       
      A emoção começou em 1998, com a qualificação, onde se destacaram dois protagonistas: República Checa e Espanha. Os primeiros fizeram um caminho limpo, cem por cento vitorioso, ameaçando chegar ao europeu para repetir - ou melhorar - a façanha de 1996. Já a Espanha, começou mal, com uma derrota em Chipre que custou o lugar a Javier Clemente, mas rapidamente emendou a mão e venceu todos os jogos até ao final, ficando na memória os jogos em casa onde simplesmente trucidou a concorrência: Áustria (9x0), Chipre (8x0), São Marino (9x0) e Israel (3x0).
       
      Entre os grandes ausentes encontravam-se a Escócia, Irlanda, Rússia e Ucrânia, além da Croácia que acabara de conquistar a medalha de bronze no mundial de França 1998.
       
      Muito Portugal para tão pouca Inglaterra e nenhuma Alemanha
       
      Chamado ao onze para substituir Sá Pinto, Nuno Gomes foi o goleador de serviço durante a surpreendente carreira de Portugal no Euro 2000.
      Uma das grandes surpresas do torneio foi a seleção portuguesa, vencedora do grupo A, com três vitórias em três jogos, entre elas uma surpreendente goleada por 3x0 com a Alemanha - graças a um hattrick de Sérgio Conceição - e uma épica vitória sobre a Inglaterra, num jogo em que os lusitanos já perdiam por 0x2 aos 18 minutos. 
       
      A Inglaterra, depois da derrota na estreia, quebraria a malapata e venceria a Alemanha na segunda jornada (1x0), mas seria a Roméia a segunda qualificada do grupo, batendo os ingleses com um penálti no fim do último jogo (3x2) enviando os súbditos de Sua Majestade mais cedo para casa, juntamente com a campeã em título Alemanha. Caíam dois candidatos à vitória final, e caíam com estrondo, para surpresa de toda a Europa.
       
      Itália e Espanha não falham
       
      Outra surpresa da prova seria a eliminação prematura da anfitriã Bélgica, que se tornou o primeiro organizador da prova a não superar a primeira fase, apesar de terem iniciado a prova com uma prometedora vitória sobre a Suécia. Mas as derrotas com italianos e turcos deixaram os «diabos vermelhos» fora do seu europeu.
       
      O Grupo C apresentava as estreantes Noruega e Eslovénia, além da regressada Jugoslávia, mas todos os olhos estavam fixados na «demolidora» Espanha.
       
      Mas os ibéricos não estiveram à altura das expectativas geradas e perderam na estreia com a Noruega (0x1), enquanto jugoslavos e eslovenos davam um espetáculo épico que terminava empatado a três.
       
      Vitórias tangenciais de Espanha e Jugoslávia sobre eslovenos e noruegueses abriam o caminho para o grande confronto da última jornada que foi um dos grandes momentos da competição. A cada golo jugoslavo a Espanha reagia de pronto: 1x0, 1x1, 2x1, 2x2... Até que a quinze minutos do fim a seleção dos Balcãs faz o 3x2 e parece ter a vitória na mão.
       
      Mas nada é definitivo quando se trata de defrontar a fúria espanhola, e já no período de descontos de Alfonso e Mendieta, deram a vitória à Espanha, valendo à Jugoslávia o nulo no Noruega x Eslovénia para garantir a qualificação para os quartos-de-final.
       
      Abram alas para a Holanda
       
      Por fim o fortíssimo grupo D, com quatro ex-campeões, todos eles com fortes argumentos para passarem à segunda fase. A Holanda, semifinalista do último mundial e com o peso da organização a pender para o seu lado na balança do favoritismo; a República Checa, finalista em 1996 e que havia vencido todos os jogos da qualificação; a Dinamarca, campeã de 1992, ainda com alguns dos seus símbolos em campo, como o guarda-redes Schmeichel ; e por último, a França, campeã do mundo em título, com a mítica geração liderada pelo genial Zinedine Zidane
       
      A Holanda falha mais uma grande penalidade na Meia Final contra a Itália, falhando o acesso ao grande jogo.
      E o «argelino» comandou a França na vitória expressiva sobre a Dinamarca na estreia, enquanto a Holanda sofria para bater os checos (1x0).
      No segundo jogo, a Dinamarca voltou a perder por 0x3, desta feita com a Holanda, ficando fora da corrida, enquanto a República Checa também perdia o «barco» para a segunda fase, após uma derrota pela margem mínima contra a França. 
       
      No fim, para cumprir calendário, a Holanda bateu a França e a Dinamarca perdeu com a República Checa, terminando um decepcionante europeu sem marcar um único golo e sofrendo oito.
       
