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        Hugo Almeida: O Panzer de Buarcos

        Texto por Bruno Filipe Simões
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        Alto, forte, possante, matador e goleador. Português. No início do século XXI. Não há muitos, por isso, se com estas pistas não chega ao nome Hugo Almeida, algo está errado consigo.

        O avançado que esteve em quatro fases finais pela seleção marcou uma era no futebol português de uma forma bastante específica. As suas características são raras no que toca a jogadores portugueses e até por isso Hugo Almeida se diferenciou dos seus companheiros de posição.

        Começou a despontar no FC Porto, brilhou na Alemanha e na Turquia, teve experiências bastante curiosas um pouco por toda a Europa e acabou bem perto da sua Figueira da Foz. Esta é a história de Hugo Almeida, o Panzer de Buarcos.

        De Buarcos às Antas num salto... em altura

        Buarcos e Hugo Almeida confundem-se desde que o possante avançado se tornou num dos grandes nomes do futebol português. E há uma longa história de amor por trás. Que começou no clube da terra e que passou pelo clube da cidade. Foi na Naval que Hugo Almeida começou a dar nas vistas. Depois de três temporadas no Buarcos, o jovem rumou à principal equipa da Figueira do Foz onde ia acumulando golos e mais golos... sempre um escalão acima da sua idade.

        Hugo Almeida era um habitué nas seleções jovens ©Getty /

        Antes, ainda houve uma indecisão entre o futebol... e o salto em altura no Ginásio Figueirense. Chegou a faltar a treinos devido à presença nos dois desportos, mas no fim a bola pesou. E foi na Naval da sua Figueira que Hugo bateu à porta da seleção sub-15. E logo apareceu no radar de FC Porto e Sporting. Com dois dos três grandes interessados nos seus préstimos, o goleador optou pelo clube que mais atenção lhe deu.

        Com 17 anos feitos, Hugo Almeida deixava a sua terra natal sem ter a noção de que viria a ser a grande referência da região tão ligada ao mar. O destino era o Porto, ainda no velhinho Estádio das Antas, e a ascenção foi rápida, numa altura - uma das últimas nos anos recentes - em que os dragões apostaram verdadeiramente na formação. O início na Invicta não foi fácil e por várias vezes o avançado figueirense duvidou do sacríficio passado, tal como conta nesta história relacionada com os seus pais.

        «A bola batia na canela, no bico da chuteira, eu tropeçava. Estava deslumbrado mas na minha cabeça, treinar do lado dos suplentes era sinal que o treinador achava que não tinha qualidade suficiente e que dificilmente iria jogar. Estava tão convicto disso que na quinta-feira (dois dias depois de ter chegado) liguei aos meus pais a dizer que não ia ser convocado para o jogo de sábado e que o melhor era irem buscar-me. Os meus pais perceberam o meu desespero e arrancaram da Figueira num dia de temporal dos grandes em direção ao Porto para falarem com os dirigentes do clube e trazerem-me de volta a casa. Lembro-me que chovia tanto que demoraram quase três horas num trajeto que normalmente demora pouco mais de uma. Com esse atraso não chegaram a tempo de ver o treino e eu já estava na rua à espera deles, encharcado e cheio de frio. O que não esperavam era ver-me com um misto de sorriso e de lágrimas» - Hugo Almeida em entrevista à Tribuna Expresso

        Pois bem, Hugo Almeida foi convocado. Já não quis voltar à sua Figueira da Foz. No dia seguinte, com febre, marcou dois golos e fez uma assistência. E começou a sua história de dragão ao peito. Patamar após patamar, Hugo Almeida começou a ser falado. Começou a ser conhecido. Começou a ser seguido cada vez com mais atenção por todos. No seu segundo ano de FC Porto estreou-se na equipa B e nesse mesmo ano foi chamado pela primeira vez a um treino da equipa principal treinada por... José Mourinho.

