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      entrevista
      Liga Europeia arranca sexta-feira

      «Queremos que seja uma Liga Europeia muito boa e um test-drive para as próximas épocas»

      2021/04/08 17:51
      Humberto Ferreira
      E1

      A Liga Europeia arranca esta sexta-feira e o zerozero foi falar com João Nuno Araújo, diretor da Oliveirense e vice-presidente da EHCA, Associação Europeia de Clubes de Hóquei em Patins, entidade que está responsável por organizar as duas fases da prova nesta ano - fase de grupos e final-four.

      O dirigente falou sobre a visão que o organismo tem para a modalidade e deixou a garantia que esta será a última participação dos clubes associados na EHCA na principal prova hoquística organizada pela World Skate Europe. Para o ano a EHCA pretende organizar uma nova competição, com um formato ainda por definir, no entanto João Nuno Araújo deixou a garantia que o objetivo é ter a World Skate Europe como parceiro.

      zerozero: Como está este nível de organização, até porque vocês EHCA se propuseram junta da World Skate em organizar a prova?

      João Nuno Araújo: Em primeiro lugar quero agradecer ao zerozero a projeção que dão ao hóquei em patins e o esforço que fizeram em estar presentes na Euroliga que vai decorrer no Luso, pois sei que vão fazer uma cobertura completa de todos os jogos e isso é uma promoção muito grande do hóquei em patins. Relativamente à organização, nós este ano, infelizmente, também um pouco por causa da pandemia que está instalada na Europa e também no nosso país, corríamos o risco de mais uma vez não termos uma competição europeia de alto nível. A Euroliga esteve em risco e foi preciso um grande empenho, um grande esforço dos nove clubes participantes e da EHCA para conseguirmos organizar esta prova. Conseguimos organizar com o esforço de todos os clubes, com o esforço e o empenho do município da Mealhada, a ajuda de alguns parceiros que acreditam no hóquei em patins e com o apoio total da Federação de Patinagem de Portugal, na pessoa do seu presidente, o professor Luís Sénica, que tem sido incansável ao longo deste ano em ajudar ao desenvolvimento do hóquei em patins e a tentar manter o barco. O professor predispôs-se a formalizar junto da World Skate a proposta que foi apresentada pelos cinco clubes portugueses. Mas na verdade é uma candidatura que recolhe o apoio dos quatro clubes espanhóis e da federação espanhola. Estas entidades tudo fizeram para que esta Euroliga fosse realizada, obviamente isto só foi possível pois em cima da hora conseguimos convencer a World Skate Europe que tinha de ser dado este passo, tinha de ser dado um passo mais à frente, tínhamos que avançar para promover o hóquei em patins, pois era inadmissível que pelo segundo ano consecutivo a World Skate Europe fosse deixar em branco a principal competição europeia de clubes, que junta as melhores equipas da Europa.

      ZZ: Esta falta de decisão acontecia mais por falta de operação das instâncias internacionais e menos pelas instâncias específicas do hóquei em patins?

      JNA: Eu quero acreditar que este travar acontecia por inércia e por estarmos a atravessar uma fase complicada em termos de pandemia. Eu quero acreditar que estamos todos no mesmo barco, EHCA, World Skate Europe, federações e a remar para o mesmo lado. Queremos que seja uma Liga Europeia muito boa, bem realizada e que seja o test-drive para aquilo que aconteça nas próximas épocas.

      ZZ: Esse é um ponto assente: Para os clubes da EHCA vão estar a competir noutra prova?

      JNA: Este ano será o virar o de página e esta decisão já foi tomada anteriormente quando éramos oito clubes, Barcelona, Liceo, Reus, Noia, Sporting, Oliveirense, FC Porto e Benfica, esta época seria de viragem e já teríamos um torneio a acontecer sob a égide da EHCA, mas a pandemia não deixou que isto acontecesse. No entanto esta época já conseguimos angariar mais clubes, clubes que viram na EHCA um projeto de relançamento do hóquei em patins e de projeção da modalidade. É ponto assente que na próxima época os clubes da EHCA vão organizar uma prova que nada tem a ver com a Euroliga deste ano e com a Euroliga que tem sido feita até agora sob a égida do comité europeu.

      ZZ: E o que é que vos tem dito a World Skate?

