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O Caldeirão
Rodrigo Correia
2018/02/09 20:59
E5
“O Caldeirão” é uma coluna de opinião onde serão “cozinhados” temas relativos ao futebol português, tentando descentralizar o foco dos mesmos três clubes. Os “ingredientes” deste espaço serão, naturalmente, verde-rubros, apresentando contudo imparcialidade e respeito por todos os outros emblemas.

As contas do Marítimo estão bem e recomendam-se. Nos últimos anos os resultados financeiros têm sido muito positivos, devido a um trabalho de gestão exigente e a um controlo rigoroso por parte da direção. Temos um património rico, que deixa qualquer maritimista orgulhoso, estando ainda idealizada a construção de uma academia que possa dar melhores condições, não só às equipas profissionais de futebol, como também às escolinhas. Sendo um clube formador certificado, deveremos dar um salto qualitativo no que às infraestruturas diz respeito.

Contudo, a vertente desportiva tem sido severamente penalizada na última década (com uma ou outra exceção). A qualidade dos nossos plantéis tem vindo a decair, prevendo-se que assim continue nos próximos anos, devido à responsabilidade que o clube tem perante a banca. Deste modo, o Marítimo continua sem capacidade financeira para ombrear com outros emblemas que têm aumentado substancialmente o seu poderio. Plantéis de equipas como Rio Ave, Desportivo de Chaves, Desportivo das Aves ou Portimonense são bem superiores, existindo outros a caminhar nesse sentido. Recordo que o sonho da direção (e o meu e de todos os maritimistas, naturalmente) é chegar à Liga dos Campeões. Infelizmente, na ausência de uma aposta desportiva verdadeira, acredito que estaremos mais perto da outra ponta da tabela classificativa; nem todos os anos se acerta nos jogadores e/ou no treinador, podendo uma determinada época trazer o sabor amargo da descida de divisão. E temos um exemplo concreto mesmo ao nosso lado na Choupana…

O património é importantíssimo, assim como as outras modalidades, ninguém o nega, no entanto o que move e entusiasma a massa associativa são os resultados desportivos do futebol. É o futebol que acaba por alavancar o restante. Assim, sem por em causa o rigor financeiro, a vertente desportiva da equipa principal do Marítimo tem de merecer (muito) mais atenção, sendo que diferentes opções podem ser ponderadas e exploradas sem comprometer a “independência” e a identidade do clube. Atualmente, e à luz do que já acontece em muitos campeonatos europeus, existem investidores ou parceiros internacionais que poderão contribuir para que a qualidade do conjunto verde-rubro aumente consideravelmente (previamente estudados e analisados de modo a evitar que o clube seja um “depósito” de jogadores de qualidade duvidosa). Além disso, e apesar de ser um tema polémico, o naming do estádio poderia igualmente ser equacionado pois, para nós, o Estádio do Marítimo vai ser sempre o Estádio do Marítimo. Temos exemplos de clubes poderosos a nível mundial que já o fizeram. A direção tem de ser audaz, criativa e “agressiva”, sob pena de ser ainda mais ultrapassada por diversos clubes nacionais, sem nunca esquecer o interesse e a grandeza do maior das ilhas.

PS1: Algumas notas relativamente ao atual momento do Marítimo:

  • Presidente e treinador não podem ter discursos opostos! Não temos plantel para lutar pela Europa, mas também não temos plantel para lutar apenas pela manutenção.
  • A política de contratações não foi feliz (como habitual). Quem quer a Europa não pode ir buscar jogadores dispensados do Sp. de Braga e do Vitória de Guimarães. Quem quer a Europa tem de ter mais cuidado com a construção do plantel e respetivos reforços. Discordando, de uma maneira geral, da forma como os empréstimos são feitos em Portugal, acredito que, com 2 ou 3 jogadores emprestados que acrescentem qualidade à equipa, poderemos estar mais próximos do êxito desportivo, valorizando igualmente os nossos ativos.
  • Daniel Ramos tem tido um discurso pouco conseguido, talvez para se “proteger” de uma má época. Faz sentido estar desde o início da época a defender que o plantel não tem qualidade e que lutamos pela manutenção? Que mensagem transmite aos jogadores? Retira pressão mas perde ambição e, possivelmente, confiança. O ambiente no balneário não parece ser o melhor…
  • Tem havido demasiadas lesões musculares. Qual a razão?
  • Por fim, os jogadores: por menor que seja a qualidade, têm de dar o máximo pelo clube que representam. Por vezes fica a sensação que estão a fazer figuras de corpo presente.
  • Como consequência disto tudo, a média de espetadores está a baixar de jogo para jogo…

PS2: Que ventania estava na Amoreira…



Comentários (5)
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motivo:
TU
Bom artigo
2018-02-10 17h25m por TugaMaritimista
É com muita pena minha que não posso contribuir para a estatística das assistências. Na páscoa esse número sobe.
VE
erro
2018-02-10 09h44m por VerdeRubro
no comentário anterior quando escrevo "No meio campo falta-nos o Sen e o Ibson" queria dizer "Sen e Ebér Bessa. ".
VE
CS MARITIMO
2018-02-10 09h40m por VerdeRubro
Caro Rodrigo Correia,

quem segue o CS Maritimo não pode ficar admirado com a fase que o clube está a atravessar, tendo em conta a qualidade do plantel, anormal foi a espectacular primeira volta que a equipa fez.

Critica-se muito o discurso do Daniel Ramos e a sua táctica defensiva, não concordo com essas criticas pois quem fez o que ele fez nestes últimos 18 meses na Madeira com um plantel tão fraco não pode ser mau motivador, antes acho que ele está decepcion...ler comentário completo »
Marítimo
2018-02-10 03h57m por lipovski
Qualidade na defesa e no meio campo, mas pouco talento e opções de ataque. Julgo que é esse o principal problema deste ano. São um dos piores ataques.

É ótimo o clube estar equilibrado financeiramente. Os maritimistas deviam estar orgulhosos disso. Clubes com dívidas só dão saltos para o abismo.

Mas concordo em parte com o artigo, deveriam ser mais audazes na procura de novas receitas. O momento do Marítimo ainda vai chegar!
Parabéns pelo artigo
2018-02-10 02h47m por we0ron
Boa leitura.

De facto, depois do Braga chegar à Liga dos Campeões havia alguma expectativa que o Marítimo fosse o próximo a dar o salto. O Vitória e o Paços tiveram próximos, mas para já ainda não tivemos mais nenhuma equipa portuguesa a estrear-se na elite europeia.

No papel o Marítimo tinha condições para isso, um clube com história para tal. No entanto, más escolhas de treinadores, planteis muito medianos não deram muitos frutos. As próprias participaç...ler comentário completo »
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