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      Vários aspetos abordados ao pormenor

      O adeus a um fenómeno em Braga: «Ainda hoje me arrepio»

      O Campeonato Placard Andebol 1 despede-se (por agora) de Vinícios Carvalhos, um dos laterais direitos mais explosivos dos últimos anos. Após três temporadas ao mais alto nível com a camisola do ABC, o brasileiro vai mudar-se para o Chartes, de França, por quem assinou até ao verão de 2026, ou seja, por mais dois anos.

      O impacto foi notório, sobretudo a partir de 2020/2021, altura em que conseguiu rubricar sempre mais de 160 golos. Quantos jogadores podem dizer o mesmo? Pannda, como é carinhosamente conhecido, marcou uma era no andebol português e deixa para trás um rasto de sucesso.

      O agora internacional brasileiro, que se tornou presença regular nas convocatórias de Marcus Tatá, tem sonhos e vai tentar conquistar outros tantos, agora na Liqui Moly StarLigue, um dos melhores campeonatos do mundo e que conta com várias caras conhecidas em praticamente todas as equipas.

      Nesta conversa exclusiva com o zerozero, o camisola 57 falou abertamente de vários temas. Confessou que o carinhos das crianças de Braga o surpreendeu, desabafou sobre os momentos complicados que viveu com a camisola do SC Horta, explicou pela primeira vez a transferência falhada para um clube catari e abordou a futura experiência em França. Pelo meio, relatou que a chegada à seleção brasileira foi um sonho, pois claro.

      ZEROZERO (ZZ): A sua saída para França já tinha anunciada em janeiro, mas só agora é que está a vivenciar os últimos dias em Braga. De forma é que encarou estes momentos finais?

      VINÍCIUS CARVALHO (VC): Está a ser complicado. Tem sido uma altura de emoção extrema. Aconteceram muitas coisas que eu nunca imaginaria que seriam possíveis, pois não sabia que ia conseguir impactar tantas pessoas desta forma. Sempre fui igual a mim mesmo e trabalhei como idealizei. Agora é que estou a sentir um aperto no coração, algo que ocorre quando estamos a sair de casa. Nunca sabemos o dia de amanhã e não sei se regressarei daqui a dez anos. No entanto, foi mais complicado quando deixei o Brasil aos 22 anos, pois estavam misturados vários sentimentos: ansiedade, medo, curiosidade... Neste momento estou a deixar uma parte e uma família nesta cidade.

      ZZ: Acredito que abandone território português com o sentimento de dever cumprido por tudo o que passou durante estes anos.

      VC: Sim, claramente. Posso dizer, sem qualquer tipo de receio, que saio com o sentimento de dever cumprido. Foram três longos anos com a camisola do ABC, clube ao qual cheguei em 2021/2022, depois de abandonar a AD Sanjoanense.

      ZZ: Partilhou, nas últimas semanas, algumas mensagens de despedida de diversas pessoas, nomeadamente de crianças ligadas ao emblema bracarense. Acha que isso será um dos aspetos que sentirá mais falta no futuro?

      Lutou até ao último segundo @Porfírio Ferreira / ABC
      VC: Tenho a certeza. Eu acho que consigo separar tudo. Quando acabo de trabalhar, ou seja, no fim do jogo, tento envolver-me com todos, independentemente se ganho ou perco. As crianças são uma forma de matar as saudades dos meus sobrinhos e afilhados que estão no Brasil. Ajuda-me muito. Gosto de estar com os mais jovens e aprender a lidar com eles. Tudo começou porque o nosso treinador, Filipe Magalhães, tem um filho, o Kiko, com quem eu passava a maior parte do tempo. No meu segundo ano em Braga, comecei a aproximar-me dele porque ele ia ver todos os jogos. Estávamos sempre a brincar, mas eu não fazia isso com as outras crianças, pois não sabia como reagiriam. Começavam a olhar e a pensar: 'Um jogador da equipa sénior a brincar com um miúdo. Espetacular'. Penso que foi isso que as aproximou de mim, uma vez que começaram a pedir abraços e para brincar com elas. Até tinha conversas relacionadas com o seu dia a dia e a escola.

      ZZ: No último mês de competição quase não jogou, mas foi homenageado por essas mesmas crianças, diante do Benfica, com uma frase repartida por todos: 'Obrigado Pannda'.

