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história
Treinadores

Giovanni Trapattoni: a Velha Raposa

2016/01/05 12:28
Texto por João Pedro Silveira
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Giovanni Trapattoni, "Il Trap", "a velha raposa" do futebol europeu é um dos mais afamados treinadores do futebol mundial. É, juntamente com Ernst Happel, José Mourinho e Tomislav Ivić, um dos quatro treinadores a ter vencido quatro ligas europeias diferentes.
 
É também, juntamente com Udo Lattek, o único treinador a vencer as três competições europeias, sendo o único que o conseguiu realiza-lo com o mesmo clube, no seu caso a Juventus
 
É o único treinador que pode somar a conquista da Supertaça europeia e da Taça Intercontinental às três competições europeias. 
 
Por último, é um dos poucos que se pode gabar de ter ganho a Taça dos Campeões, a Taça das Taças e a Taça Intercontinental, tanto como jogador como treinador. 
 
A sua longa lista de feitos, vitórias e recordes, tornam-no no mais famoso - e bem-sucedido - treinador do pós-guerra em Itália. Pragmático, estudioso, teórico, cerebral, mas com o coração bem perto da boca, Trap é um dos máximos representantes da «Zona Mista», ou o «Jogo à Italiana», sendo um dos seus principais fautores.
 
A Zona Mista, era, como o nome indica, um modelo misto que combinava o rigor defensivo do «Catenaccio», uma velha tradição italiana, com a liberdade de movimentos do «Futebol Total» holandês. 
 
Um jogador de eleição
Born in Cusano Milanino near Milan, Trapattoni had a successful career as a player with A.C. Milan in the early 1970s. Playing primarily as a defender and defensive midfielder with the main task of passing the ball to more creative players such as Giovanni Lodetti and Gianni Rivera, he also played for the Italian national team, mostly as centre back with notable marking skills, appearing at the 1962 FIFA World Cup in Chile.
 
After taking a break from the national team, Trapattoni thought he could settle with a mid-table team for one last season instead of being at one club all his life, subsequently moving to Varese and, after a successful season with them, retired from professional football and embarked on a highly successful managerial career two years later.
Natural de Cusano Milanino, perto de Milão, Trapattoni começou a jogar como defesa nas camadas jovens do AC Milan, onde evoluiu ao longo de seis anos. Em 1958/59 foi chamado à equipa principal do emblema rossonero, onde se estreou apenas a 24 de Janeiro de 1960, numa vitória em Ferrara sobre a SPAL (0x3).

A longo de 14 anos, jogado tanto a defesa, como a médio defensivo, Trapattoni foi uma das colunas onde assentava o grande Milan de Nereo Rocco. 

Com os milanistas venceu quase tudo: dois Campeonatos de Itália, duas Taças dos Campeões, uma Taça dos Vencedores das Taças, uma Taça Intercontinental e ainda uma Taça de Itália. Abandonou o clube em 1971, para efetuar uma última época ao serviço do Varese em 1971.

Vestiu a maglia azzura da seleção italiana em 17 ocasiões, tendo apontado um golo. Representou a Squadra Azzurra Olímpica nos Jogos de Roma em 1960, onde a equipa anfitriã chegou às meias-finais, perdendo depois com a Hungria no jogo de atribuição da medalha de bronze.

Na seleção A fez parte dos convocados para o mundial do Chile (1962), mas uma grave lesão obrigou-o a assistir à competição na bancada. Para a história ficou um amigável em San Siro, no ano seguinte, onde Trap secou por completo Pelé, numa vitória italiana sobre o campeão do Mundo Brasil por três bolas a zero.

Senhor em Turim

©Getty / Central Press
"Penduradas as botas" assumiu funções como treinador nas camadas jovens do Milan. No fim da época de 1973/74 assumiu o comando interino da equipa que orientou na final da Taça das Taças, perdida para o Magdeburgo da Alemanha Orienta.

Em 1975 seria convidado para se tornar no treinador principal do clube, conduzindo o Milan ao terceiro lugar na classificação final.

Após uma época sem grande sucesso recebeu um convite de Turim, para onde se mudou, guiando a Juventus a um período de grande sucesso.

