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      A antevisão do zerozero à NBA 2022/23

      Acabou a espera e a NBA está de volta! A antevisão de uma época que promete

      Acabou a espera. 123 dias depois do último jogo - Celtics 90 -103 Warriors, jogo 6 das finais 2021/22 -, a NBA, principal liga norte-americano, e do mundo, de basquetebol, está oficialmente de volta para a sua 77ª edição e esta temporada promete e muito. Por isso, o zerozero faz-lhe uma antevisão dos principais pontos e equipas a ter em atenção ao longo dos próximos meses, que prometem tirar muitas horas de sono aos fãs portugueses.

      Os Golden Sate Warriors são os campeões em título, depois de terem batido os históricos Boston Celtics nas finais do ano passado, e vão em busca do bicampeonato, para solidificar ainda mais aquilo que tem sido a sua dinastia nos últimos anos. Contudo, a concorrência pelo anel de campeão é forte e este ano parece haver mais candidatos do que nunca, entre históricos, superequipas a emergir e outras a tentar recuperar dos falhanços de outras épocas.

      Este não é, no entanto, o único ponto de interesse, até porque há 30 equipas, apenas um anel e diferentes objetivos. Há os candidatos, os que ambicionam em ser surpresa e entrar nesse lote de elite, os que lutam pela presença nos play-offs, que recentemente contam ainda com a luta pelo torneio de play-in, e até mesmo aqueles cuja preocupação não é tanto ganhar, mas sim pensar e construir o futuro, comummente chamado de tanking. Comecemos, até porque a primeira bola ao ar da época na NBA está já ao virar da esquina.



      Anel como objetivo

      © Getty /

      O grande objetivo de qualquer equipa da NBA é, seja no presente ou no futuro, o mais próximo de preferência, ser campeã e esta época, obviamente, não é exceção. Os Golden State Warriors partem como os campeões em título e voltam a ser candidatos, mas não estão, claramente, sozinhos nesta corrida, até porque houve equipas a falhar esse objetivo em 2021/22 e outras que surgem agora renovadas, sempre com a mente no mesmo.

      A turma comandada por Steph Curry teve uma pré-temporada atribulada, depois de Draymond Green e Jordan Poole se terem envolvido fisicamente num treino e há decisões a ser tomadas no que a renovações de contrato diz respeito esta época. Há, por isso, curiosidade para perceber como os comandados de Steve Kerr se vão apresentar, mas o núcleo da equipa está todo lá, ainda adicionaram role players e Klay Thompson deverá estar ainda mais próximo do seu verdadeiro eu. Apenas questões extra-desportivas parecem poder travar esta equipa, mas no passado houve casos em que tal não aconteceu.

      Finalistas vencidos da final da época passada, os Boston Celtics surgem logo de seguida e certificaram-se de se reforçar neste verão, com as adições de Malcolm Brogdon e Blake Griffin - Danilo Gallinari também é novidade, mas lesionou-se - e querem vingança da época passada, contando com Jayson Tatum e Jaylen Brown para tal.

      Contudo, quando se fala em vingança e redenção, há dois candidatos que saltam logo à vista: os Brooklyn Nets e os Philadelphia 76ers. Os primeiros têm vindo a ser denominados de superequipa nos últimos anos, mas o projeto tem vindo a falhar, de tal forma que foram eliminados nos oitavos de final dos últimos play-offs, e no verão muito se falou das saídas de Kyrie Irving e Kevin Durant. Os dois ficaram e, agora, esperam contar com Ben Simmons para meter possivelmente o ataque com maior potencial atrativo da liga a mexer. É o tudo ou nada em Brooklyn. Em Philadelphia, por sua vez, o «processo» tem tardado em chegar ao objetivo desejado, embora venha evoluindo, e esta época os 76ers surgem com um plantel a ter em conta, depois de adicionarem o defesa PJ Tucker a um plantel com Joel Embiid e James Harden como estrelas. Talvez o seu principal problema esteja no comandante da equipa...

      Suns têm algo a provar �Getty / Christian Petersen
      Um caso diferente são os Milwaukee Bucks e os Phoenix Suns, que protagonizaram a final de 2020/21 e têm vindo a apostar na estabilidade dos seus projetos. Quem tem um Giannis Antetokonmpo é sempre candidato e o grego promete vir com tudo para esta época, com a ajuda de Jrue Holiday e Khris Middleton. Os Suns, por sua vez, precisam de provar que o trio composto por Devin Booker, Chris Paul e Deandre Ayton ainda funciona, depois de alguns problemas de balneário que começaram no final da época passada e se prolongaram para este verão.