        ©Getty /
        «Ele queria um avançado com as minhas características, mais fixo, pois o Postiga e o Mccarthy era jogadores móveis, e o Mourinho queria ter no plantel um jogador como eu. (...) Lembro-me que fui chamado no dia 1 de abril, o dia das mentiras...liguei a dez pessoas para saber se era verdade ou se estavam a gozar comigo», relembrou Hugo Almeida em entrevista ao Record.

        Em 2002/03, Hugo Almeida acabou, de vez, com qualquer dúvida que pudesse surgiu. Fez parte do plantel da equipa B, mas apenas na primeira metade da época. Em 15 jogos pelo conjunto que era liderado por Ilídio Vale, Almeida apontou 16 golos e, jogando apenas meia época, foi o quarto melhor marcador da Zona Norte da II Divisão B. Brilhou a tanta altura que mereceu a estreia o plantel principal, frente ao Trofense, em jogo a contar para a Taça de Portugal.

        Entre empréstimos e o inesquecível Dragão

        Com a estreia na equipa principal do FC Porto e na seleção sub-21, a equipa B começava a ser pequena demais para o gigante Hugo. E surgiu o primeiro empréstimo à União de Leiria e consequente primeira experiência de Liga pela mão de Manuel Cajuda. Ainda que dividindo o tempo entre a titularidade e o banco, o avançado foi ganhando a sua estaleca de primeira, algo que lhe valeu um verão agitado: em junho venceu Toulon pelos sub-20; em julho perdeu a final do Europeu pelos sub-19.

        Sem tempo a perder, Hugo Almeida também ganhou o seu (ainda pequeno) lugar no plantel principal. Ia sendo chamado, a espaços, aos jogos e participou mesmo em duas partidas da Liga dos Campeões, fazendo dele um dos campeões europeus pelo FC Porto de Mourinho, apesar do jogador não se sentir como tal por achar que «para isso, teria de ter participado em pelo menos 80% dos jogos». Pelo meio desta meia época de equipa principal, um momento único na história de Hugo Almeida.

        16 de novembro de 2003. A inauguração do novíssimo Estádio do Dragão. Hugo Almeida foi um dos jogadores que tiveram o prazer de jogar contra o Barcelona nessa noite. E não fez por menos: se o primeiro golo da história do novo recinto foi de Derlei, o segundo foi de Hugo Almeida, bem ao seu estilo.

        Mas o tempo de jogo não era suficiente para um jovem com tanto potencial e, em janeiro, Almeida voltou à União. Mourinho precisou de Maciel para colmatar o lesionado Derlei e, em troca, o emblema leiriense pediu um novo empréstimo do jovem internacional. Que, meses depois, com a camisola branca da União, chegou a internacional AA no Algarve, diante da Inglaterra. Na cidade do Lis foram mais 16 jogos e três golos na Liga antes de um novo verão louco: em maio/junho foi terceiro no Europeu com os sub-21; em agosto fez parte dos 18 chamados por José Rachão para os Jogos Olímpicos.

        Entretanto, o FC Porto estava em ebulição e Hugo Almeida falhou, mais uma vez, a pré-temporada. José Mourinho saiu, Del Neri esteve poucas semanas e chegou Víctor Fernández. técnico que preferiu praticamente sempre os adversários de Hugo Almeida: Luís Fabiano, Derlei, Postiga ou McCarthy. Não surpreendeu, portanto, que com apenas cinco jogos - todos saindo do banco - o jovem português rumasse a novo empréstimo. Desta vez o Bessa era o destino e Pacheco o treinador que apostou no avançado em 16 ocasiões.

        ©Getty /

        Seria o último empréstimo em Portugal para Hugo Almeida. A época 2005/06 tinha reservado ao figueirense a sua primeira temporada a tempo inteiro no plantel principal dos dragões. Curiosamente - ou não - a primeira em que Hugo Almeida participou na pré-temporada. Com as saídas de Fabiano, Derlei e McCarthy, o internacional português ganhou espaço na manobra de Co Adriaanse e começou mesmo a época a todo o gás. Nas três primeiras jornadas já levava dois golos. O primeiro? Na sua Figueira. Contra a sua Naval. O treinador? Manuel Cajuda, o primeiro que apostou no avançado em jogos da Liga.