      VC: Ainda hoje me arrepio quando penso nisso, juro por tudo. Acima de tudo, tal como já referi, não estava à espera e nunca imaginaria que se juntassem para isso. Fiquei literalmente sem palavras. Já estava a chorar antes porque sabia que seria o último jogo pelo clube, apesar de não estar dentro de campo. Quando a Madalena, irmã do Kiko, entregou um quadro com fotos minhas e a dizer 'Obrigado'... Não me controlei e desabei completamente. Um dos meus pontos fracos são as crianças, não há como esconder.

      ZZ: Claro que, na maior parte dos casos, os jovens adeptos não sabem que não vai estar com a camisola do ABC durante todos os próximos fins-de-semana de competição. Como é que lidaram com esse aspeto?

      VC: Tive o cuidado de falar com eles. Numa primeira instância conversei com o Kiko, mas o pai já tinha dado os primeiros sinais, na sequência de um jantar. O Filipe disse-me que ele começou a chorar à mesa. Estive com outras crianças e acabei por transmitir a mensagem. Pedi-lhes um abraço porque disse que ia embora e não nos íamos ver com tanta regularidade. Elas imploraram para ficar e perguntaram o porquê de eu ir para França. Até me confessaram que iam viajar só para me ver jogar. O último mês foi incrível. Chorei, mas senti-me acolhido pelas crianças. 

      ZZ: Ao longo de todos estes anos, contou com momentos importantes com as camisolas dos clubes portugueses. Marcou centenas de golos, chegou à Europa com o ABC. Ainda assim, dizer adeus às crianças foi a altura mais emocionante?

      Venceram o primeiro jogo da fase de grupos da EHF European League @MŠK Považská Bystrica
      VC: Sim, sem dúvida alguma. Eu quero impactar as pessoas pelo meu trabalho e jogo. Eu vi que isso resultou na perfeição, sendo que não forcei absolutamente nada. Aliás, não gosto disso. Deixei tudo correr de forma natural e recebi carinho em troca. Claro que alcancei determinadas metas, tais como a chegada à seleção brasileira ou a qualificação para a EHF European League, mas isto foi o que mais me marcou. Pode parecer cliché, porém, posso garantir que não o é.

      ZZ: Chegou em 2018, na altura para o SC Horta. Vestiu a camisola da AD Sanjoanense, antes de assinar pelo ABC, o clube que acreditou nas suas capacidades. Que balanço é que faz de todas estas temporadas por cá?

      VC: Vou começar pela minha experiência nos Açores. Recebi o convite e não fazia a mínima ideia de que seria numa ilha [risos]. Foi positivo porque consegui vir para a Europa, algo que era muito complicado na altura. Sair do Brasil, por si só, já era positivo. Porém, a minha passagem no clube foi algo turbulenta, digamos assim. Sou muito grato por me terem contratado, pois sem eles não estaria aqui. Tiraram-me do meu país, ponto final. Fora isso... existiram várias lesões e infortúnios que fui tendo. Para além disso, perdi a minha mãe e um dos grandes sonhos passava por trazê-la para visitar Portugal. No entanto, fiz grandes amigos, amigos que vou levar para a vida.

      ZZ: ...

      VC: Depois, acho que muitos não sabem, mas a minha ida para a AD Sanjoanense foi uma salvação, pese embora não ter sido uma escolha minha. Estava lesionado no SC Horta e mandaram-me embora. Fiquei sem clube e ia regressar ao Brasil, pois não encontrei nada por aqui. Disseram-me que não era um atleta confiável a nível de lesões, estava propenso a isso. O meu amigo, Lucas Santana, que também passou pelo SC Horta e AD Sanjoanense, falou com o presidente da altura e ele aceitou-me de imediato. Ou seja, foi um desafio, pois estava a recuperar de lesão e nem comecei a temporada 2020/2021 porque queria recuperar bem. Encontrei um treinador - Nuno Silva - que foi espetacular, sem palavras mesmo. Gosto mesmo dele e até viramos amigos numa fase posterior. Continuando. Fiz uma época muito diferente da anterior e em dezembro já estava nos melhores marcadores do Campeonato Andebol 1, um aspeto que me tinha passado completamente ao lado até então. Foi nesse mês que o ABC entrou em contacto comigo e apresentaram uma proposta. Não foram os únicos, uma vez que existiram clubes espanhóis que demonstraram interesse. 

