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      Van Nistelrooy: The Ruud Devil

      Texto por Ricardo Rebelo
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      Recorda-se da prenda que o novo milénio ofereceu a Old Trafford? O Teatro e as suas gentes foram brindados com um goleador dos seus Sonhos. Não é descabido retratar Ruud van Nistelrooy desta forma, dada a sua estreita relação com o golo. Sem espaço para as conquistas de outras gerações dos red devils, a melhor versão do marcante jogador holandês notabilizou-se por imprimir, na perfeição, o papel do denominado «ponta-de-lança à moda antiga».

      150 golos em 219 partidas. 149 dentro da grande área. Não, não é tudo, é «apenas» o seu registo enquanto jogador da equipa vermelha de Manchester. Se desconhecia este dado, desengane-se se começou a pensar que foram poucos os golos de elevada nota artística, porque eles apareceram, e com abundância, diga-se. 

      Brilhou muito, mas não foi só por Inglaterra. Na Laranja Mecânica foram 35 golos em 70 jogos. PSV e Real Madrid foram os outros conjuntos onde se pôde apreciar o melhor de Ruud van Nistelrooy: o primeiro recebeu um produto pronto para chegar ao topo; o segundo abriu as portas a um matador que, mesmo assolado pelos contratempos físicos, marcou, e muito, enquanto o seu corpo lhe permitiu fazê-lo. Do Volksparkstadion até La Rosaleda, ainda houve espaço para golos nos últimos suspiros. 

      Falar de Ruud van Nistelrooy é falar de letalidade, eficácia e inteligência, mas também de temperamento. A arrogância, o caráter fervoroso, a conjuntura de situações que levou ao choque com Sir Alex Ferguson ou até com Cristiano Ronaldo contribuem, de igual forma, para a construção de uma figura irrepetível.  

      Travessia holandesa antes do Sonho no Teatro

      Rutgerus Johannes Martinus van Nistelrooy nasceu no primeiro dia de julho de 1976, em Oss. Criado no seio de uma família religiosa de classe média, foi com cinco anos que ingressou nas escolinhas do Nooit Gedacht. O bichinho cedo surgiu, mas a bola não era a sua única amiga: frequentou aulas de música e dança; praticou natação e ténis. Eram várias as atividades pelas quais se interessava, mas para bem do futebol, o gosto pelo desporto-rei venceu.

      Em Eidhoven mostrar-se-ia ao mundo ©Getty /
      A dar os primeiros passos da sua adolescência, seguiu-se uma época no RKSV Margriet, uma instituição com que mantém uma relação próxima, não fosse também a sede da Ruud van Nistelrooy Foundation: uma associação que se dedica, essencialmente, aos mais jovens. Voltando ao início, aos 14 anos, o miúdo que já demonstrava raros dotes para a coisa mudou-se da monotonia da localidade onde habitava para o clima urbano de Den Bosch, passando a representar o clube da cidade. A inevitável estreia na equipa principal, na época 1992/93, deu-se a um ano de atingir a maioridade. As prestações iniciais, no entanto, foram efetuadas como... defesa-central. 

      Dotado de um físico considerável, foi no centro do setor defensivo que começou a gatinhar. Com naturalidade, chegou à posição que tão bem desempenhou, já que a facilidade para balancear as redes adversárias era notória, mesmo naquela altura. Ao longo das quatro épocas no clube da sua região, o instinto de um verdadeiro felino começou a aprimorar o seu elo com o golo entre os dois principais escalões holandeses. Já com alguns no saco, cogitou o interesse do Heerenveen, por quem assinou em 1997.

      Numa equipa de estaleca superior, o avançado realizou uma época interessante. 36 jogos e 16 golos que, de resto, convenceram os responsáveis do PSV a transacionar, na altura, a maior verba de sempre relativa a uma transferência entre clubes holandeses: sete milhões de euros. Mas o destino poderia ter chegado mais cedo, isto porque, naquela época, naquela equipa, um jogador chamado Darren Ferguson conviveu, ainda que por pouco tempo, com Ruud van Nistelrooy. O filho de Sir Alex Ferguson havia recomendado de imediato a contratação do craque em ascensão, mas o PSV chegou primeiro e em boa hora o fez. 1998/99 marcou o primeiro grande brilharete de uma autêntica fera à solta.