      Por último, surgem os candidatos que estavam à espera dos seus guerreiros: Clippers e Nuggets. A turma de Los Angeles conta, finalmente, com Kawhi Leonard e Paul George, recuperados das respetivas lesões, e surgem neste lote, uma vez que contam com um dos planteis mais maleáveis e profundos da liga, além de terem as estrelas de volta. Já mostraram no passado ser competitivos sem eles. Com eles....Os Nuggets são um caso semelhante. Além de contarem com o MVP Nikola Jokic, Michael Porter Jr. e Jamal Murray estão de volta e prontos a ajudar. Promete.

      Tenham cuidado, eles podem aparecer

      © Getty Images/Ron Jenkins

      Já destacámos oito equipas que parecem estar um nível acima das restantes e que são, à entrada para esta época, candidatos claros ao título de campeão, mas há outras que podem perfeitamente surpreender, embora, por um ou outro motivo, estejam, à partida, com menos fulgor nessa luta.

      Dallas Mavericks e Miami Heat foram finalistas vencidos nas finais das respetivas Conferências na época passada e podiam perfeitamente estar nos candidatos. Contudo, a turma comandada pelo esloveno Luka Doncic é uma constante incógnita, uma vez que o base é uma das maiores estrelas da liga e a equipa comandada por Jason Kidd tem sido exímia no capítulo defensivo, mas parece sempre faltar ajuda à sua estrela e até perderam Jalen Brunson neste verão para os New York Knicks.

      LeBron James quer os Lakers candidatos �Getty /
      Os Heat, por sua vez, perderam PJ Tucker, fundamental na defesa da equipa, mas não deixam de ter um dos planteis mais competitivos da liga - com Jimmy Butler e Bam Adebayo em destaque -, de tal forma que têm sido presença assídua nas últimas épocas nas grandes decisões. Contudo, o seu estilo é muito desgastante e a equipa chega a esses momentos sempre com um claro cansaço. Além disso, parece faltar aquele jogador clutch, para os momentos decisivos. Talvez Tyler Herro cresça nesse sentido, depois de ter assinado um contrato vantajoso financeiramente.

      Por último, surge nesta lista os eternos candidatos e históricos Lakers. A turma de Los Angeles tem como figuras de proa o extremo LeBron James, um dos melhores da história, e o poste Anthony Davis, que tem constante problemas de lesões e isso tem dificultado a melhoria defensiva da equipa. Além disso, há nomes como Russell Westbrook e Dennis Schroder no plantel, mas a equipa continua com o mesmo problema da época passada e parece não funcionar, além de não estar montada da melhor maneira para potenciar os seus ativos. São outsiders a candidatos, mas rapidamente podem baixar de categoria...

      A luta é outra

      © Sacramento Kings

      A criação do torneio de play-in - entre o 7º e o 10º classificado de cada Conferência, para decidir os últimos dois lugares nos play-offs, no Este e Oeste - veio alargar o lote de equipas a competir por ter lugar nessa fase da prova após a fase regular e este surge, naturalmente, como o grupo mais abrangente daqueles que apresentamos nesta antevisão.

      Equipas como os Cleveland Cavaliers, que contam com uma das equipas que mais curiosidade de ver traz para esta época e ainda adicionaram Donovan Mitchell ao plantel, os Atlanta Hawks, de Trae Young e John Collins, os Chicago Bulls, com DeMar DeRozan, Zach Lavine e Nikola Vucevic como figuras de proa e os jovens e entusiasmantes Toronto Raptors e Memphis Grizzlies (Scottie Barnes e Ja Morant prometem aquecer a liga) são das equipas que, salvo algo incomum, têm lugar nos play-offs quase garantido e que prometem fazer vida difícil aos referidos candidatos.

      Pelicans prometem entusiasmar Liga �New Orleans Pelicans
      A estas equipas juntam-se ainda duas que apostaram forte em reforçara-se para esta época. De um lado, há os Minnesota Timberwolves, desesperados pela glória de outros tempos, que foram buscar o poste francês Rudy Gobert, um dos melhores defensores da liga, aos Utah Jazz, algo que vai trazer novas dinâmicas no seu frontcourt e dará novas missões a Karl-Anthony Towns, mas não nos podemos escolher de Anthony Edwards. Por outro lado, há os New Orleans Pelicans, que contam com um cinco inicial de luxo, composto por CJ McCollum, Jonas Valanciunas e Brandon Ingram, ao qual ainda se junta Zion Williamson, que parece ter finalmente ultrapassado os problemas de lesões (e peso) e pode mudar muito a liga este ano.

