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      Argentinos impuseram maior goleada até agora

      Dia 3: A campeã voltou, a «lógica» imperou, e há mais 32 golos para (re)ver

      2021/09/14 23:02
      Paula Ferreira Lobo
      E0

      O terceiro dia de competição do Mundial de Futsal 2021 trouxe a primeira jornada dos grupos E e F. Tal como já tinha acontecido ontem, e no primeiro dia, as equipas que eram favoritas à partida venceram os respetivos jogos, e voltamos a ter um dia recheado de golos, com a adição de mais 32(!) golos para o catálogo deste Campeonato do Mundo.

      A Argentina, seleção campeã em título, assumiu o estatuto, e impôs aos Estados Unidos a maior goleada do torneio até agora: 11-0. À mesma hora, jogou-se o Angola x Japão, do grupo E, que culminou com a vitória dos japoneses por 4-8, perante a estreante africana. 

      Duas horas antes, Sérvia e Irão protagonizaram um jogo que se esperava que fosse dos mais equilibrados da fase de grupos, e assim foi. Os iranianos venceram por 2-3, mas a diferença no marcador até poderia ter sido um pouco maior. No grupo E, o dia abriu com o embate entre Paraguai e Espanha, com a vitória a sorrir à seleção espanhola, por 0-4.

      GRUPO E

      ©FIFA
      O grupo E é encabeçado por Espanha, seleção que cumpriu o seu papel, vencendo o Paraguai por 0-4. Nuestros hermanos são uma das seleções candidatas ao título, e valeram-se do seu forte coletivo para levar de vencida uma equipa organizada e aguerrida como é a do Paraguai. Os espanhóis só quebraram a resistência paraguaia aos 9', mas conseguiram dilatar mesmo em cima do intervalo, por intermédio de Adolfo, um dos mais criativos e rematadores do ataque espanhol neste jogo. Olhando para a ficha de jogo, a segunda parte parece uma fotocópia da primeira, com golos aos 29' e aos 40', que garantiram os três primeiros pontos para os espanhóis. 

      É verdade que Espanha poderia ter marcado mais golos, mas Jesus Herrero também foi chamado a intervir algumas vezes, cumprindo o seu papel na perfeição ao manter a baliza espanhola inviolada. Do lado contrário, Giménez não parece isento de culpas em todos os golos sofridos, mas nada poderia fazer no último, apontado por Raúl Campos, que finalizou da melhor forma uma bela jogada coletiva! (Pode ver aqui.)

      No outro jogo do grupo, o Japão bateu Angola por 4-8, num jogo  disputado a bom ritmo, em que a maior experiência dos japoneses se superiorizou aos estreantes angolanos. Arthur Oliveira estava de pé quente, e assinou um póquer, igualando Ferrão e Alan Brandi na lista dos melhores marcadores da prova.

      ©FIFA
      O 1-3 ao intervalo espelhava bem a diferença entre as equipas, com uma Angola rápida e aguerrida, mas algo nervosa e que demonstrava inexperiência em momentos chave, como no lance do terceiro golo dos japoneses, mesmo em cima do intervalo. No regresso dos balneários, Angola parecia vir apostada em dar a volta, reduzindo a desvantagem para a margem mínima logo no primeiro minuto, mas o Japão não tremeu, nem mesmo com o auto-golo de Ryuta Hoshi, aos 24' - que se redimiu no minuto seguinte. 

      Os angolanos tentavam reagir mais na individualidade que no coletivo, mas os japoneses tinham o caminho da baliza contrária bem definido, e não se desviaram dele, fechando o resultado já no último minuto. Japão e Espanha somam ambas três pontos, e têm encontro marcado para a próxima sexta-feira. Nesse mesmo dia, duas horas mais tarde, Angola e Panamá defrontam-se na Arena de Klaipeda.

      GRUPO F

      O primeiro jogo daquele que é considerado - de forma praticamente unânime - o grupo da morte, teve como protagonistas a Sérvia e o Irão, duas seleções com histórico em competições internacionais. Os iranianos, medalha de bronze no último mundial, venceram por 2-3, num jogo que fica marcado por uma expulsão para cada lado. A Sérvia foi a seleção que teve estatisticamente mais posse de bola, mas o jogo do Irão foi sempre muito mais assertivo - no ataque e na defesa.  

      ©FIFA

      Hamid Ahmadi foi o homem que marcou os primeiros minutos: viu amarelo aos 2', marcou aos 4', foi expulso aos 11'. Apesar de ter beneficiado de dois minutos em superioridade numérica, a Sérvia não conseguiu marcar, reduzindo para o 1-2 que se verificava ao intervalo aos 18'. Na segunda parte, as equipas mantiveram a toada, com o Irão a consentir uma maior posse de bola à Sérvia, que mesmo assim não encontrava brechas na defensiva iraniana. Mahdi Javid teve nos pés uma oportunidade soberana para dilatar o resultado, mas falhou de baliza aberta, redimindo-se aos 37' com a assistência para o golo de Ahmad Esmaeilpour.

      A perder por dois, a Sérvia apostou no 5x4+GR, mas foi num lance de 4 para 4, de bola corrida, que reduziu a desvantagem. Os sérvios davam o tudo por tudo na procura do empate, mas viram as hipóteses hipotecadas pela expulsão de Slobodan Rajcevic - perdeu a bola sendo o último homem e sem ninguém na baliza, puxando a camisola do adversário para travar o contra-ataque, a equipa de arbitragem não hesitou em exibir o vermelho direto, e a Sérvia jogou os últimos cerca de 20 segundos em inferioridade numérica. 

      ©FIFA

      Horas antes, a equipa que chega à Lituânia para defender o título de campeã do mundo entrou em grande estilo na competição. Não foi um filme, nem aconteceu no Texas, mas o que a campeã em título fez, esta tarde, aos Estados Unidos foi um autêntico massacre. O resultado final de 11-0 não deixa margem para qualquer dúvida quanto à história do jogo: foi de sentido único, e poderia ter sido uma goleada maior. O capitão Diego Moretti foi fazendo o que podia, mas o facto de a maioria dos internacionais americanos nem sequer jogar futsal, e sum uma variante de futebol de 7, foi por de mais notória perante o rolo compressor argentino.

      Alan Brandi foi o maior artilheiro, apontando 4 dos 11 golos dos sul americanos. Com apenas 1'13'' decorridos já a Argentina tinha marcado dois golos, e os 8-0 ao intervalo faziam antever que a segunda parte ia continuar a dar golos... na baliza dos Estados Unidos. Assim foi, e não há muito mais a dizer de um jogo sem história - mas há 11 golos para ver, aqui. Na segunda jornada, os Estados Unidos defrontam o Irão, que procura garantir que discute o primeiro lugar do grupo na derradeira jornada, ao passo que a Argentina defronta a Sérvia.



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