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      Portugal disputa acesso à final 4 do Europeu 2022

      Ana Catarina em exclusivo: a qualificação para o Euro, um possível Mundial, e o prémio de melhor do Mundo

      2021/10/19 18:47
      Paula Ferreira Lobo
      E0

      Em vésperas da última fase de qualificação para a fase final do 2.º Campeonato da Europa de Futsal Feminino, o zerozero conversou com Ana Catarina, a melhor guarda-redes do Mundo. Em exclusivo ao nosso portal, a internacional portuguesa analisou as adversárias desta fase de grupos, que decorre na Croácia, prevendo as quatro apuradas para a final 4, em março do próximo ano e fazendo também uma análise ao desenvolvimento do futsal feminino em Portugal, na Europa, e no Mundo. 

      Esta entrevista decorreu na tarde de segunda-feira, 18 de outubro de 2021.

      Zerozero: Este é apenas o 2.º Campeonato Europeu Feminino. Portugal já assumiu que quer passar esta fase em primeiro do grupo – até porque de outra forma não pode estar na fase final. A nossa seleção, sendo vice-campeã em título, é obviamente favorita neste grupo.

      Para quem não está tão familiarizado com o futsal feminino, o que podemos esperar destas seleções da Eslovénia, da Polónia e da Croácia?

      Ana Catarina: Obviamente que nós, sendo vice-campeãs da Europa e a apontarmos todas as baterias e a dizermos que queremos ser campeãs da Europa, obviamente que somos favoritas para o grupo. Mas os jogos só estão ganhos só estão ganhos após o apito final, e não nos podemos esquecer dos 40 minutos, e das batalhas que vamos ter.

      A Croácia, acho que causou muitas dificuldades à Ucrânia, acho que a Eslovénia causou dificuldades à Finlândia – que foi uma seleção a quem nós só ganhamos 3-1 no apuramento, em Oliveira de Azeméis, em 2018 -, e acho que a própria Polónia também causou algumas dificuldades à Ucrânia, com quem jogamos agora dois amigáveis, portanto acho que são equipas de valor semelhante. Acho que temos que preparar bem os jogos e estar atentas ao máximo, porque penso que nenhum jogo vá ser fácil.

      zz: Achas que vai ser mais complicado do que foram estes últimos amigáveis, quer com a Ucrânia, quer antes com os Países Baixos? Até pela carga competitiva, porque um jogo amigável é sempre diferente…

      AC: Sim, exato, um jogo amigável é sempre diferente, fazes sempre outras experiências também, estás se calhar… não é tão nervosa, mas se calhar estás um bocadinho mais descontraída porque é um amigável em si. E depois também não acho que seja apenas isso. Nós já jogamos várias vezes contra a Ucrânia, mas nunca jogamos nem contra a Polónia, nem contra a Croácia, nem contra a Eslovénia, e acho que isso pode ser sempre um fator de surpresa, no sentido em que, okay, podemos ver alguns vídeos, mas nunca jogamos contra elas. Podemos saber que têm esta ou aquela referência, mas só em campo é que depois vamos conseguir sentir e conhecer realmente as jogadoras adversárias.

      ©FPF

      zz: “O melhor treino é o jogo”, como diz o Pedro Catita.

      AC: Sim. Porque, lá está, podemos ver alguns vídeos de observação, mas eu como nunca joguei contra elas gosto sempre de conhecer muito das jogadoras em si, contra as quais jogo, e acho que isso pode ser um fator que cause mais dificuldades.

      zz: Isso é uma perspetiva interessante. Tu és guarda-redes, e sabemos que és uma guarda-redes muito metódica, e que trabalha muito, que vai ao pormenor – não és a melhor do mundo por acaso -, para ti é uma dificuldade acrescida porque nem sabes bem o que esperar. Lá está, nunca estiveste frente a frente com aquelas jogadoras.

      AC: É. Por exemplo, eu na viagem, nos dois aviões que apanhamos, vim a ver o jogo da Eslovénia contra a Finlândia, que era para tentar já perceber qual é a jogadora que remata mais, se tem mais pé esquerdo, se é mais pé direito. Por acaso na Eslovénia houve uma jogadora que bateu o livre de 10 metros, também já estar preparada para essa situação. No 5x4+GR qual a jogadora que procurou mais para bater à baliza, se uma situação mais de segundo poste ou mais de remate exterior. Eu na viagem para cá já estava a ver o jogo todo da Eslovénia para tentar apanhar assim as jogadoras que tenham mais alguns pormenores, que sejam mais influentes no jogo da Eslovénia.

      qOs jogos só estão ganhos após o apito final
      Ana Catarina

      zz: Prevês que na fase final, do próximo ano, há maior probabilidade de se repetir a fase final que foi aqui em Gondomar – ou seja, com Portugal, Espanha, Ucrânia e Rússia -, ou achas que por exemplo a Itália, que está no grupo da Espanha, até possa vir a surpreender?