      Num clássico contra o Ajax ©Getty /
      Com apenas 22 anos, e ainda que num conjunto holandês, Ruud van Nistelrooy apontou 42 golos em 46 jogos. Um feito impossível de passar despercebido e que o colocou, definitivamente, no mapa. Da célebre chapelada do meio da rua, abençoando o primeiro golo de todos pelo histórico emblema, frente ao RKC Walljwick, aos fantásticos nervos de aço para não vacilar no cara-a-cara com os guardiões adversários, jogo após jogo. De tudo aquilo que nos podemos lembrar relativamente a um número 9 perfeito, a estadia em Eindhoven foi o primeiro vislumbre disso mesmo, sendo a época seguinte, embora menos produtiva, a confirmação para os mais pessimistas.   

      O arranque a todo o gás valeu-lhe a primeira internacionalização, frente à Alemanha, em outubro de 1998. Ainda assim, o grosso da sua história na seleção holandesa apenas chegaria em 2004. Antes disso, muita coisa boa se passou para o finalizador nato. O regime de evolução tinha dado lugar ao estatuto que todos lhe reconhecemos. A ligação com o PSV valeu quatro títulos coletivos, os primeiros de Ruud van Nistelrooy, que ainda conquistou a distinção de melhor jogador holandês em 1998. Nesse mesmo ano, foi vice bota-de-ouro, perdendo apenas para uma cara bem conhecida do público português: Mário Jardel.

      O mortífero jogador esteve vinculado durante três épocas ao PSV, onde regressou muitos anos depois para dar as primeiras pisadas treinador principal, nas camadas jovens do clube. A última, porém, foi bem diferente dos dois brilharetes antes da viragem do século. O Manchester United seguia atentamente o jogador, mesmo depois de o ter perdido. Ao observar tanto golo (73 em 78 jogos), a equipa inglesa preparou uma investida a rondar os 30 milhões de euros pelo craque, isto em 2000. Contudo, problemas no joelho direito do jogador levaram-lo a chumbar nos exames médicos. Nos dias seguintes, o pior aconteceu. Numa sessão de treino, na Holanda, esse mesmo joelho cedeu completamente. A rutura de ligamentos não só hipotecou a transferência nesse ano, como colocou em questão a trajetória fulminante que vinha a realizar, para além da presença no Euro 2000. Depois de uma recuperação longa, o atacante ainda fez uma perninha na fase final da época 2000/01 pelo PSV, apontando 2 tentos em 11 encontros. A lesão foi um empecilho, mas Ruud van Nistelrooy era finalmente anunciado como novo reforço do Manchester United em 2001.  

      O capítulo mais belo da saga Van Nistelrooy: Eat, Sleep, Score, Repeat

      A tão esperada Rave, ou melhor, o tão falado auge metia medo às defesas contrárias. Ruud Van Nistelrooy chegou para fazer esquecer o veterano Teddy Sheringham. Ao mesmo tempo, outro ponta-de-lança que se tornou de renome mundial, Diego Forlán, reforçava o clube, mas sem acompanhar o impacto que o ex-PSV teve. Numa altura em que Andy Cole e Dwight Yorke eram as peças mais produtivas do ataque, o destemido avançado chegou, viu, e subiu a parada. O sucesso foi instantâneo.   

      Jogos contra Arsenal eram quentes ©Getty / Neal Simpson - EMPICS
      Apresentado, o holandês admitia que se tratava de «um sonho tornado realidade». E por falar em sonho, era a vez de Sir Alex Ferguson recuperar a história de bastidores, lamentando que o «sonho tenha chegado três anos mais tarde». As expectativas eram muitas, as suspeitas depois da horrível lesão também. Mas é mesmo de um daqueles belos sonhos que estamos a falar. Sem tempo para adaptações ou choque de um futebol mais físico, o holandês não tardou em confirmar o que se esperava dele. A pressão dos milhões investidos nunca lhe pesou. Terminado o primeiro capítulo em Manchester, o atacante manteve uma média de golos por jogo respeitável: 36 em 49 jogos na sua primeira época. Os adeptos rapidamente ficaram cientes do fenómeno que tinham em mãos.