        Hugo Almeida foi crescendo e ganhando a sua importância na equipa. Decidiu o jogo na Choupana e dias depois marcou o golo mais emblemático da sua carreira. Perante um Giuseppe Meazza despido de público - conheça aqui a história do castigo - o avançado foi titular e, num livre a 30 metros da baliza, desferiu um remate para a eternidade e que só parou nas redes à guarda de Júlio César.

        Ao longo dessa temporada, Hugo Almeida foi do melhor ao pior, com uma seca de golos que o tirou do onze. Ainda decidiu o jogo da jornada 29, em Coimbra, que se viria a revelar decisivo para a conquista do título, mas os 38 jogos (cinco golos) que realizou não foram suficientes para continuar de dragão ao peito.

        «Não sei o que aconteceu, mas uma semana antes de começar a época o Co Adriaanse disse que não contava comigo. Ele era o treinador e eu tive de acatar, é assim o futebol onde um dia somos bestiais e no outro bestas. Eu não queria sair do FC Porto. Tinha feito uma boa época, tinha feito os golos que deram o campeonato e sentia-me bem. Trataram de tudo sem eu saber e avisaram-me uma dia antes de me apresentar que tinha que ter uma reunião com as pessoas da Alemanha e pronto» - Hugo Almeida em entrevista ao Record

        Como peixe em águas alemãs e turcas

        Seguiu-se a primeira experiência internacional. Após o seu segundo (de três) Europeus de sub-21, Thomas Schaaf foi à Invicta pescar Diego e Hugo Almeida para o seu Werder Bremen. E na Bundesliga, Hugo Almeida sentiu-se em casa. O futebol germânico favorecia as suas características mais físicas e o Bremen tinha uma equipa recheada de craques. Não foi por acaso que o título alemão em 2004 foi para Bremen, que até 2007/08 nunca a equipa de Schaaf ficou abaixo do terceiro lugar e que durante a estadia do Panzer na Alemanha conquistou uma Taça da Alemanha, uma Taça da Liga e uma Supertaça.

        ©Getty /
        Também não é de estranhar, portanto, o excelente desempenho do avançado que, em todas as épocas de Bremen, passou as dezenas de golos. Passou de "eterna esperança" - em 2007 esteve no seu terceiro Europeu sub-21 - a presença habitual nas listas de Scolari, culminando com uma presença no Euro´2008. E, consequentemente, passou a ser olhado com outros olhos, pela mão de Thomas Schaaf. De suplente de Klose e Klanic, Almeida passou a ser uma das grandes referências do Bremen que chegou a uma final europeia (Taça UEFA em 2009) e era legítimo sonhar com outros voos. Voos esses que o podiam ter levado para o Real Madrid... de José Mourinho.

        Após quatro épocas a grande nível no Bremen e valorizado pela presença no Mundial da África do Sul, Hugo Almeida foi cobiçado por diversos emblemas europeus. Um deles foi o Real Madrid e apenas não se concretizou devido a Jorge Valdano, diretor desportivo dos merengues: «O Mourinho quis levar-me para o Real Madrid, ele sempre gostou de mim, mas o diretor desportivo não me quis e acabaram por contratar o Adebayor», disse, anos mais tarde, Hugo Almeida.

        Nesse defeso de verão foi também a primeira vez que Hugo Almeida proferiu uma frase que repetiu bastantes vezes ao longo da sua carreira... e que nunca se concretizou. Em alta na Alemanha e muito bem cotado no mercado, o Panzer respondia assim a uma possibilidade de voltar a casa: «Seria um orgulho voltar a Portugal, para um dos grandes. O futuro nunca se sabe».