      Um quebra cabeças para qualquer adversário @FPA
      ZZ: ...

      VC: Continuei a trabalhar e, depois, assinei um contrato válido por três anos, um aspeto que me garantiu outro tipo de segurança e estabilidade. Ou seja, eu pensei: vou usar o ABC e eles vão usar-me a mim, algo normal no desporto. Quis dar um salto na carreira para um clube com outro tipo de peso no andebol português. Conversei com o presidente, Carlos Matos, que me traçou determinados objetivos, todos eles cumpridos, entretanto. Chegar à EHF European League, ficar nos primeiros quatro classificados, ir à seleção brasileira... Tudo o que ele disse, literalmente, aconteceu. Eu até brinco com a situação e digo que ele é bruxo [risos]. Quando cheguei ao ABC, não vou mentir: senti o peso da camisola, pois fiquei seis meses com uma média de um golo por jogo. Pensei em desistir e deixar tudo para trás.

      ZZ: ...

      VC: Tudo mudou na troca de treinador, aquando da saída do Jorge Rito e da entrada do Filipe Magalhães. Na passagem de ano, decidi que ia continuar e tentar dar um passo em frente. Dito e feito. Comecei a estar cada vez mais confiante, apesar da pior classificação de sempre do clube. No ano seguinte, o objetivo passava por terminar nos seis primeiros lugares e ficámos no quarto posto. Foi incrível. Fiz uma boa temporada e ajudei a equipa a chegar à EHF European League. Foi uma altura decisiva, uma vez que comecei a ser consistente e a realizar os meus sonhos. O jogo contra o Trimo Trebnje, que coincide com a passagem à próxima fase da prova, ainda não me saiu da cabeça. Chegar à seleção, destacar-me entre os meus companheiros... Numa fase posterior, chegou a oportunidade de ir para o Chartes, de França. O meu sonho sempre foi disputar o campeonato francês porque assisti a centenas de vídeos do Luc Abalo, que entretanto retirou-se. Não posso esquecer, claro, que recebi propostas do Catar, da Arábia Saudita e de grandes equipas da Hungria, que acabaram por mexer comigo. Acabei por escolher o Chartres. Ninguém me conhece e terei que implementar o meu jogo para ser um destaque.

      ZZ: Acredito que as sondagens do Catar, Arábia Saudita e Hungria tenham sido mais vantajosas em termos financeiros...

      ABC
      2023/2024
      66J
      30V
      6E
      30D
      1867-1920G
      VC: Sim, mas jogar em França é diferente porque tens de construir a tua carreira, sem querer desmerecer esses campeonatos, claro. Olhei muito para o meu trajeto e pensei em diversos aspetos. Quando estás lesionado, ficas parado, estacionado. Não vais crescer, apenas regredir. Ou seja, acredito que estive a andar para trás durante dois anos e agora é que comecei numa trajetória ascendente. Sou novo, tenho 27 anos e acredito que a passagem pelo Chartes vai ser bastante positiva. As outras propostas eram muito boas e tentadoras, sobretudo para quem vem do Brasil. Surreal. 

      ZZ: Não é fácil para um atleta ver tantos números e dinheiro em cima da mesa, ainda para mais tendo em conta o contexto que já tinha vivenciado. No entanto, fez a melhor época da carreira no que toca a números e por alguma margem - 213 golos em 35 jogos.

      VC: Engraçado, não é? A partir do momento em que recebi essas propostas, tentei fazer ainda melhor com a camisola do ABC, uma vez que ainda tinha contrato. Quis evitar seguir as redes sociais do Chartes para não pensar no futuro, apesar de muitas pessoas terem dito que já não estava com a cabeça cá. No entanto, continuava a marcar oito/nove golos por jogo.... Aliás, vou contar o porquê de não ter jogado estas últimas partidas, pois está relacionado com esse aspeto. Nunca tornei isto público e só as pessoas do ABC é que sabem. O meu agente trouxe-me uma proposta para ir para o Catar, já na reta final da temporada, quando estávamos na fase final. Assinei o contrato e estava tudo pronto. Era um pequeno campeonato, onde alguns jogadores conhecidos já lá tinham estado, como o Paulo Moreno, o Alexis Borges ou o Pedro Valdés. Ia receber uma quantia avultada. Isso acabou por mexer comigo e não consegui lidar com tudo. Pensei muito no dinheiro que ia ganhar em 10/12 dias de competição. Ia ajudar-me muito. 