      JNA: Gostava de saber responder a isso e vou dizer frontalmente, nos últimos dois tentamos conversar com a World Skate várias vezes e só conseguimos falar uma vez, com o senhor Fernando Claro. A nossa vontade, a vontade da EHCA é ter na World Skate Europe um parceiro, até porque é assim que tem que ser, um parceiro que perceba que este nosso projeto é um projeto fantástico, com as devidas comparações e distâncias é um projeto em tudo similar ao que é feito na Euroliga de basquetebol e de andebol. Queremos ter um parceiro que nos ajude, um parceiro que veja que o hóquei tem de andar a uma velocidade superior, que tem que atingir um patamar que nós acreditamos que possa atingir e queremos ter na World Skate um parceiro. Infelizmente não sei aquilo que a World Skate pensa sobre o projeto da EHCA pois aquilo que sei é zero. Os contactos que tenho tido não me dizem nada em concreto e a relação que temos tido agora com o lançamento desta prova, que no fundo é a máquina da EHCA a trabalhar, temos tido alguns desentendimentos e algumas coisas que não conseguimos concretizar, mas que poderão ser fruto de alguma juventude da nossa organizar. Quero que esta mensagem fique clara: Nós para o ano vamos jogar uma nova Euroliga, mas queremos que essa Euroliga conte com a World Skate Europe como nossa parceira.

      EHCA foi criada em setembro de 2019 ©FC Barcelona

      ZZ: Que diferenças querem fazer mostrar ao nível organizativo?

      JNA: Há duas ideias que temos muito claras: Imagem forte e comunicação forte, o hóquei tem de ter uma imagem marcante e ter espaço televisivo. Depois de criar patamares de qualidade, qualidade na imagem das pistas, patamares de qualidade nas transmissões televisivas, que temos de garantir, no som dos pavilhões, patamares de qualidade na arbitragem. O hóquei tem tudo isto, mas temos que apostar nisto e elevar essa qualidade. Há uma decalage muito grande ao nível do profissionalismo no hóquei em patins, os clubes trabalham com profissionalismo nas suas estruturas e tem que haver uma estrutura profissional ao nível da modalidade. Os dirigentes têm que ser profissionais e eu acho que é esse o salto falta dar ao hóquei e nós EHCA queremos dar.

      ZZ: O quarto finalista não vai ser encontrado como a EHCA desejava...

      JNA: Este formato é excecional e só acontece por causa da pandemia que atravessamos. Desportivamente apresentamos uma proposta que considerando este quadro e que apesar de estarmos todos em bolha, pode acontecer um infetado e isso pode levar ao abandono da competição de alguma das equipas e se isso acontecer esse grupo ficará penalizado e o segundo classificado desse grupo vai ficar penalizado em relação aos outros. Por uma questão de justiça desportiva sugerimos, apoiados pelas federações, haver uma segunda fase jogada pelos segundos classificados de cada grupo. Essa segunda fase iria determinar quem seria o quarto finalista. Não nos disseram nada e só depois de muito pressionados por estes dias nos deram a resposta negativa. O pior que podia acontecer era haver uma proposta de reajuste do modelo competitivo sem resposta.

      ZZ: O que vão ouvindo dos jogadores?

      JNA: Há uma ânsia muito grande de jogarem uns contra os outros. Vão estar aqui as nove melhores equipas do mundo e os grandes jogadores gostam de jogar em quadros competitivos elevados e estamos todos com muita vontade de irem para a pista e jogarem entre eles. Os jogadores querem sempre melhorar e são eles também a pedir para a modalidade dar este passo de profissionalismo. Todos vamos subir de qualidade e as equipas que não estiverem a participar, quando virem o nível de profissionalismo desta competição vão fazer de tudo para estar nela.

      ZZ: É importante referir que a EHCA e esta nova competição vocês querem criar não será uma liga fechada.

      JNA: Isto é um quadro competitivo dinâmico, não é uma liga fechada e quando eu digo que é uma liga fechada é no sentido de ser organizada pela EHCA, mas é uma liga aberta. O quadro competitivo será sempre determinado pelas equipas que estiverem na EHCA e disponíveis para competir. Já tivemos que alterar o quadro competitivo, pois passamos a ter mais associados e o que queremos é ter mais equipas. Vamos tentar que todos possam aceder, mas com um grau de qualidade elevado.



      Comentários (1)
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      motivo:
      SA
      Será?
      2021-04-09 00h00m por santossantos
      Boas ideias, sem dúvida, mas os clubes portugueses passam os dias a atacar a arbitragem e a envergonhar o hóquei e agora vão transformá-lo no andebol? Não acredito em milagres.

      O andebol é grande porque é um desporto do norte da Europa, são realmente organizados e profissionais mas acima de tudo respeitam valores básicos do desporto, não vale tudo para ganhar. Além de tirarem partido do mercado gigante da Alemanha, país irrelevante no hóquei.

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