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      Pelas minhas gavetas do futebol
      Tiago S. Nogueira
      2020/06/30
      E2
      Tiago Santos Nogueira partilha com os leitores o seu espaço de opinião “Pelas minhas gavetas do futebol". Em forma de viagem, a cada mês será aberta uma gaveta e dela sairá futebol. Assim como a adjacente magia do desporto.

      Bruno Lage, natural de Setúbal, assumiu o cargo de treinador do SL Benfica a 3 de janeiro de 2019, numa altura em que as águias ocupavam o quarto lugar do Campeonato, a sete pontos da liderança. Víamos, até então, uma equipa inconstante e desconfiada do sucesso. Pois bem, com a sua chegada tudo mudou. Houve uma magia diferente no Estádio da Luz, o carrossel ofensivo era notícia e os jovens tiveram uma afirmação desmedida. Algo que toda a gente na estrutura dos encarnados augurava. De recordar também que, na presente temporada, o SL Benfica de Bruno Lage só perdeu um jogo na primeira volta, somando 16 (!) vitórias consecutivas. Ainda assim, a memória é muito curta num mundo em que o ontem desaparece à velocidade da luz. Inclusive um par de exibições com nota artística, entre elas uma goleada, por 5-0, frente ao eterno rival Sporting na Supertaça. No total, Lage somou 51 vitórias, 12 empates e 13 derrotas. 181 golos marcados em 76 jogos. Mas a escuridão facilmente ocupa o papel principal e coloca a luz em segundo plano. Sobretudo numa dimensão com este mediatismo.

      O futebol é mesmo o momento. Aliás, Pedro Abrunhosa canta aquilo que Bruno Lage, seguramente, sente: “Perdes-te comigo, porque o mundo é o momento”. Bruno Lage já não é mais o treinador do SL Benfica. O técnico português, de 44 anos, levou a formação encarnada à conquista do título nacional em 2018/19, quando poucos acreditavam, e já esta época conquistou a Supertaça. Contudo, nos últimos 13 jogos conseguiu somar apenas duas vitórias, tendo sido eliminado da Liga Europa pelo Shakhtar de Luís Castro. Olhe, de uma coisa estou certo: a cultura desportiva britânica olha para esta notícia e sorri. De embaraço e deslustre.

      Por falar em terras de sua Majestade, não posso terminar sem antes mencionar que o Liverpool conseguiu mesmo quebrar um jejum que durava há 30 anos. Conquistou a tão desejada Premier League e Jürgen Klopp deixou que as lágrimas tivessem o melhor discurso de todos. O treinador alemão não conteve a emoção, relembrando-nos que há mesmo “gente que fica na história da gente”. Felizmente, o Covid-19 não suspendeu um troféu que pertencia, por mérito indiscutível, aos homens de Anfield Road. Em contrapartida, uma terrível lesão escreveu o adeus em definitivo de Jérémy Mathieu. O número 10 que jogava a defesa-central. O “velhinho” que passeava classe dentro de um campo de futebol. Juntando tudo, é caso para dizer: You’ll never walk alone, Mathieu.
       



      Comentários (2)
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      motivo:
      LU
      Cultura desportiva britânica
      2020-07-01 11h13m por luisfbdias
      Então mas o Pochettino não foi despedido a meio da época depois de levar a equipa à final da champions na época anterior? É essa a cultura desportiva britânica que se ri do despedimento do Lage? Argumentos ridículos. . .
      Crónica
      2020-06-30 23h59m por tomas_a_pereira
      Esta crónica está uma verdadeira mixórdia de temáticas. 75 % Lage, e de repente são abordados mais dois ou três assuntos numa frase cada. ainda assim, divertido. Obrigado.
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