      AC: A Rússia também vai jogar com os Países Baixos, não sei se não poderá causar algumas dificuldades também. A Espanha a jogar com Itália, sei que Itália tem algumas brasileiras naturalizadas, uma delas jogou connosco, a Rafa Pato, e é sempre um bom reforço lá na frente, uma boa referência. Espanha teve a infelicidade de ter também uma ou duas lesões agora para este Europeu: a Vanessa Soutelo que toda a gente conhece, inclusive foi a melhor jogadora do último Europeu, a própria Irene, a esquerdina, ela também não está na convocatória delas… não sei se será uma Itália mais forte, se será uma Espanha mais fraca, mas eu continuo a achar que, apesar da dificuldade, a Espanha poderá passar.

      zz: É verdade que este é apenas o 2.º Europeu, e infelizmente andamos há anos a falar de um Mundial Feminino, e a FIFA não há meio de organizar. Vou dividir isto em duas perguntas, a primeira é: mesmo sendo só o segundo Euro, qual é a tua opinião, tu que és jogadora, sobre este modelo competitivo? Porque é bastante diferente – e é importante que as pessoas tenham noção disto – é muito diferente do modelo competitivo masculino, estamos a falar de uma fase final que é num formato de uma Taça da Liga, de uma Taça de Portugal, ou seja, são só quatro equipas. Achas que este modelo de jogo serve para já, e vamos andando vamos vendo, ou achas que já se poderia ter alterado o modelo competitivo de um Europeu para o outro?

      AC: Eu acho que para já serve no sentido em que após o primeiro europeu acho que apareceram ainda mais seleções. Mas acho que se calhar no 4.º/5.º Europeu, consoante as seleções que apareceram obviamente, aí acho que já poderão inovar no formato em si e fazer igual ao do masculino, por exemplo.

      Não sei se foi pelo formato, se foi pela qualidade em si demonstrada, se foi pela aposta da UEFA em nós, mas o facto de aparecerem mais seleções acho que diz pelo menos que foi uma aposta ganha para a UEFA e para nós, atletas, obviamente. Se é por causa do modelo em si… não sei.

      ©FPF

      zz: Não te cabe a ti fazer essas avaliações.

      AC: É no sentido em que, por exemplo, na Taça da Liga também estamos habituadas, este ano, mas a final 4 também da Taça de Portugal de futsal feminino, pelo menos em Portugal, a que nós estamos habituadas, também é assim. Em Itália, eu joguei a Copa Italiana, e também era assim, só que tinha os quartos de final, tudo junto, como os masculinos cá em Portugal, lá também, tinha os quartos, as meias e a final. Portanto, a nível de Taça, de competição assim sem ser um campeonato mesmo, todos os formatos, pelo menos que eu conheça, são assim, por isso até mesmo numa perspetiva da UEFA se calhar vai manter assim.

      zz: Tivemos recente o Mundial masculino, que Portugal felizmente venceu. Certamente ficaste muito contente, não só como portuguesa, mas também como atleta da modalidade…

      AC: Claro!

      zz: …foi-se falando da vertente feminina, o próprio Ricardinho – que é uma referência mundial da modalidade – até foi um dos que aproveitou o espaço mediático para falar disso. O que achas que falta? Além obviamente de a FIFA tomar mesmo a decisão.

      AC: É assim… como é que eu explico isto sem ferir suscetibilidades… Eu não sei o trabalho de bastidores que as Federações fazem. Acho que a questão brasileira agora se juntou, deixou de ser só confederação de futsal e acho que está na confederação de futebol também...

      q[O Europeu Feminino] foi uma aposta ganha para a UEFA e para nós atletas
      Ana Catarina

      zz: Sim, foi uma imposição da FIFA para todo o mundo, que o futsal passasse a estar sob a alçada da mesma Federação que o futebol.

      AC: Pois, por isso é que estou a dizer que não sei o trabalho em si que as Federações fazem para tentar fazer pressão na FIFA para que o futsal feminino exista. Eu, por exemplo, juntei-me ao movimento, e enquanto jogadora fiz a minha parte no sentido de partilhar os vídeos e o hashtag #WomensPlayFutsalFIFA, tivemos a felicidade de o Ricardinho e outros, tanto espanhóis como brasileiros também partilharem, e inclusive a Argentina, antes de entrar em campo para a final, publicou uma foto com o cartaz a apelar também a essa questão. Não sei a pressão que os clubes podem fazer ou não podem fazer para que isso aconteça, mas pronto… cabe-nos a nós continuar a fazer uma boa demonstração, no Europeu também que não deixa de ser uma montra para que a FIFA veja e perceba. Já nem acho que se trate só de uma questão de igualdade em si, mas uma questão também de mérito, de merecermos essa competição. Não por uma questão de igualdade, mas por uma questão de qualidade.

