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      Conheças as principais mudanças

      Carmelo Paniagua e as novas regras: «São mudanças significativas, mas não são os maiores»

      Não estranhe se, esta temporada, vir jogadores a controlarem a bola com os patins, ou até chutar, e o árbitro não marcar falta. Passou a ser possível. A razão afirmada pelo chairman do hóquei patins mundial, Carmelo Paniagua, ao zerozero é evitar ruído e dúvidas em torno das bolas que tocam no patim. Esta é uma das maiores novidades do update das regras da modalidade, mas há mais. As medidas foram para aprovadas no comité de hóquei patins da World Skate.

      • As bolas paradas passam a ser cobradas após o apito do árbitro, mas os guarda-redes não podem sair do seu semi-círculo à frente da baliza até que o jogador adversário toque na bola.
      • As advertências aos guarda-redes passam a ser acumuladas, contando também as que existem nas bolas paradas.
      • 5x4 passa a ser válido em qualquer momento do encontro.
      • O jogo acaba com a buzina da mesa e não com o apito do árbitro.
      • Se a bola tocar nos patins deixa de ser falta, exceto se for no semi-círculo exclusivo do guarda-redes.

      Estas são as mudanças de maior impacto que os adeptos do hóquei patins vão ter que se habituar para a nova temporada: «São mudanças significativas, mas não as maiores que o hóquei precisa. Tínhamos de começar por mudanças fáceis e simples de aplicar», afirmou ao zerozero Carmelo Paniagua, dirigente máximo da modalidade em todos o mundo, que anotou igualmente a existência de uma comissão, composta por «treinadores, dirigentes e árbitros que durante o ano vão analisar outras questões que sejam necessárias de mudar no regulamento do jogo.»

      qIsto não é o futebolhóquei. Com o pé não se joga. O que tentamos com esta mudança é facilitar o trabalho dos jogadores e dos árbitros, porque há muitos momentos do jogo, sobretudo dentro da área, onde injustamente se marcavam faltas ou penáltis, por causa da bater embater no patim.
      Carmelo Paniagua, Chairm Rink Hockey World Skate

      Um dos temas mais sensíveis é a relação da bola no patim. Paniagua foi claro: «Isto não é o futebolhóquei. Com o pé não se joga. O que tentamos com esta mudança é facilitar o trabalho dos jogadores e dos árbitros, porque há muitos momentos do jogo, sobretudo dentro da área, onde injustamente se marcavam faltas ou penáltis, por causa da bola bater embater no patim. O patim não deixa de um elemento de jogo que o jogador tem, tal como tem o stick. Se a bola bater no patim e entrar não pode ser golo. Queremos evitar um problema e que gera muitas discussões.»

      Questionado pelo zerozero para a eventualidade dos jogadores puderem começar a pontapear a bola com o patim de forma propositada, Carmelo Paniagua afirmou: «As circunstâncias extra são mínimas. Vi muitos jogos e nunca vi um passe com os patins, queremos evitar problemas fundamentais para os jogadores, para os árbitros e para o público, que muitas vezes não compreendia a decisão de algumas faltas. Não é penálti ou falta se chutar a bola. Quando se muda os regulamentos há sempre coisas que as pessoas vão gostar e outras que não vão gostar, mas o que pretendemos com isto é favorecer os jogadores, os árbitros e dar dinâmica ao jogo.»

      O dirigente espanhol salientou o facto da modalidade não ter mudanças regulamentares há dez anos e sublinhou que «os regulamentos são elementos vivos e que podem ser modificados a cada ano, porque há coisas que funcionam, outras que não funcionam. Acontecem em todos os desportos e já era hora para tornar o desporto mais atrativo. Há coisas que podem ser modificadas noutras altura, pois sentimos que não era o momento.»

      Uma mudança controversa

      No mundo da modalidade não faltaram ecos de descontentamento às novidades regulamentares que já entraram em prática, foram usadas no Campeonato da Europa masculino e feminino de Sub-17, está a ser usado no europeu de Sub-19 e, naturalmente, vai estar em vigor para a Elite Cup e as restantes competições nacionais e internacionais.