      A primeira temporada, apesar de boa a nível individual, não foi perfeita. O Manchester United falhou a conquista do tetracampeonato. O dissabor a nível pessoal ficou também presente em Ruud van Nistelrooy, já que também foi vencido por Thierry Henry na luta pelo troféu de melhor marcador. A rivalidade entre ambos começou aí e foi ainda parte integrante da cordilheira de acontecimentos que atiraram o matador de Oss para fora dos red devils. Mas, antes disso, golos, rotações esplêndidas, inteligência brutal na hora de arranjar espaço, de finalizar, enfim. O instinto de goleador era impossível de travar, e o resto também, ao ponto do The Big Dutchmann ter marcado durante 10 partidas consecutivas para a Premier League, um recorde que só foi batido na época 2015/16, pelo avançado do Leicester, Jamie Vardy.

      «O Ruud [ van Nistelrooy] chegou ao balneário depois de um jogo, e confiem em mim, nós estávamos a tentar ganhar a liga, vencemos alguém por 3x1 ou 4x1, ele marcou um golo, mas quando entrou no balneário, olhou para a televisão e começou a abanar a cabeça. Nós perguntamos o que se passava e ele disse que não se passava nada. Isto até alguém ter dito que o Thierry [ Henry] tinha marcado dois golos naquele dia. Aí ele sentou-se insatisfeito. Nós ganhamos, mas ele ficou desapontado», testemunhou outra lenda red devil, Rio Ferdinand.

      A obsessão pelo golo, por ser o melhor, era incontornável. Auxiliado por nomes como Paul Scholes, Ryan Giggs e principalmente David Beckham, os 44 golos com o seu selo, em 52 jogos, foram completamente decisivos na reconquista do título na época seguinte. Aos 27 anos, Van The Man arrebatava todas as atenções para si e roubava o título de melhor marcador ao seu rival de Londres. Ao mesmo tempo, com 12 golos europeus, uma história a tratar o golo por tu consolidava-se na Liga dos Campeões. Tanto golo, tanta competividade, e um papel principal nos célebres anos de rivalidade bem acesa entre gunners e red devils

      Champions escapou-lhe sempre ©Getty / Laurence Griffiths
      A época 2003/04 foi o esplendor disso mesmo. O Arsenal foi coroado novamente campeão inglês na famosa temporada dos Invencibles. Contudo, o reinado invicto esteve a 11 metros e a um pontapé de Ruud van Nistelrooy de não acontecer. O infame duelo, a 21 de setembro de 2003, que posteriormente foi apelidado de Battle of Old Trafford, podia ter ditado a derrota para a turma de Arsene Wenger, isto porque nos suspiros finais, o Manchester United, já depois da expulsão do gunner Patrick Vieria, teve uma grande penalidade a seu favor. Exímio também nesse campo, Ruud Van Nistelrooy assumiu a responsabilidade de colocar o United na frente, mas falhou. O árbitro deu o apito final quase de seguida e uma série de provocações, encabeçadas pelo veteraníssimo Martin Keown, caíram todas sobre o avançado. A rivalidade estava mais acesa do que nunca. 

      O temperamento que o levou desta para... o Santiago Bernabéu

      Não foi necessariamente para melhor, até porque ao nível dos cinco anos em Old Trafford, jamais voltou a repetir. As duas últimas épocas de Ruud van Nistelrooy coincidiram com o crescimento de outro clube londrino, o Chelsea. Apesar do domínio do United na altura da sua chegada, o holandês não conquistou aquilo que outras gerações foram capazes de fazer pelo clube de Manchester. Não mais voltou a ganhar o prémio de maior goleador, nem tão pouco outra Premier League. Foram quatro canecos a nível interno e nesse tópico certamente terá ficado uma sensação amarga no goleador. A verdade é que a sua saída, em 2006, foi impulsionada por uma série de acontecimentos, desde logo, a discussão que deixou o jovem e recém-chegado Cristiano Ronaldo... a chorar.