        Almeida passou a ser aposta regular na seleção ©Carlos Alberto Costa

        Gorada a transferência para Madrid e para Portugal, e apesar dos cortes no projeto Bremen, Almeida ficou na Alemanha. Mas apenas por meia época, já que o Besiktas lhe bateu à porta depois de 11 golos em 21 jogos. Pagou nove milhões e assim o avançado juntava-se aos portugueses Manuel Fernandes, Simão e Ricardo Quaresma, o seu eterno parceiro de sucesso nas seleções de sub-21.

        Na Turquia, Hugo Almeida era idolatrado, tal como todos os outros craques daquela equipa que era amada de forma bastante evidente pelos adeptos das águias negras. E Hugo Almeida não fazia por menos, já que retribuía com golos, muitos golos.

        Com duas fases finais pelo meio (Euro 2012 e Mundial 2014) em branco, o goleador ia conquistando adeptos e mais adeptos na Turquia. Chegou a ser treinado pelo português Carlos Carvalhal e em três épocas e meia foram 47 golos em 108 jogos e um amor que promete ser eterno no mítico Besiktas Inönü, antiga casa do emblema de Istambul. No período Almeida, o Besiktas apenas venceu uma Taça da Turquia devido à constante instabilidade vivida no clube, que o colocou por várias vezes na mira de importantes clubes europeus.

        ©Catarina Morais

        Apesar dos constantes rumores que o ligavam a um regresso a Portugal durante a sua estadia na Turquia - todos os grandes foram associados ao Panzer -, a carreira do figueirense seguiu outras paragens no pós-Mundial do Brasil em que usou o tão falado "bigode português". Uma fase final que não correu bem a ninguém e que acabou por ser um início de verão para esquecer para Hugo Almeida.

        «Rasguei logo o músculo no primeiro jogo com a Alemanha (0-4) e  para mim a prova terminou aí. Entretanto, recebi uma proposta de um clube com o qual tinha tudo acordado mas primeiro tinham de tirar dois estrangeiros do plantel. Fui rejeitando outras propostas e, no último dia de mercado, disseram-me que não podia ficar», lembrou Almeida, falando da muito falada proposta que teve do Al-Nasr nesse verão.

        Novas aventuras de Globetrotter

        Após a saída do Besiktas, Hugo Almeida começou a sua fase descendente da carreira. Em quatro anos, o avançado passou por cinco países e seis equipas diferentes, já longe dos grandes palcos de outros tempos.

        Começou esta fase no italiano Cesena, rumando a meio dessa época ao Kuban, da Rússia. Depois de três golos em Krasnodar e uma última chamada à seleção, seguiu viagem para o Daguestão, onde lhe esperava uma inovadora equipa do Anzhi... e histórias para mais tarde contar aos netos.

        «Estava tudo acordado e faria o mesmo que o Roberto Carlos e Eto'o. Um dia após a pré-epoca, sem dar qualquer explicação, o presidente deu a ordem e fomos todos para o Daguestão. Aí as coisas complicaram-se nível pessoal, foi mesmo o descalabro. Ficámos instalados no estádio onde tínhamos todas as condições, mas no Daguestão nem saía por causa dos tiroteios. Era o mesmo todos os dias, tiros e atropelamentos sem que ninguém fizesse nada. Ainda por cima estava lá sozinho, só via a mulher quando tínhamos jogos em Moscovo e ficávamos lá uma semana. Pareciam férias pois no Daguestão não saía do quarto» - Hugo Almeida em entrevista à Tribuna Expresso

        Marcou 4 golos na primeira metade da época e, apesar de ter contrato de dois anos, não aguentou. Voltou à Bundesliga, onde foi recrutado por Schaaf para o Hannover. Mas o regresso à Alemanha também não correu da melhor forma e hipotecou a Almeida uma possível chamada para o Euro 2016...

