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      Análise ao adversário do Benfica

      Velhas conhecidas, mesmo sendo incógnitas

      2023/11/22 10:00
      E1

      Na última edição da Liga dos Campeões, o Rosengard conheceu Lisboa e, este ano, irá voltar. Mesmo sendo um adversário já conhecido, depois dos encontros na temporada passada, a verdade é que paira toda uma nuvem de incógnitas sobre o emblema sueco.

      Muitas entradas e saídas ditaram um novo panorama no campeão sueco. A grande estrela é mesmo a internacional Olivia Schough, que deixa marca por onde passa no ataque. 

      A defesa com Gudrún Arnardóttir e Isabella Obaze - a mais jovem no setor - no centro mostra solidez, mas Jessica Wik e Ria Oling nas laterais. A idade e experiência no terço de defensivo traz novas contas, mas, igualmente, algum desnorte - sendo um dos grandes problemas do Rosengard o posicionamento defensivo, principalmente em momentos de contra-ataque adversário (tanto que permitiram 12 remates à equipa do Eintracht Frankfurt, apenas na primeira parte, na primeira jornada da fase de grupos).

      No meio-campo, Hanna Andersson mostra ainda estar em fase de adaptação depois dos poucos jogos na temporada passada - a primeira ao serviço do clube. A seu lado, Rebecca Knaak passa por um processo parecido, apesar de já estar na Suécia desde 2022. Já Emma Jansson foi titular em grande parte dos jogos na última época e mostra ser um dos elementos mais importantes dentro das quatro linhas.

      Na frente, o Rosengard tem um one woman show, mas com juventude a despontar. Olivia Schough é dos nomes mais conhecidos deste plantel e continua a mostrar as suas valências enquanto avançado - o golo final contra as alemãs na primeira jornada da Liga dos Campeões que o diga - e, tem como companhia duas jovens que se têm mostrado paulatinamente. Sofie Bredgaard, de 21 anos, tem a rapidez e agilidade como maiores pontos a favor, nunca tendo marcado menos de oito golos desde que representa o clube. Já Mai Kadowaki, de 22 anos, tem faro de golo. Com um golo e duas assistências na Liga dos Campeões, neste ano civil, cada vez mais se demonstra que pode vir a ser um problema para as adversárias.

      U Quarta, 22 Novembro 2023 - 20:00
      Benfica Campus
      Cheryl Foster
      1-0
      Kika Nazareth 52'
      Benfica Campus
      Lotação2 644
      Medidas-
      Inauguração2006
      FaseFase de Grupos
      JornadaGrupo AJornada 2
      Ponto Forte
      Recurso ao duelo muito físico

      Na defesa, dificultam muito o trabalho adversário com recurso aos duelos físicos. O «ombro-a-ombro» da formação sueca é um dos pontos que melhor jogam a seu favor, pois acaba por tornar muito árduo o trabalho de construção dos emblemas contrários, principalmente a meio-campo.

      Ponto Fraco
      Posicionamento defensivo em contra-ataque

      Um dos grandes problemas do Rosengard prende-se com o caráter defensivo. Em contra-ataque das equipas adversárias, o emblema sueco mostra algum nervosismo no posicionamento e várias dificuldades, abrindo grandes espaços na defesa - o que facilita às ofensivas dos emblemas adversários.

      História

      Fundado em 1970 como a secção feminina do Malmo, rapidamente atacou a hegemonia sueca no futebol. Foram vários os campeonatos vencidos e foram notórias as campanhas europeias - com cinco finais da Liga dos Campeões e duas vencidas. Em 2007, desligaram-se por completo do Malmo e passaram por um rebranding: aqui, surgiu o Rosengard (mas, ainda, não tinha essa nomenclatura). A partir desse ano, ainda mais classificações europeias surgiram e ainda mais campeonatos nacionais foram adicionados ao palmarés. Com cinco troféus nacionais em apenas seis temporadas, passou efetivamente a existir o Rosengard, após a fusão com o homónimo em 2013.

      A Estrela
      Olivia Schough

      One woman-show. Olivia Schough já mais do que provas dadas no futebol. A internacional sueca de 32 anos é um nome bem comum entre conversas e as suas últimas épocas ao serviço do Rosengard têm trazido o melhor da avançado à superfície. Esta temporada caminha com potencial para ser das melhores da sua carreira. Com dois meses para o final da mesma, Schough já tem13 golos em 25 jogos - e a época ainda não acabou.

      O Técnico
      Joel Kjetselberg

      Um velho conhecido da casa. No clube desde 2021/22 como treinador-adjunto, assumiu o cargo como principal após a mudança de Renée Slegers para o Arsenal, ainda em abril. 

      Privilegia o 4x3x3, mas, nos últimos jogos do Rosengard, é possível ver que o sistema acaba por ser bastante maleável e dinâmico. Com um futebol ofensivo, Joel Kjetselberg tem a tarefa difícil pela frente de voltar a levar o Rosengard a grandes palcos. 

      Nota para a presença de Ieva Cederstrom no banco.

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      Comentários (1)
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      motivo:
      "AS MENINAS DA LUZ" NÃO PODEM PERDER
      2023-11-22 12h19m por mario1953
      O SL Benfica-FC Rosenbarg (Suécia), Grupo A-2ª. jornada da Liga dos Campeões Futebol Feminino, no Benfica Campus (Seixal). Depois de terem sido derrotas, na 1ª. jornada pelo Barcelona, "As Meninas da Luz", na podem perder. Será que o factor casa, é uma mais valia para a conquista dos três pontos?

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