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      A análise ao Famalicão versão 2020/21

      A vida depois da Fama: O que era e o que ainda pode ser a surpresa da última Liga

      2020/09/29 16:25
      Texto por Hugo Filipe Martins com Francisco Paulo Carvalho
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      Depois da goleada na primeira jornada por 1x5 frente ao Benfica, o Famalicão foi ao Estádio Nacional do Jamor bater o Belenenses SAD por 1x2. Com o mesmo treinador, mas muitas caras novas, aquela que foi a equipa sensação da Liga NOS na época passada apresenta-se agora de cara lavada e com novas ideias.

      O zerozero esteve presente na partida frente ao Belenenses SAD e traçou uma análise daquele que é o novo Famalicão para a época 2020/21.

      Sobreviver sem os craques da época passada

      © Kapta+

      Depois da grande campanha da época passada, o Famalicão viu várias das suas peças mais importantes saírem, quer por força do assédio de outras equipas, quer por ter sido finalizado o contrato de empréstimo. Os maiores destaques ao nível de saídas do Famalicão foram mesmo Fábio MartinsPedro Gonçalves, Diogo Gonçalves, Racic e o cada vez mais provável Toni Martínez. Face a estas perdas, o Famalicão reforçou-se para ir buscar os substitutos destes jogadores, sendo que para cada um as realidades são bastantes distintas.

      Três saídas de peso para os famalicenses ©Vítor Parente / Kapta+

      Para o lugar dos extremos, o Famalicão foi buscar dois jogadores por empréstimo: o português Gil Dias e o argentino Fernando Valenzuela. O primeiro é talvez o mais parecido com Diogo Gonçalves, mas face a ter chegado há pouco tempo ainda não foi opção para João Pedro Sousa neste jogo. Já o argentino foi o escolhido até agora para o lugar de Fábio Martins. É muito rápido com e sem bola e em termos individuais é dos maiores desiquilibradores da equipa. Conta com um bom pé esquerdo e é muito ágil, mas deixa um pouco a desejar ao nível da tomada de decisão, especialmente no último terço do terreno, precisando de jogar mais para a equipa em certos momentos do jogo.

      O substituto natural de Pedro Gonçalves, que rumou ao Sporting, é Bruno Jordão, emprestado pelo Wolverhampton. O jovem de 21 anos tem uma grande qualidade de passe - útil para virar o jogo, como fez com o Belenenses SAD - e é o maior pensador de jogo que o plantel tem neste momento, mas precisa de ser mais agressivo e de vir buscar mais jogo atrás para criar desequilíbrios no meio-campo. Para o miolo famalicense chegaram ainda nomes como Joaquín Pereyra e Iván Jaime, ainda em adaptação ao futebol português e às ideias do treinador.

      A cada vez mais provável saída de Toni Martínez tem vindo a ser preparada pelo clube minhoto há algum tempo e há dois substitutos neste momento: Rúben Del Campo e Leonardo Campana. O avançado suíço de 20 anos está na sua segunda temporada e é um jogador que se sacrificou muito para ajudar a fechar no meio-campo, mas pecou a nível ofensivo. Já Leonardo Campana, também emprestado pelo Wolverhampton, é um jogador diferente, muito possante fisicamente e forte no jogo aéreo. A nível técnico ainda não foi possível ver muito, até porque entrou após o 1x2 quando o Belenenses SAD começou a pressionar e atacar mais, mas traz boas indicações de Inglaterra.

      Uma nova estratégia

      © Kapta+

      João Pedro Sousa mantém o modelo tático utilizado pelo Famalicão na época passada, o 4x3x3, mas para esta temporada os famalicenses prometem apresentar novas dinâmicas, até porque os jogadores são diferentes.

      Esta nova abordagem mostra, para já, menor poderio ofensivo e presença no último terço do campo, mas permite à equipa famalicense ter um maior número de jogadores no centro do campo e conseguir uma consistência defensiva diferente da que se viu na época passada, embora o aspeto ofensivo e defensivo ainda necessite de correções.

      No momento atacante, os dois médios mais avançados - Guga e Jordão - incorporam-se com relativa facilidade junto dos três homens mais ofensivos, deixando Gustavo Assunção a fazer o trabalho de cobertura e a fechar o meio-campo a possíveis contra-ataques adversários. Já no processo defensivo e quando a equipa adversária tem a posse de bola, os dois extremos baixam bastante no tereno, fazendo uma linha de cinco no meio-campo e deixando o avançado mais sozinho na frente a fazer pressão aos centrais.

      A construção e uma nova ideia

      © Kapta+

      Uma das principais debilidades apresentadas pelo Famalicão na partida contra o Belenenses SAD foi o momento da saída de bola. A equipa de João Pedro Sousa procurou desde cedo sair a jogar entre os centrais e o guarda-redes, mas na grande maioria das vezes não passou disso mesmo entre estes três elementos.

      Especialmente na primeira parte, face ao facto de os elementos do meio-campo, à exceção de Gustavo Assunção, estarem muito subidos, os centrais, e por vezes os laterais, foram obrigados a bater na frente e a utilizar assim um estilo de jogo mais direto

      Isto é algo que na época passada não era utilizado pelo Famalicão, que privilegiava um jogo mais de posse e de apoio entre setores, mas que o próprio João Pedro Sousa assumiu, em conferência de imprensa, que poderá ser uma nova arma a ser utilizada nesta nova época com mais frequência [ver vídeo acima]. Caso se confirme, essa tendência obrigará a um trabalho redobrado para os homens do meio-campo no que toca à disputa das segundas bolas, assim como dos três homens mais adiantados.

      O que falta?

      © Kapta+

      Com o mercado de transferência a apenas uma semana de terminar há ainda algumas posições a precisarem de reforços no plantel famalicense, com especial ênfase para uma em específico, a de lateral direito. Contra o Benfica, João Pedro Sousa adaptou o jovem médio de 22 anos Jorge Pereira a lateral-direto, mas este lesionou-se e deu lugar ao central brasileiro Patrick, que voltou a ser utilizado neste jogo frente ao Belenenses SAD.

      As lacunas apresentadas por ter um defesa central adaptado a lateral direito foram evidentes neste jogo. Face à sua posição natural, o defesa brasileiro subiu pouco no terreno, o que, no futebol moderno, acaba por ser uma lacuna, uma vez que a inclusão dos laterais no último terço no terreno cria bastantes desequilíbrios nas equipas adversárias. Além disso, no processo defensivo, Patrick William junta-se demasiado aos seus colegas de posições mais centrais, especialmente quando a bola se encontrava na ala contrária, obrigando Rúben Lameiras a trabalhos redobrados e de algum desgaste.

      Outra posição que ainda pode ser reforçada é a de avançado, mas isso dependerá bastante do que João Pedro Sousa pretende da equipa nesta época. Caso a opção passe pelo tal estilo de jogo mais direto acima referido, Del Campo e, especialmente, Campana, servirão para o pretendido, mas caso o técnico português pretenda, nem que seja a espaços, algo semelhante àquilo que a equipa apresentava na época passada e que Toni Martínez oferecia ao nível de mobilidade, será necessário uma outra opção.

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