        O técnico germânico foi despedido pouco depois da chegada de Hugo Almeida e o seu sucessor, Daniel Stendel, não contou com o internacional português. Algo que fez com que o Hannover tentasse terminar a ligação mais cedo, testando a paciência do figueirense com situações que Hugo Almeida classifica como «estranhas»: «Consegui nunca perder a calma pois, apesar de ter assinado por dois anos, tinha uma cláusula que me libertava se o clube descesse de divisão...e foi o que aconteceu», explicou o Panzer.

        Era a vez da Grécia entrar na vida do avançado, numa altura em que o próprio se dizia «cansado do futebol». O regresso a Portugal esteve, mais uma vez, em cima da mesa, mas o projeto do AEK convenceu o internacional luso e a experiência foi uma das melhores dos seus últimos anos de carreira.

        ©Twitter Reprodução

        Foi bastante regular na primeira temporada, marcou 4 golos em 27 jogos e convenceu os adeptos de um dos grandes de Atenas. Lutou pelo título até ao fim e chegou à final da Taça da Grécia, tendo contribuído para este apuramento... na baliza.

        Ainda começou o segundo ano no AEK, mas Manolo Jiménez não contou com ele e Almeida seguiu para a Croácia com a camisola do Hajduk Split, uma última experiência internacional.

        «Foi aí que apareceu o Mário Branco, um dos melhores diretores desportivos com quem já trabalhei, que me trouxe a solução do Hajduk Split, na Croácia. Comecei bem, mas depois fraturei o quarto metatarso do pé e estive parado quase dois meses...como lá a paragem do campeonato no inverno é muito grande praticamente só joguei no início e no final da época» - Hugo Almeida em entrevista à Tribuna Expresso

        O regresso a casa

        Doze anos, 385 jogos e 131 golos depois, Portugal chamava. As dores já eram muitas e Almeida quis voltar a casa para terminar o seu sonho. Rumou à Académica, tendo a possibilidade de voltar à sua Figueira da Foz.

        Com este regresso, o avançado fortaleceu a sua ligação à terra natal. Depois de muitos anos a ser a principal cara, nome e ícone figueirense, Almeida voltou aos seus e terminou como quis. Começando com uma nova aventura... na baliza.

        ©Académica

        Na estreia com a camisola da Briosa, Peçanha foi expulso e teve de ser o internacional português a assumir as redes academistas. Depois disso, mais uma temporada em que a Académica sonhou com a subida, muito à custa dos 10 golos em 23 jogos do figueirense que também atuou, nessa época, pela AD Buarcos no futebol de praia.

        A última temporada de Almeida foi já diferente. As lesões não perdoavam e o avançado não esperou pelo fim da temporada para colocar um ponto final na carreira. Uma carreira que terminou com muitos golos histórias para contar:  sete países, 595 jogos, 192 golos, 57 internacionalizações, 19 golos pela seleção, quatro fases finais e o estatuto de melhor marcador de sempre da seleção sub-21 (15 golos).

        «O dia que os jogadores nunca querem chegou. Penso que este é o momento certo para colocar um ponto final na minha carreira como futebolista e passar a dedicar-me exclusivamente à minha recente carreira como treinador. Tenho bastante orgulho na carreira que tive. Há momentos bons e momentos maus, mas acima de tudo recordo todos os bons momentos que passei, todo o suor que derramei para conquistar esta minha carreira. Sem o trabalho e a dedicação não era possível a carreira que tive. (...) Foi uma longa carreira, passei por vários países e experiências, o que faz de mim um homem melhor, com ideias diferentes para o futebol. Tive o privilégio de jogar em países muçulmanos, em que o futebol é vivido com muita alegria, com muita expectativa e tive treinadores que me marcaram bastante, como Mourinho [no FC Porto] e Tomas Schaaft [Werder Bremen], aos quais espero agora retribuir com o meu trabalho» - Hugo Almeida na conferência em que anunciou o fim da sua carreira

        ©Carlos Alberto Costa

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        Hugo Almeida (POR)
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