      Sorrisos nem sempre existiram ©Getty / John Walton - EMPICS
      O extremo português foi aposta do Manchester United para substituir David Beckham. A associação Nistelrooy & Beckham constituiu uma das parcerias mais mortíferas que há memória, mas a cara nova da equipa não partilhava da mesma estaleca do internacional inglês, também por estar numa fase inicial da sua carreira. CR7 era um jogador diferente e a química com o holandês estava longe de ser a ideal. O princípio do fim começou num episódio em 2005, quando, segundo Rio Ferdinand, numa entrevista ao The Telegraph, Ruud van Nistelrooy, ao seu estilo manifestamente temperamental, deu um murro na mesa, argumentando que «não podia jogar com Ronaldo porque ele nem sequer cruzava uma bola». A discussão azedou e alegadamente, o holandês terá dito algo relacionado com o seu pai [ «O de Manchester», Carlos Queiroz], mas que abateu o astro português que tinha perdido o seu progenitor meses antes.   

      O caso dominou a imprensa desportiva britânica, que não parou de especular sobre os problemas que o ponta-de-lança foi criando no balneário, mais tarde tornados públicos. Desde as desavenças com o português, com David Bellion ou Gary Neville, até à gota de água: o insulto a Sir Alex Ferguson na final da Taça da Liga Inglesa, em 2006, por não ter sido colocado em campo. Após esse incidente, o avançado perdeu muito tempo de jogo, hipotecando aquela obsessão antiga de arrecadar o título de melhor marcador e, por consequência, bater Thierry Henry. Toda esta conjuntura tornou insustentável a sua permanência e levou-o para Madrid. Consta-se que o jogador terá ficado agradado com a opção que o próprio tomou, pois o seu objetivo passava por ganhar a Liga dos Campeões, algo que com Rooney e Ronaldo por perto, pensava ser impossível. A verdade é que foi exatamente o contrário que aconteceu. Anos mais tarde, Ruud van Nistelrooy não teve como fugir a toda esta odisseia, nomeadamente, ao insulto dirigido ao lendário técnico escocês:

      «Fui desrespeitoso. Estava fora de mim. Por mais arrogante e teimoso que fosse, senti-me mal pelo que fiz e pelo que lhe chamei. Criamos um laço forte durante cinco anos. Aprendi muito com ele, e modestamente, ele aprendeu comigo. Ainda assim, o final foi cruel».

      O feitio sempre presente, assim como os golos de laranja

      Antes de Madrid, antes do período conturbado em Manchester, o Euro 2004. A primeira grande competição onde Ruud van Nistelrooy pôde representar a Holanda. O finalizador marcou em todas as partidas da fase de grupos, totalizando quatro golos em cinco partidas. A Holanda foi eliminada por Portugal nas meias-finais, e seria novamente às mãos dos portugueses que cairiam no Mundial 2006. Foi nesse espaço de tempo que o ponta-de-lança se casou com Leontien Slaats, vendo a sua primeira filha, Moa Annette, nascer já depois da prova rainha de seleções, na Alemanha. Ruud van Nistelrooy não participou na famosa batalha de Nuremberga, alegadamente devido a uma discussão com Marco Van Basten, técnico da laranja mecânica, abandonando a competição com um golo marcado. Seguiu-se o Euro 2008, abençoado pelo nascimento de Liam, o seu segundo filho. Van The Man apontou dois tentos, mas na mesma linha do que acontecia nos clubes por onde passou, as grandes conquistas fugiam insistentemente.  

      Um dos 4 golos no Euro 2004 ©Getty / MLADEN ANTONOV
      O auge já lá ia, e, em contrapartida, os problemas físicos eram cada vez mais recorrentes. O jogador anunciava a sua retirada em 2008, voltando atrás na decisão em 2011, para render o lesionado Robin Van Persie na qualificação para o Euro 2012. Talvez arrependido de não fazer parte da equipa que brilhou no Mundial da África do Sul, a verdade é que o regresso foi sol de pouca dura, já que os problemas físicos assolavam cada vez mais a sua performance. A despedida deu-se a 29 de março de 2011, e com um golo, frente à Hungria. Foi o adeus como jogador, mas ainda houve um olá. O seu destino voltou a cruzar-se com a Laranja Mecânica, onde deu os primeiros passos como treinador adjunto, em 2014 e 2015. 