      Portugal, França, Itália e Holanda: os melhores seguem em frente
       
      Nos quartos, Portugal e Itália continuaram a sua performance, batendo turcos e romenos pelo mesmo resultado (2x0). A França sofreu para eliminar a Espanha (1x2), sendo obrigada a dar a volta ao golo inaugural de Mendieta e agradecendo aos deuses o penálti falhado no último minuto por Raul.
       
      A França sofreu para eliminar a Espanha (1x2), sendo obrigada a dar a volta ao golo inaugural de Mendieta e agradecendo aos deuses o penálti falhado no último minuto por Raul.
       
      Por último, para o último jogo dos quartos, estava guardada a avalanche laranja, que arrasou a Jugoslávia com seis golos, contra o tento de honra apontado no fim por Milosevic.
       
      Decisões da marca de penálti
       
      As meias-finais entre Portugal e França viram uma reedição de 1984, mas desta vez com o palco a ter lugar em Bruxelas. Ao contrário de 84, os portugueses adiantaram-se com um golo de Nuno Gomes, a França só reagiu na segunda parte com o golo de Henry. O jogo seguiu para o tempo extra, tal e qual como na mítica noite de Marselha.
       
      A França tomou conta do jogo, mas Portugal aguentou a pressão e foi ameaçando sempre que possível levar perigo à baliza de Barthez. E quando já toda a gente imaginava um desempate por grandes penalidades, uma mão de Abel Xavier deu uma oportunidade de ouro aos franceses. Zinedine Zidane apontou magistralmente o golo - de ouro- e deixou Portugal pelo caminho.
       
      Zidane aponta o «golo de ouro» contra Portugal, num dos momentos decisivos da competição.
      No dia seguinte os holandeses deram um show de falhar grandes penalidades. Os comandados de Rijkaard falharam duas durante o tempo regulamentar, mais três no desempate desde a marca dos onze metros, deixaram a onda laranja a «morrer na praia», falhando a final de Roterdão.
       
      Depois do Mundo, a Europa
       
      A Squadra Azzura estava na final da prova pela primeira vez desde 1968 e o sonho de voltar a erguer a Henri Delaunay ficou mais perto quando já na segunda parte, Marco Delvecchio colocou os transalpinos na frente.
       
      O tempo rareava, e quando tudo parecia decidido, Sylvain Wiltord empatou o jogo quando o relógio já marcava 4 minutos de descontos. 
      A Itália acusou demasiado o toque, e o desalento estava espelhado no rosto de todos quando Anders Frisk apitou para o final dos 90 minutos. 
       
      No prolongamento, a campeã mundial cresceu e o golo surgiu com naturalidade, com Trezeguet a dar o melhor seguimento à jogada de Robert Pires, finalizando com o pé esquerdo, o golo de ouro que juntava o Campeonato Europeu ao Campeonato Mundial conquistado pelos bleus, somente dois anos antes...
      Por último, a avalanche laranja, que arrasou a Jugoslávia com seis golos, contra o tento de honra apontado no fim por Milosevic.
      As meias-finais entre Portugal e França viram uma reedição de 1984, mas desta vez com o palco a ter lugar em Bruxelas. Ao contrário de 84, os portugueses adiantaram-se com um golo de Nuno Gomes, a França só reagiu na segunda parte com o golo de Henry. O jogo seguiu para o tempo extra, tal e qual como na mítica noite de Marselha.
      A França tomou conta do jogo, mas Portugal aguentou a pressão e foi ameaçando sempre que possível levar perigo à baliza de Barthez. E quando já toda a gente imaginava um desempate por grandes penalidades, uma mão de Abel Xavier deu uma oportunidade de ouro aos franceses. Zinedine Zidane apontou magistralmente o golo - de ouro- e deixou Portugal pelo caminho.
      No dia seguinte os holandeses deram um show de falhar grandes penalidades. Os comandados de Rijkaard falharam duas durante o tempo regulamentar, mais três no desempate desde a marca dos onze metros, deixaram a onda laranja a morrer na praia, falhando a final de Amesterdão.
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      Comentários (2)
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      motivo:
      CA
      2004
      2012-05-11 19h55m por Carvao95
      Próximo Europeu, o de 2004. . . o NOSSO Europeu, estou inquieto para lera nossa história.
      Parabéns ao ZZ por estes magnifícos trabalhos com as histórias de TODOS os europeus realizados até à data.
      MO
      ZZ
      2012-05-11 10h34m por morientes-thebest
      Parabéns por estas excelentes histórias acerca dos Europeus.

      Trabalho excelente, continuem com estas páginas dos temas que são extremamente interessantes

      Saudações