      Agora, imagina, a seleção brasileira, eu nunca mais vi nenhuma convocatória da seleção brasileira, nenhum jogo da seleção brasileira, entendes? Por isso é que eu digo que não sei o trabalho em si das Federações nesse aspeto. Acho que é que poderiam ser os maiores influentes. Não sei… ver a seleção brasileira feminina a desaparecer do mapa torna as coisas mais difíceis.

      Cá em Portugal continuamos a reunir-nos, em Espanha igual, Itália também, já temos não sei quantas seleções a nível europeu a aparecerem para o europeu, mas se no sul-americano não aparecem, e são Federações com nome, torna-se mais complicado.

      qVer a seleção brasileira feminina a desaparecer do mapa torna as coisas mais difíceis
      Ana Catarina

      zz: Há pouco falamos dos modelos competitivos e falamos em mudanças no 4.º ou 5.º europeu feminino. E que queria perguntar-te: como esperas ver o futsal feminino daqui a 10/15 anos? Eventualmente quando acabares a carreia…

      AC: 10/15 anos? Espero já ter jogado um campeonato do Mundo. Espero ir na comitiva da Federação [Portuguesa de Futebol] para os Jogos Olímpicos [risos], e espero que o futsal feminino já seja profissional, que já existam seleções – e sei que também é essa a perspetiva [da FPF] – que já existam as camadas jovens sub17, sub19, sei eu isso está previsto já para este ano, mas que seja algo para se manter. Que o futsal feminino passe nos canais televisivos, que seja uma briga para comprar os direitos do futsal feminino à Federação [risos].

      Que as miúdas também tenham campeonato nacionais, que existam cada vez mais praticantes. Ao invés de sermos 5/6 mil praticantes, como éramos há 10 anos e hoje em dia continuamos a ser 5/6 mil, mas que sejamos já 10/12 mil praticantes, seria um bom sinal.

      E a Liga dos Campeões! Eu já ter ganho a Liga dos Campeões pelo Benfica!

      ©FPF

      zz: Já falamos um pouco sobre isto na Supertaça, mas agora que temos aqui um pouco mais de tempo, queria perguntar-te isto, até porque já começaste a jogar o campeonato neste novo modelo, e a verdade é que já houve alguns resultados algo surpreendentes, de certa forma. Benfica e Nun’Álvares ainda não perderam pontos, mas outras equipas que lutam por lugares cimeiros da tabela sim, e já houve alguns jogos bastante competitivos. Esta alteração de modelo, de aproximar ao modelo competitivo do masculino, será um contributo importante para dar esse salto até ao nível do número de praticantes?

      AC: Foi como eu te disse na final da Supertaça, eu acho que este formato é que é o ideal, até para fazer crescera jogadora de futsal feminino portuguesa. Repara, eu dou muitas vezes este exemplo, as pessoas acham que pode não ter influência, mas eu acho que teve. Para mim e para as minhas colegas – para as minhas colegas, pelos meus olhos, atenção, não foi algo que elas comentaram comigo. Quando nós fomos para o Europeu [2019], nós tínhamos acabado a primeira fase [do campeonato – fase Norte e fase sul], que jogo complicado é que nós tivemos? Elas, lá em cima, ainda jogavam Santa Luzia, contra o Nun’Álvares, contra o Novasemente, mas nós, Benfica, que jogo complicado tínhamos tido? Contra o Sporting, se calhar. E fomos para um Europeu sem grande competitividade. Eu falo por mim, a bola nem chegava à baliza. Ou seja, como se estivesse estado de agosto a fevereiro sem muito trabalho sem ser nos treinos.

      Não é desculpa, atenção, não é isso que está em causa, mas está em causa competitiva em si. A parte da adversidade, da dificuldade, do entrar em forma também. E eu acho que este modelo competitivo traz isso mesmo: mais competitividade para o futsal feminino. Traz jogos muito mais atrativos até para quem quer ver, e se é um produto que nós queremos vender, é preciso ter mais jogos destes, e não jogos de 15-0, 20-0, em que a primeira fase toda a gente sentia que que era… secante, pronto. E era aquela fase de desleixo em que se passar em quarto também passo à fase seguinte.

      zz: Pois, essa falta de competitividade também não traz adeptos, e sem adeptos a modalidade também não cresce.

