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      Conceição faz o Porto campeão

      Texto por Jorge Ferreira Fernandes
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      No ano em que o Benfica procurava igualar o feito inédito do seu grande rival (pentacampeonato), eis que a força portista surgiu, pela voz e pelo comando de Sérgio Conceição. O escolhido para substituir NES chegou à Invicta com ideias bem definidas e um estilo de liderança muito próprio. Com a sua personalidade, de equipa e de treinador, ganhou.

      Não sendo apontado como principal candidato, o FC Porto puxou dos galões e demonstrou a sua superioridade face aos grandes rivais durante quase toda a temporada. Ainda houve dois deslizes pelo meio que fizeram sonhar Sporting e, principalmente, Benfica, mas o golo de Herrera tratou de dar justiça a um campeonato nem sempre bem jogado.

      Para um vencedor há quase sempre um ou mais derrotados, tendo sido 2017/2018 o ano do fracasso encarnado, quando tudo parecia indicar que a equipa de Rui Vitória estava lançada para o culminar da hegemonia. Os erros no mercado – Varela, Douglas, Rúben Dias e Seferovic mostraram-se muito longe do nível de Ederson, Lindelof, Semedo -, as lesões de Krovinovic e de Jonas e a previsibilidade tática empurraram a Águia para um segundo lugar conquistado até no último suspiro.

      Leão ferido no final

      Partindo para 2017/2018 com legítimas expectativas de, com Jorge Jesus na terceira temporada, poder lutar pelo título até final, o Sporting viveu um ano com muitas histórias para contar e um final digno de filme de terror. O início, não sendo brilhante, colocou a equipa leonina a competir com os melhores na Champions, sendo a equipa de Jorge Jesus demasiado macia nos confrontos com os grandes – empates e exibições longe do melhor.

      O virar do ano trouxe o segundo título de Jesus, com a conquista da Taça da Liga, mas a eliminatória com o Atlético de Madrid, nomeadamente o final do primeiro jogo, mudou tudo. As críticas de Bruno de Carvalho caíram mal, passando a haver um clima de divisão e guerrilha interna dentro do clube até final do ano. Tudo culminou num ataque sem precedentes de um pequeno grupo de adeptos, em Alcochete, que conduziu a um final de época deprimente, com imagens de tristeza, lágrimas e a tal perda da final da Taça, aos pés do Aves.

      Abel, Miguel e Castro, e resultados

      A temporada 2017/2018 ficou marcada ainda por três equipas que, não tendo conquistado qualquer título, deixaram saudades pela qualidade de jogo. O Rio Ave lançou para a ribalta um dos treinadores de futuro, Miguel Cardoso. O antigo adjunto de Domingos criou uma equipa arrojada, que se bateu de igual para igual em qualquer campo. O resultado acabou na melhor pontuação de sempre do clube vila-condense e na valorização de todo o plantel, com Rúben Ribeiro e Novais à cabeça.

      O Braga de Abel foi de menos a mais. Depois de uma fase inicial com alguns erros e vários deslizes no campeonato e nas Taças, os Guerreiros do Minho partiram para uma segunda metade de época arrasadora, somando triunfos atrás de triunfos e demonstrando um poder atacante fora do normal para uma qualquer equipa que não os três grandes. Paulinho, Esgaio, Horta e Raúl foram apenas alguns dos que mais brilharam.

      Por fim, o Chaves de Luís Castro, que acabou a época como um dos projetos futebolísticos mais atrativos da Liga, com Matheus Pereira, Bressan, Tiba e Davidson a liderarem uma equipa que apenas pecou no processo defensivo. No meio desta segunda linha de qualidade acabou por ficar o Marítimo de Daniel Ramos, demasiado curto (ainda que consistente, principalmente em casa) para tão forte concorrência.

      Tanto sofrimento…

      Para lá das boas surpresas e dos projetos consistentes de Tondela (que belo trabalho de Pepa!), Belenenses, que beneficiou com a entrada de Silas, e Portimonense, a jogar um futebol ofensivo e a lançar bons talentos, 2017/2018 foi um ano de sofrimento para várias equipas. O Feirense cometeu alguns deslizes a meio da temporada mas soube ser forte nos momentos decisivos, tal como um Aves mais forte na Taça, um Vitória frouxo mas eficaz e um Moreirense com três treinadores e sem identidade definida.

      Com a fava acabaram por ficar um Paços de Ferreira que não soube resistir a três treinadores, pese o bom rendimento nos confrontos com os grandes, e um Estoril que mostrou mais coisas más do que boas com Ivo Vieira ao comando.

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