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Josef Masopust: o Génio Checoslovaco

2015/06/29 17:31
Texto por João Pedro Silveira
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O melhor jogador checo de todos os tempos, eleito por Pelé para lista dos 100 melhor de sempre da FIFA. Internacional 63 vezes pela Checoslováquia, ao serviço da qual marcou dez golos e foi vice-campeão mundial em 1962. 

Médio elegante e senhor de um futebol requintado, Josef Masopust marcou uma era no futebol do seu país, tornando-se reconhecido, dentro e fora de fronteiras. 

Um nome para memorizar

A história conta que quando a comitiva checoslovaca chegou ao Chile em 1962 para disputar o Campeonato do Mundo, o nome dos jogadores checoslovacos provocou grandes confusões nos serviços de fronteira no aeroporto.

Horas depois, no hotel destinado à equipa checoslovaca, tanto o nome como o sobrenome de Josef Masopust seriam mal escritos no registo de hotel. 

Passado um mês, poucos seriam os chilenos que não sabiam o seu nome de cor.  Mas não era todos os dias que um checoslovaco pegava numa bola e começava a fintar, um, dois, três brasileiros. Masopust era esse tipo de jogador, com habilidade superior, uma técnica refinada e uma classe que faziam dele um eleito do jogo. Não é qualquer um que brilha e se destaca pela técnica num jogo contra o Brasil, ainda menos quando do outro lado estão Djalma e Nilton Santos, Didi, Vavá, Garrincha ou Pelé.

A quantidade de jogadores de qualidade gerados pelo futebol checoslovaco e os seus sucessores da República Checa e Eslováquia, é impressionante. Mas apesar dos grandes nomes e estrelas daí provenientes, a verdade é que nenhum jogador ainda atingiu o patamar de Masopust, Ballon d´Or da France Football precisamente em 1962, fruto das excelentes exibições em terras chilenas, durante o Campeonato do Mundo em que ajudou a sua Checoslováquia a chegar à final. 

Um torneio para a memória

Uma vitória sobre a Espanha (1x0) e um empate com o Campeão do Mundo Brasil garantiram a qualificação para a segunda fase, mesmo depois de uma derrota com os mexicanos no último jogo do grupo. Masopust ficou em branco na primeira fase, assim como nos quartos e meias finais. 

A Checoslováquia superiorizou-se à poderosa Hungria e nas meias finais bateu a Jugoslávia, marcando novo encontro com o Brasil na final em Santiago. 

Masopust apontou o primeiro golo do jogo, e o único que marcou durante todo o torneio. O Brasil reagiu e rapidamente empatou, acabando por vencer 3x1, assegurando a conquista do bicampeonato mundial. 

Era a despedida dos grandes palcos para Masopust, que quatro anos antes na Suécia, não conseguira brilhar num grupo com Alemanha Ocidental, Irlanda do Norte e Argentina.

A Checoslováquia perdera com os adversários europeus e humilhara a Argentina (6x1), mas acabaria por cair no jogo de desempate com os irlandeses, que assim seguiram para os quartos de final.

Dois anos depois conduziu a Checoslováquia até às meias-finais da primeira edição do Campeonato da Europa, com a equipa checoslovaca a ser eliminada pela futura vencedora da prova, a União Soviética de Lev Yashin. 

Uma máquina de conquistas

A nível interno, Masopust brilhou ao serviço do histórico Dukla de Praga. Entre 1952 e 1968, jogou 386 jogos oficiais e apontou 79 golos, conquistando oito campeonatos nacionais e quatro taças da Checoslováquia

No fim da carreira teve autorização para emigrar para a Bélgica, onde vestiu a camisola do Crossing Molenbeek, emblema do futebol belga. Tinha 37 anos e assumiu o papel de treinador-jogador, iniciando uma carreira no banco que o conduziria mais tarde à seleção nacional checoslovaca, já depois de ter passado pelo seu Dukla. 

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