      Nélson Filipe, guarda-redes do HC Braga, falou ao zerozero sobre as novidades que vai ter nesta nova época: «Sinto que a partir de agora vou ter que estar como mais tensão nas bolas paradas. Sou um guarda-redes que ocupo muito espaço de baliza, até me posso mexer depois do apito, mas qualquer movimento vai fazer com que saia da minha área de proteção. No meu entender o jogador que vai marcar a bola parada continua a estar numa posição de vantagem e agora até é maior.»

      Nélson Filipe representa o HC Braga @Catarina Maria / FPP
      O internacional português, que atua no HC Braga, apresentou um cenário hipotético: «Um jogador simula que toca na bola, mas não toca; eu procuro ganhar posição e mexo-me; ele pára o movimento e só toca na bola quando eu já estou totalmente fora minha área de proteção. Por muito rápido que seja a recuperar a posição de baliza, nunca vou ser mais rápido que o jogador. Ou vou sofrer golo, ou vou cometer uma irregularidade graças a uma simulação.»

      Além de tudo isto, Nélson Filipe considera que a posição do guarda-redes no jogo «continua a ser marginalizada. A questão das advertências é uma delas. Com a possibilidade de simulação é praticamente impossível que o guarda-redes reaja. É instintivo. Mas a ausência de regulação para os capacetes de guarda-redes deixa-me apreensivo. Não se pode por em risco a integridade física dos guarda-redes a troco de mais golos e espetáculo. Criaram uma nova regra, não ser falta a bola tocar no patim, para reduzir a arbitrariedade e subjetividade da decisão tomada, no entanto, mantêm essa situação na bola parada. Qual delas tem mais impacto no jogo e na compreensão por parte dos adeptos e agentes do jogo?»

      Questinado sobre as críticas que já foi ouvindo, Paniagua defendeu as novas opções: «O que passa muitas vezes é que pedimos a opinião aos treinadores e nunca dizem nada. Quando fazemos as mudanças protestam. Queremos ouvir os treinadores e os jogadores, pedimos propostas, trabalhámos. Isto não foi algo que nos surgiu na cabeça do durante a noite, falamos com muitas pessoas, debatemos as questões, refletimos sobre elas. Os treinadores nem abriram a boca e são quem mais se queixa destas normas. A comissão que tratou das mudanças tem de tudo: jogadores, ex-jogadores, pessoas importantes do hóquei e de várias nacionalidades.»

      Patins em linha e menos tempo de ataque em cima da mesa

      Carmelo Paniagua está ao lado direito de Pedro Gil, numa ação durante o último europeu em Noia @WSE
      Para já tivemos estas mudanças, mas Paniagua abriu o jogo para o futuro, admitindo que é necessário perceber se é a melhor decisão para a modalidade: «A posse de bola: temos de pensar se é melhor ser 45 segundos ou 35 segundos. Outro tema são os patins: aí temos um problema grande. Não é na Europa, é na Ásia, em África, na América: não há patins de quatro rodas paralelas, como na Europa. Temos de pensar em alguma solução para esses continentes.»

      O chairman do hóquei patins mundial pediu «mente aberta» e justificou a ideia:  «Se queremos incrementar o hóquei patins na Ásia e não temos patins que usamos na Europa, temos de encontrar uma solução, ou então abandonamos a Ásia, mas as regras seriam as mesmas, tal como o stick seria igual. Todo o material seria igual, só os patins poderiam ser diferentes, pois o comércio e a produção dos patins com rodas paralelas por lá é muito difícil de haver ou então é caro transportá-lo da Europa para lá.»



      Portugal
      Nélson Filipe
      NomeNélson Filipe Machado Magalhães
      Nascimento/Idade1984-11-05(39 anos)
      Nacionalidade
      Portugal
      Portugal
      PosiçãoGuarda Redes

      Fotografias(30)

      WSE Continental Cup 2023 | FC Porto x HC Braga (Meias-finais)
      Elite Cup Hóquei Patins 2023 | Benfica x HC Braga
      Comentários (2)
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      motivo:
      Y
      2023-09-15 06h29m por xithombo
      Absurdo. É como dizer que no futebol o jogador pode tocar a bola com a mão ou braco, mas não é falta desde que não resulte em golo.
      Lei sem sentido. . .
      2023-09-15 04h25m por MisticaEncarnada
      Então um jogador até pode fazer uma assistência com o pé ou defender um remate da equipa adversária com o pé. . . desde que não seja golo vale tudo.

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