Na Vecchia Signora tem um encontro imediato com a vitória. Campeão logo no ano de estreia, com um recorde de pontos no Campeonato, terminando uma prova de 16 equipas com 51 pontos em 60 possíveis, quando a vitória só somava dois pontos. Na Europa conzuz os bianconeri à vitória na Taça UEFA, a primeira grande conquista internacional do clube piemontês.

Trapattoni e Juventus viveram um casamento perfeito de dez épocas, ao longo das quais conquistaram seis Scudettos, duas Taças de Itália, uma Taça dos Campeões europeus, uma Taça das Taças, uma Taça UEFA, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental.

Inter, regresso a Turim e a passagem por Munique
 
Depois de uma década no Dell'Alpi regressou a Milão, mas não para orientar o seu antigo clube, mas para comandar os destinos do grande rival, o Inter.
 
Em 1988/89, depois de nove épocas de jejum, conduziu a squadra nerazzurra à reconquista do scudetto, batendo o recorde de pontos num campeonato de 18 equipas, conseguindo 58 pontos em 68, ainda com a vitória a somar apenas dois pontos.
 
©Getty / Frank Peters
O sucesso com o Internazionale estender-se-ia à Europa, com a vitória da Taça UEFA em 1991, conduzindo o Inter ao seu primeiro troféu internacional em 26 anos. 
 
Em 1991 os diretores da Juventus resolveram chama-lo de volta, a equipa vivia momentos complicados, com fracos resultados desportivos, bem longe do sucesso dos rivais Inter e especialmente o extraordinário Milan de Arrigo Sacchi e Silvio Berlusconi.
 
Contudo, a sua segunda passagem por Turim não seria um sucesso. A sua segunda experiência como técnico à sombra da Mole foi breve e muito curta em conquistas, limitando-se a vencer a Taça UEFA em 1992/93.
 
Em 1994 surpreendeu todos ao iniciar a sua primeira experiência no estrangeiro, abraçando o projeto do Bayern de Munique. Na Alemanha, Trap encontrou um clube em transição, ensombrado pela emergência futebolística do Borussia Dortmund. No fim da época abandonou a Baviera para regressar a Itália e tomar as rédeas do Cagliari.
 
Sardenha, Baviera
 
Na Sardenha teve a sua pior época, não conseguindo surpreender com o seu Cagliari. No verão, aceitou regressar a Munique, para conquistar tudo o que não tinha conquistado no ano anterior.
 
A segunda passagem por Munique seria bem-sucedida, todavia, a sua relação com a imprensa tornou-se num foco de perturbação constante. Numa conferência de imprensa, em Março de 1998, perdeu o controle, berrando com os jornalistas, criticando jogadores, enquanto trocava os verbos em alemão, tornando-se numa anedota para a imprensa teutónica pelos pontapés na gramática germânica e pelo seu alemão macarrónico.
 
Magoado com os alemães e com a pouca solidariedade que recebera do clube, abandonou Munique no verão seguinte, deixando nas vitrinas do Olympiastadion uma Bundesliga, uma Taça e uma Taça da Liga.
 
Do Arno ao Minho
 
Desiludido regressou a Itália para orientar a Fiorentina. Nas margens do Arno começou a gizar uma equipa que surpreendeu o futebol italiano. Após anos e anos afastado dos grandes palcos, a Fiorentina voltou a lutar pelo scudetto, terminando em terceiro lugar e qualificando-se pela primeira vez para a Champions League, além de chegar à final da Taça de Itália, perdida para a Parma.
 
Na segunda época a Fiore quedou-se por um sétimo lugar na liga, mas brilhou na Europa, eliminado os polacos do Lodz na pré-eliminatória, passando em segundo lugar no grupo, acabando eliminado na segunda fase de grupos. 
 
©Getty / Andreas Rentz
Durante a época europeia, a lista de visitantes do Artemio Franchi foi impressionante: Barcelona, Arsenal, AIK, Manchester United, Valencia e Bordeaux, com nenhum deles a conseguir sair com os três pontos da visita a Florença. 
 
Em 2000 concretizou o velho sonho de comandar a seleção nacional italiana. Durante quatro anos viveu uma contínua polémica com a imprensa transalpina que o acusava de ser um técnico de métodos ultrapassados.
 