      ZZ: ...

      VC: Perante isto, o que é que fiz? Treinei ainda mais, ou seja, a minha mente ignorou o corpo. Resultado? Nos primeiros cinco minutos do jogo contra o Benfica, percebi que eu estava diferente. Falei com o Filipe e começámos a achar estranho. Ele disse-me que precisava de marcar golos. Poucos segundos depois, desenhei um remate certeiro com bastante sorte à mistura e, no ataque seguinte, lesionei-me na coxa. Quando a cabeça não está concentrada na partida, o corpo não acompanha. Ou seja, a partir do momento em que queres dar um passo maior que a perna, isso vai correr mal.

      Partidas contra o Águas Santas foram recorrentes @FPA
      ZZ: Foi por isso que acabou por não realizar o campeonato com a equipa do Catar?

      VC: Exatamente. Quis treinar ainda mais para chegar bem e garantir o dinheiro o mais rápido possível. Ou seja, participaria num curto período de competição para tentar ganhar a prova, antes de usufruir de um mês de férias. Depois? Focava-me apenas no Chartes. Nada ficava sobreposto. Isto acabou por servir de lição, tal como já referi anteriormente.

      ZZ: Já falou várias vezes das lesões que foi tendo ao longo do seu percurso. Sente que esse foi o aspeto mais complicado de lidar, ainda para mais longe de casa?

      VC: Os infortúnios trazem outro tipo de sentimentos associados: insegurança ou medo, sobretudo. Eu penso assim: se estou lesionado, não vou conseguir um clube melhor. Se o próprio clube onde estou não quer ficar comigo, quem é que vai querer? A altura no SC Horta foi complicada, pois ninguém me conhecia e não tive oportunidade de demonstrar o que sabia. O Carlos Matos, presidente do ABC, sempre disse que eu não sabia lidar com lesões. Ficava a culpar-me a mim próprio ou a tentar arranjar uma razão para o que aconteceu: stress ou cansaço, por exemplo. Fora isso, também tive de enfrentar as saudades da família, um aspeto com o qual me deparei desde os 15 anos.

      ZZ: O conteúdo que publica no TIkTok tem alguma ligação direta à recuperação física? Vemos que faz vários vídeos relacionados com trabalho de ginásio e, consequentemente, já ganhou milhões de seguidores.

      VC: Eu sempre disse que gostava de ser famoso [risos], mas um famoso diferente. Quero ser um ídolo acessível para os mais jovens. Recebo várias mensagens a pedir ajuda diariamente e os vídeos têm ligação direta com isso. Fora dos vídeos, falo com essas mesmas pessoas e dou dicas para que tentem melhor alguns aspetos do seu jogo. Gosto de partilhar o que faço e até já tive histórias engraçadas relacionada com seguidores. Estava a passear no Porto e as pessoas paravam-me para fotos, pois reconheceram-me do TikTok. Os meus amigos diziam-me: 'Já chega' [risos]. O Leonardo Abrahão até confessou que era impossível estar comigo [risos]. É muito engraçado e gosto desse carinho. Permite-me conhecer o outro lado.

      Segue-se o Chartes @Chartres
      ZZ: Falou no Porto: qual é o seu sítio favorito em Portugal?

      VC: O Porto, precisamente [risos]. Já fui a Lisboa várias vezes, mas o Porto não tem comparação com os restantes. Adorava morar lá no futuro, assim como em Braga, a terra a que chamo de 'Brazil' devido aos brasileiros que lá estão [risos]. Também gostei muito do Algarve, acho que é parecido com o meu país, sobretudo no que toca à temperatura. Tavira é incrível, também.

      ZZ: Em termos de adaptação, assim sendo, acabou por não ter assim tantas dificuldades devido às semelhanças que encontrou.

      VC: Não, não, nem um pouco. Nos Açores estranhei um pouco por ser uma ilha. De resto, tudo espetacular. Faço sempre a minha própria comida e procuro ter as raízes do Brasil sempre presentes: arroz, feijão, carne, farofa ou ovo. A minha comida favorita de cá é a francesinha, no entanto, não como com regularidade, pois é uma bomba calórica. 