      Longe dos títulos ou das decisões, Ruud Van Nistelrooy marcou 35 golos pela Laranja mecânica, número que lhe vale o estatuto de quinto melhor marcador de sempre daquela seleção, a par de Faas Wilkes. Pródigo na arte de marcar, dos 35 da sua autoria, talvez o mais peculiar, o que certamente permanecerá no subconsciente de qualquer um, seja o tento de frente à Andorra (vitória 4x0) e à história por detrás do sucedido. Minutos antes de um dos dois golos que marcou, o avançado falhou um penalty e, nos momentos consequentes, foi visivelmente provocado por Toni Lima, numa situação idêntica àquela que protagonizou num dos vários duelos frenéticos com o Arsenal. O problema é que desta vez houve tempo para responder, e Ruud van Nistelrooy marcou e foi festejar na cara do adversário, acabando por ser amarelado. O feitio excêntrico do ponta-de-lança foi sempre algo impossível de passar despercebido.      

      Magia em Madrid, rastos dela por Hamburgo e Málaga

      Ruud van Nistelrooy chegou a Madrid para ganhar a Liga dos Campeões, mas como se sabe, não aconteceu. Num período de pausa galática, o avançado custou 15 milhões de euros aos cofres madrilenos e encaixou que nem uma luva no esquema de Fabio Capello, com Raul, Robinho e Beckham por perto. 25 golos, a Liga Espanhola arrancada a ferros e o prémio Pichichi, o equivalente a melhor marcador. No entanto, sem Liga dos Campeões. Entretanto, o pico da curva física começou a esmorecer. O joelho direito deu novamente grandes problemas ao holandês, perturbando a sua regularidade. A decadência chegava ao mesmo tempo que o Manchester United se sagrava campeão europeu na longínqua Rússia. Ruud van Nistelrooy parecia ser o homem certo, no lugar certo, à hora errada, visto que um período glorioso de Liga dos Campeões estava também a chegar para os merengues

      Fartou-se de festejar no Bernabéu ©Getty / Sandra Behne
      Em grande parte responsável dessas glórias, Cristiano Ronaldo chegou ao Santiago Bernabéu e não havia espaço para os dois. O holandês, com três títulos espanhóis na bagagem, ingressou no Hamburger SV em 2009, com 33 anos. Os problemas físicos atormentaram, e de que maneira. A sua relação próxima com o golo distanciava-se. A última etapa da carreira, já em queda livre, deu-se em Málaga, onde, apesar de marcar muito pouco (coisa rara), ajudou a equipa, reinventada pelo dinheiro do médio oriente, a qualificar-se para a Liga dos Campeões, competição que nunca chegou a ganhar, mas que deixou a sua marca, sendo um dos melhores marcadores de todos os tempos, com 56 golos. O ciclo do goleador no desporto-rei terminou a 13 de maio de 2012, onde foi ovacionado freneticamente pela La Rosaleda em uníssono.

      The Clinical Finisher, como também é conhecido, teve uma carreira e peras! O registo ofensivo do holandês foi considerável enquanto o seu corpo lhe respondeu da melhor forma. A naturalidade, aliada à frequência com que marcava, pautaram um jogador que reencarnou o verdadeiro sentido de ser um ponta-de-lança eficaz. E é isto mesmo que se pode dizer de um avançado rude, temperamental, complicado, mas descomplicado e eficiente dentro do quadrado nas imediações da baliza adversária. O auge de Ruud van Nistelrooy foi uma coisa perfeitamente assustadora. Não havia mas nem meio mas, havia golo, fosse de onde fosse, como fosse, em que circunstâncias fossem. The Ruud Devil foi um dos pontas-de-lança mais... ponta-de-lança, no sentido cirúrgico da gíria futebolística.

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      Ruud van Nistelrooy (NED)
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