Eliminado do mundial Coreia/Japão 2002 pela Coreia do Sul nos oitavos de final, num jogo com arbitragem polémica que favoreceu a equipa da casa, acabou por voltar a "falhar" no Euro 2004 em Portugal, eliminado na primeira fase, novamente com polémica, depois um empate a duas bolas entre suecos e dinamarqueses que deixou os azzurri fora dos quartos-de-final.
 
Trotamundos
 
Encerrado o capítulo Squadra Azzurra, Trap aceitou o convite de Luís Filipe Vieira para orientar o Benfica. A época de 2004/05 foi um teste à paciência dos adeptos benfiquistas, enquanto a sua equipa discutia a liderança taco-a-taco com Sporting e FC Porto. A vitória final chegaria ao sprint, depois de uma cabeça de Luisão que derrotou os leões e de um empate no Bessa com o Boavista, que fez explodir o país numa onda vermelha depois de onze anos de jejum. 
 
©Getty / Lutz Bongarts
Pouco depois o Benfica perdeu a final da Taça de Portugal para o Vitória de Setúbal e Trapattoni abandonou Portugal invocando cansaço e a vontade de regressar a casa. Porém, pouco depois era anunciado como treinador do Stuttgart e regressava à Bundesliga.
 
Após 20 jogos seria demitido, com a equipa bem longe dos resultados esperados. Na época seguinte, «a Velha Raposa» assumiu o comando técnico dos austríacos do Red Bull Salzburgo, tendo o alemão Lothar Matthäus como seu treinador de campo. 
 
Mattäus, que havia sido seu jogador tanto no Inter como no Bayern, liderou o Red Bull à conquista da Bundesliga austríaca, mas no final da época seria despedido num voto unanime da direcção. Para o seu lugar, e para partilhar a liderança do clube viria outro alemão, Thorsten Fink. A segunda época não seria tão bem-sucedida, e Trap abandonaria o clube a 30 de Abril de 2008, depois de já ter sido anunciado a 11 de Fevereiro do mesmo ano, que o treinador italiano tinha chegado a acordo com a Federação Irlandesa de Futebol para orientar a seleção da Ilha Esmeralda na qualificação para o mundial de 2010 na África do Sul.
 
A Irlanda e o Vaticano
 
A campanha para o mundial de 2010 e culminaria com um intenso play-off com a França. Na primeira mão, em Dublin, os franceses sorriram graças a um golo de Nicolas Anelka, mas na segunda mão, em Saint-Denis, a Irlanda adiantou-se com um golo de Robbie Keane.
 
O jogo seguiu para prolongamento e foi então que a França empatou graças a um golo do central William Gallas, depois de Thierry Henry ter dominado a bola com a mão. A França seguiria em frente, perante o desespero e os protestos irlandeses.
 
©Getty / Ian Walton
Trap não esqueceu esse momento, mas percebeu que a contrariedade podia ajudar a fortalecer o espírito da equipa, e no Euro 2012, a Irlanda voltou a chegar ao Play-off, onde desta vez lhe calhou em sorte a Estónia, que foi ultrapassada com um total de 5x1. Na Polónia, os irlandeses fizeram a festa, mas um grupo com os dois últimos campeões do Mundo, Espanha e a Itália, além da sempre forte Croácia, demonstrou ser muito forte até para boa-vontade irlandesa.
 
A qualificação para o Mundial do Brasil em 2014 não correria tão bem, e uma humilhante goleada sofrida com a Alemanha em casa 1x6, deitou tudo a perder. Trapattoni abandonou o cargo depois de um empate a uma bola em Wembley.
 
Antes de ter abandonado a Irlanda, Trap aceitara por uma vez orientar a seleção da Cidade do Vaticano. Católico praticante, Trap sempre gostou de banhar os campos onde jogava com um pouco de água benta, tendo um dia confessado que gostava de treinar a seleção da Santa Sé quando terminasse a carreira.
 
Como tal, e com o acordo da Federação Irlandesa, aceitou orientar a Clericus Top, uma seleção dos melhores jogadores que competiram na Clericus Cup, 
 
 
 
 
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