      Um nível abaixo das equipas acima referidas surgem quatro equipas, talvez já mais direcionadas para o torneio de play-in, que podem, inclusive, baixar diretamente para a categoria que apresentaremos a seguir, dependendo do que aconteça ao longo da temporada. Os históricos Knicks querem limpar a imagem deixada na época passada - falharam os play-offs e o play-in - e foram buscar Jalen Brunson. Os Charlotte Hornets são sempre uma ameaça, mas são também uma incógnita, depois de Miles Bridges ter acusado de agredir a namorada e LaMelo Ball se ter lesionado na pé-época.

      Por fim, falamos dos Kings e dos Trail Blazers. A turma do poste português Neemias Queta apostou forte na época passada ao trocar por Domantas Sabonis e quer acabar a longa seca sem ir aos play-offs, até porque já é a equipa sem ir há mais tempo na história a essa fase. Além disso, foram buscar um rookie, Keegan Murray, que promete entusiasmar. Mas será suficiente? A equipa de Portland, por sua vez, parece não saber bem que rumo seguir nos últimos anos. Damian Lillard desespera por competitividade, mas a equipa não lha dá e pode ser ano definitivo de rebuild, se a época começar mal.

      Tanking a pensar no futuro

      © NBA

      O torneio de play-in veio diminuir o grupo de equipas a estarem inseridas nesta última categoria, mas ainda existem e podem aumentar ao longo da época, como já referimos. Comummente chamado de tanking, estas equipas não estão propriamente preocupadas em ganhar e sim em preparar o seu futuro, ainda para mais num ano onde há uma promessa que promete mexer com a liga em 2023 - já explicamos.

      Thunder, Pistons, Magic, Spurs e Rockets já são velhos conhecidos nestas andanças nos últimos anos e até têm tido algumas escolhas altas nos últimos anos, mas têm demorado a dar o passo em frente, OKC perdeu Chet Holmgren por lesão para a época toda e isso acelerou o seu assumir de tanking, mas Shai Gilgeous-Alexander e Josh Giddey são nomes a ter em conta. Resta apenas ver até que fase da época jogam regularmente. Os Pistons e os Rockets estão, possivelmente, um pouco à frente nesse processo de rebuild e até podem surpreender a espaços - até porque têm jogadores como Cade Cunningham, Jalen Green, Jaden Ivey ou Jabari Smith. Os Magic são, destas, a que está mais à frente e até podem «namorar» com o torneio de play-in, mas o «Efeito Wembanyama», que já apresentaremos, pode pesar.

      Wembanyama já mexe com a liga �Reproducao/NBA
      As adições mais recentes a este lote de equipas foram os Spurs, do eterno Greg Popovich, os Indiana Pacers e os Utah Jazz- que perderam Donovan Mitchell, Quin Snyder e Rudy Gobert -, sendo que estas duas últimas foram as que mais recentemente assumiram o tal processo de rebuild. Todas têm alguns nomes interessantes nas suas fileiras, mas o objetivo para esta época é outra e o motivo é só um, que passamos a explicar. 941265

      É que, este ano, o poste francês Victor Wembanyama, que joga no Metropolitans 92, é visto como um autêntico fenómeno - já mereceu elogios das maiores estrelas da liga - e é apontado como a escolha número 1 do próximo Draft, em 2023. Ora, muito se fala que o jovem se trata de um talento geracional, afinal é um poste de 2,2 metros, com capacidade de drible e de lançamento exterior, e é daí que surge o «Efeito Wembanyama», uma vez que as equipas estão mortinhas por contar com o gaulês e basta o arranque de época não correr de feição para que equipas como os Blazers, Kings ou Hornets se assumam em tanking também. A luta para perder, este ano, é também muito acesa.

      Comentários (1)
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      motivo:
      ES
      Rebuild dos Rockets
      2022-10-18 11h07m por Esi
      Os Rockets não são "velhos conhecidos" destas andanças de tanking de todo. Aliás, são das equipas que mais tempo conseguiu evitar fazê-lo. Harden ter saído da forma que saiu deixou-os sem grandes hipóteses mas têm andado a fazer um excelente trabalho a reconstruir dadas as circunstâncias. Este vai ser o terceiro ano e juntaram muito jovem talento que se complementa muito bem. Apesar de não ser esperado, não me espantaria se lutassem pela 10ª posição e um lugar no play-in. Magic e Pistons ...ler comentário completo »
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