      AC: E sem adeptos a modalidade também não cresce. Eu gosto muito deste formato competitivo por isso mesmo, todas as semanas vamos ter jogos complicados. Por exemplo, nós agora, nós o Benfica, quando voltarmos da Seleção, penso que recebemos o Nun’Álvares e na semana a seguir vamos ao Novasemente. E a partir daí depois ainda temos o Santa Luzia, ainda jogamos contra o Sporting, Quinta dos Lombos, portanto vai ser jogos grandes, sempre.

      zz: Mais duas questões. Portugal ganhou a medalha de Ouro de Futsal Feminino nos Jogos Olímpicos da Juventude. O Europeu feminino ocorreu pouco depois. Após estes dois eventos, nós [agora zerozero, na altura ainda como Futsal Global] fizemos uma reportagem sobre o desenvolvimento do futsal feminino. Falamos com o selecionador nacional e falamos também com o Pedro Dias. Na altura ele também não tinha números bem presentes, mas soube dizer-me que depois do Ouro e da vossa medalha de prata, da Seleção AA, houve um acréscimo de interesse no futsal feminino, de clubes a querem apostar. O que os números demonstram é que não houve uma sustentabilidade [desse interesse] que se tenha traduzido num aumento significativo nos dias de hoje. Mas vocês sentem que têm essa responsabilidade de demonstrar que há qualidade e que o futsal feminino vale a pena? Demonstrar nestes palcos para efetivamente poder ajudar a modalidade a crescer, e a trazer mais meninas para o futsal?

      AC: Eu sinto sempre essa responsabilidade. Eu já disse várias vezes que me custou imenso perder a final do Europeu, não só pelo jogo em si, individual, mas porque achava que a conquista daquele Europeu poderia mudar se calhar um bocadinho a realidade do futsal feminino em si.

      Hoje em dia já penso um bocadinho de forma diferente, no sentido em que mesmo que tivéssemos ganho, será que seria uma aposta sustentada, ou o futsal feminino viveria apenas ali um ligeiro momento dessa conquista?

      qEu já disse várias vezes que me custou imenso perder a final do Europeu [de 2019]
      Ana Catarina

      Mas obviamente que tentamos demonstrar em campo que há essa qualidade, tentamos fazer também esse trabalho nas redes sociais que parece que hoje em dia vende sempre muito mais, não é? Eu acho que nesse aspeto as jogadoras limpam bem a culpa de certas de determinadas responsabilidades, porque eu acho que todas nós damos o máximo, e também não nos podemos esquecer que nós não somos profissionais. Portanto, se calhar chegar e fazer muitas coisas que são feitas ao fim de semana, brilhar em muitas competições como todas nós brilhamos, seja num Supertaça, numa Taça da Liga, num Campeonato da Europa, nos Jogos Olímpicos, no que quer que seja, não é assim tão fácil quanto isso. Eu acho que nós temos feito a nossa parte, muito sinceramente.

      zz: Por último, uma pergunta sobre a Ana Catarina.

      AC: São sempre as mais complicadas.

      zz: O ano passado venceste pela segunda vez o prémio de melhor jogadora do mundo. Tens expetativa de revalidar esse título, referente a 2021?

      AC: Eu por mim gostava [risos]. Se me quiserem dar outra vez não tem problema, tenho lá espaço. Eu vou ao IKEA de novo, fui comprar um e vou lá comprar outro móvel [risos].

      zz: Tiveste que ir ao IKEA?

      AC: Tive que ir. E quando cheguei a casa acabei por mudar a decoração das medalhas, dos prémios e dessas coisas todas, e cheguei à conclusão de que tenho que comprar um novo armário, isto se eu quiser continuar a acumular títulos. Se não quiser continuar, então não [risos].

      Mas sim, pela forma como o ano decorreu, sim. Mas vamos ver também agora a parte da qualificação, porque para o prémio conta o ano inteiro. Já tenho as conquistas com o Benfica, depois também vamos ter a prova europeia a nível de clubes, em princípio vai acontecer, em dezembro, em Espanha. Portanto vamos ver como é que corre aí para mim, e no final, em dezembro, faço as contas [risos].



      Portugal
      Ana Catarina
      NomeAna Catarina Silva Pereira
      Nascimento1992-11-19(29 anos)
      Nacionalidade
      Portugal
      Portugal
      PosiçãoGuarda-Redes

      Fotografias(67)

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      Polónia x Portugal - Euro Futsal Feminino 2022 (Q) -  Grupo 2
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