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        Chile 1962
        Grandes jogos

        Brasil x Checoslováquia: confirmação

        Texto por João Pedro Silveira
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        O Estádio Nacional de Santiago recebeu uma das finais menos lembradas de sempre. Mesmo sem Pelé, o favoritismo do Escrete era inquestionável. Do outro lado, a Checoslováquia parecia ser fraca oposição para os brasileiros. Alguns ainda recordavam 1954 e a diferença que havia entre húngaros e alemães (1), lembrando que a Checoslováquia fizera bem melhor que a Alemanha em 1954, conseguindo empatar o Brasil a zero na primeira fase. 

        Os mais pragmáticos lembravam que o Brasil estava avisado e que a Checoslováquia não tinha hipóteses. Os próprios checoslovacos não estavam muito confiantes, cientes da superioridade do adversário. O treinador Rudolf Vytlačil montou o seu 4x3x3 para tentar parar a esperada avalanche canarinha.

        Com Zito e Didi nas costas, a linha avançada dos canarinhos contava com Zagallo na esquerda, Amarildo e Vavá no centro e o genial Garrincha na esquerda.
         
        Após a lesão de Pelé, o «Anjo das Pernas Tortas» assumira-se como a grande estrela da equipa, liderando a seleção, jogo após jogo até à grande final. 
        O Brasil de Aymoré Moreira estava longe da máquina ofensiva que Vicente Feola comandara quatro anos antes na Suécia. O 4x2x4 brasileiro assentava no meio campo com Zito e Didi nas costas da linha avançada formada por Zagallo na esquerda, Amarildo e Vavá no centro e o genial Garrincha na direita que após a lesão de Pelé assumira-se como a grande estrela da equipa, liderando a seleção jogo após jogo até à grande final. 

        Sem contarem com jogadores geniais como o «Anjo das pernas Tortas» (2), os europeus confiavam nas luvas de Viliam Schrojf para manterem as redes invioláveis e na qualidade de Josef Masopust, fantástico médio do Dukla de Praga ainda hoje lembrado como o melhor jogador checo de todos os tempos.

        Reviravolta

        Tal como na final de quatro anos antes, o Brasil começou a perder. Um passe longo de Adolf Scherer chegou a Masopust que não teve problemas para bater Gilmar. 1x0, a Checoslováquia saía na frente!

        Lembrando que a história nem sempre se repete, os jogadores brasileiros pegaram na bola e, dois minutos depois, Amarildo aproveitava um erro de Schrojf para empatar o jogo. 1x1, pouco durara a vantagem dos homens da Europa de Leste.

        Os checoslovacos acusaram o toque e reorganizaram-se, conseguindo aguentar os brasileiros até que o soviético Nikolay Latyshev apitou para o intervalo.

        Contudo, no segundo tempo, os 68,679 espetadores presentes no Estádio Nacional puderam confirmar a grandiosidade do futebol de Garrincha e companhia.

        Zito e Vavá fizeram mais dois golos, novamente com erros de um desalentado Schrojf, conseguindo a conquista do bicampeonato e confirmando que, mesmo sem o magistral Pelé, o Brasil estava claramente à frente da concorrência.

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        (1) Em 1954 a Hungria perdeu a final do mundial com a RFA por 2x3 depois de ter vencido por 8x3 na primeira fase da prova. 
        (2) «Anjo das Pernas Tortas» era uma das mais famosas alcunhas de Garrincha.

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        jogos históricos
        U Domingo, 17 Junho 1962 - 19:30
        Nacional de Santiago
        Nikolay Latyshev
        3-1
        Amarildo 17'
        Zito 69'
        Vavá 78'
        Josef Masopust 15'
        Estádio
        Nacional de Santiago
        Nacional de Santiago
        Chile
        Ñuñoa, Santiago de Chile
        Lotação65127
        Medidas105 x 68
        Inauguração1938
        TEXTO DISPONÍVEL EM...
        Competição