      ZZ: Passemos agora para um tópico pelo qual também tem bastante carinho: a seleção brasileira. Suponho que também tenha sido o atingir de um dos grandes objetivos da carreira.

      VC: Sim, claro. Um sonho, mas achava que era inalcançável. Penso que as redes sociais ajudaram a que o meu trabalho chegasse a mais pessoas. Há alguns anos o campeonato português não era bem visto. Eram poucos os brasileiros que vinham para Portugal. Agora, a história é bastante diferente. Jogar com regularidade contra equipas que estão na EHF Champions League e EHF European League contribuiu para esse aspeto. O Leonardo Abrahão foi o primeiro e, depois, chegou a minha vez. Recebi a lista quando estava a regressar de uma viagem que fiz para Londres. Nem queria acreditar, uma vez que nunca tinha ido às seleções mais jovens. Participei na qualificação para o Mundial e na qualificação para os Jogos Olímpicos. Estive no mesmo balneário que o Thiagus Petrus, o Haniel Langaro ou o Rogério Moraes, que já conquistaram a EHF Champions League. Fiquei nervoso, mas pensei que só teria de fazer o meu trabalho. Dividi a posição com o Gustavo Rodrigues, um lateral direito que já passou pelo FC Porto e que é bastante tranquilo na sua forma de estar. Temos caraterísticas diferentes para momentos distintos do jogo. Acima de tudo, acho que a seleção brasileira preencheu um vazio do meu coração.

      Um dos atletas chamados @Getty /
      ZZ: O Brasil acabou por calhar no mesmo grupo que Portugal no Mundial 2025...

      VC: Exatamente! Vai ser um encontro onde quem errar menos, ganha. A única desvantagem é jogar contra atletas que já sabem o que vou fazer, assim como os meus pontos fortes e fracos. Será desafiador, pois já estarei noutro campeonato e com outro ritmo nas pernas. Mas queremos passar a fase de grupos e, depois, chegar o mais longe possível. As seleções brasileiras do passado nunca passam dos quartos-de-final, portanto, queremos ultrapassar essa barreira. O grupo de trabalho possui bastante qualidade, uma vez que os mais jovens estão a destacar-se em vários campeonatos europeus. O Edy Silva no Sporting, o Bryan Monte no Montpellier HB. Podemos dar bastante trabalho.

      ZZ: Chegamos ao último capítulo, agora relacionado com a aventura em França. Já pesquisou informações sobre a cidade, o apartamento onde vai ficar ou as principais atrações?

      VC: Claro. Ao mesmo tempo que continuo a treinar, já perdi algum tempo a investigar. Vai ser uma realidade completamente diferente e até estou a tentar aprender francês. No entanto, é uma língua difícil, pois não temos esse ensino nas escolas brasileiras. Vou ter a companhia de dois atletas que falam português, o Paulo Moreno (ex-Benfica) e o Manuel Gaspar (ex-Dijon MH), um aspeto que me deixa mais descansado. Se antes estava com medo, agora nem por isso. Cheguei a pensar que iria estar sozinho e que os franceses poderiam não falar inglês. No que toca ao clube, estou com as expectativas elevadas, pois investiram para ficar nos seis primeiros lugares do campeonato. Um pouco mais acima estão as competições europeias... A Liqui Moly StarLigue é bastante competitiva, acima de tudo. Quero adaptar-me o mais rápido possível, tanto no quotidiano como em termos de jogo.

      Defendeu o país com unhas e dentes @Getty /
      ZZ: Um regresso a Portugal está no horizonte ou prefere continuar no estrangeiro?

      VC: Para o Brasil não quero voltar, pois pretendo fazer a minha vida na Europa. Neste momento, só voltava a disputar o Campeonato Placard Andebol 1 com os três grandes, pois são realidades completamente diferentes. Fora isso, gostava de terminar a minha carreira no ABC. Por enquanto, tenho um contrato de dois anos com o Chartes e acredito que vai dar para fazer muita coisa. O futuro logo se vê.





      Brasil
      Vinícios Carvalho
      Nascimento/Idade1997-03-06(27 anos)
      PosiçãoLateral (Lateral Direito)

      Fotografias(15)

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