placardpt
      O meu mundo aos quadrados
      José Pedro Pais
      2020/06/14
      E6
      "O meu mundo aos quadrados” é uma coluna de opinião que pretende fugir ao império comunicacional dos três grandes, sob a perspetiva de um adepto do futebol pela positiva, profissional e transparente, que por acaso é boavisteiro.
      O mundo dá muitas voltas. 
       
      A forma das equipas varia significativamente ao longo da temporada, de mês para mês ou até mesmo de semana para semana. 
       
      A crescente competitividade e conhecimento da “ciência do futebol” aproxima os clubes e torna os resultados mais imprevisíveis, pelo menos entre a maioria dos clubes de orçamento aproximado em Portugal. 
       
      O Boavista e o Braga são exemplos disso mesmo esta temporada. 
       
      O Braga de Sá Pinto começou mal, o Boavista de Lito Vidigal começou bem (com pontos). 
       
      Ambos acabaram por ser despedidos a meados de dezembro fruto do mau futebol praticado, embora o treinador axadrezado tivesse a atenuante dos pontos amealhados até à data.
       
      Foram substituídos por Ruben Amorim e Daniel Ramos, respetivamente. Os ciclos inverteram-se (no Bessa esta queda já tinha começado umas semanas antes da entrada de Daniel Ramos), o Boavista passou a ter muitas dificuldades em alcançar pontos e vitórias, e o Braga entrou numa espiral vitoriosa que os conduziu a uma impressionante escalada na tabela classificativa e, inclusive, à conquista da Taça da Liga no final de janeiro.
       
      Entretanto, o Sporting contrata Ruben Amorim ao Braga, e Salvador promove Custódio a treinador principal. 
       
      Eis que chega a pandemia, o futebol é suspenso durante 3 meses, e muitas coisas voltam a mudar. 
       
      Esta longa e atípica paragem parece ter tido efeitos distintos nas equipas. O Braga apareceu irreconhecível na derrota contra o Santa Clara, e o Boavista apareceu diferente - para melhor - contra o Moreirense, pese embora tenha igualmente perdido. 
       
      Não sou adepto de vitórias morais e, por isso, mantive “desconfiança” quanto à nova forma do Boavista até assistir a uma sequência na(s) semana(s) seguinte(s). 
       
      Ontem, para imensa felicidade minha e de todos os meus amigos e conhecidos boavisteiros, tive a confirmação. 
       
      O Boavista apresentou-se no Estádio Municipal de Braga com personalidade e ambição, mantendo a sua original coesão defensiva (a 3a melhor do campeonato), e explorando espaços no meio campo adversário. 
       
      Talvez esta seja mesmo a melhoria mais evidente deste Boavista: a nova dinâmica ofensiva. 
       
      O Boavista tem mostrado predicados ofensivos e foi capaz, nestes dois jogos, de criar várias oportunidades de golo. 
      Apesar de pecar na finalização (apenas marcou um golo na conversão de uma grande penalidade), a nova toada ofensiva do Boavista aponta para um expectável aumento do número de golos marcado por jogo, principal debilidade da equipa este ano (pior só mesmo o Portimonense). 
       
      As causas que justificam esta melhoria poderão ser várias, e serão verificadas no decurso das próximas semanas, mas penso que estarão essencialmente assentes no novo sistema táctico que permite maior proximidade entre os médios criativos (Bueno e Paulinho) e os alas, no suporte aos atacantes, e talvez na ausência de pressão sobre os jogadores, aproximando-os do ambiente de treino, mais criativo e confiante. 
       
      Regressando ao jogo de ontem, o Boavista entrou no jogo com bastante coragem, refletida numa grande oportunidade desperdiçada por Bueno logo aos 5 minutos. A partir desse momento o Braga assumiu o jogo de forma infértil na primeira parte, apenas criando uma oportunidade (única no jogo) por Paulinho, perto do intervalo.
       
      A segunda parte foi de domínio axadrezado, tendo sido com alguma naturalidade que o Boavista chegou ao golo e preservou a vantagem até ao final.
       
      Contas feitas foram três pontos para o Boavista, seis no confronto direto entre as duas equipas esta temporada, ampliando para 48-40 a vantagem histórica de vitórias dos axadrezados sobre os arsenalistas. 
       
      Seguir-se-á o Vitória de Setúbal no Estádio do Bessa e todos esperamos que a equipa, agora que já assegurou a manutenção, seja capaz de manter este momento crescente e realçar a qualidade existente no atual plantel.mundo dá muitas voltas. 
       
      A forma das equipas varia significativamente ao longo da temporada, de mês para mês ou até mesmo de semana para semana. 
       
      A crescente competitividade e conhecimento da “ciência do futebol” aproxima os clubes e torna os resultados mais imprevisíveis, pelo menos entre a maioria dos clubes de orçamento aproximado em Portugal. 
       
      O Boavista e o Braga são exemplos disso mesmo esta temporada. 
       
      O Braga de Sá Pinto começou mal, o Boavista de Lito Vidigal começou bem (com pontos). 
       
      Ambos acabaram por ser despedidos a meados de dezembro fruto do mau futebol praticado, embora o treinador axadrezado tivesse a atenuante dos pontos amealhados até à data.
       
      Foram substituídos por Ruben Amorim e Daniel Ramos, respetivamente. Os ciclos inverteram-se (no Bessa esta queda já tinha começado umas semanas antes da entrada de Daniel Ramos), o Boavista passou a ter muitas dificuldades em alcançar pontos e vitórias, e o Braga entrou numa espiral vitoriosa que os conduziu a uma impressionante escalada na tabela classificativa e, inclusive, à conquista da Taça da Liga no final de janeiro.
       
      Entretanto, o Sporting contrata Ruben Amorim ao Braga, e Salvador promove Custódio a treinador principal. 
       
      Eis que chega a pandemia, o futebol é suspenso durante 3 meses, e muitas coisas voltam a mudar. 
       
      Esta longa e atípica paragem parece ter tido efeitos distintos nas equipas. O Braga apareceu irreconhecível na derrota contra o Santa Clara, e o Boavista apareceu diferente - para melhor - contra o Moreirense, pese embora tenha igualmente perdido. 
       
      Não sou adepto de vitórias morais e, por isso, mantive “desconfiança” quanto à nova forma do Boavista até assistir a uma sequência na(s) semana(s) seguinte(s). 
       
      Ontem, para imensa felicidade minha e de todos os meus amigos e conhecidos Boavisteiros, tive a confirmação. 
       
      O Boavista apresentou-se no Estádio Municipal de Braga com personalidade e ambição, mantendo a sua original coesão defensiva (a 3a melhor do campeonato), e explorando espaços no meio campo adversário. 
       
      Talvez esta seja mesmo a melhoria mais evidente deste Boavista: a nova dinâmica ofensiva. 
       
      O Boavista tem mostrado predicados ofensivos e foi capaz, nestes dois jogos, de criar várias oportunidades de golo. 
      Apesar de pecar na finalização (apenas marcou um golo na conversão de uma grande penalidade), a nova toada ofensiva do Boavista aponta para um expectável aumento do número de golos marcado por jogo, principal debilidade da equipa este ano (pior só mesmo o Portimonense). 
       
      As causas que justificam esta melhoria poderão ser várias, e serão verificadas no decurso das próximas semanas, mas penso que estarão essencialmente assentes no novo sistema táctico que permite maior proximidade entre os médios criativos (Bueno e Paulinho) e os alas, no suporte aos atacantes, e talvez na ausência de pressão sobre os jogadores, aproximando-os do ambiente de treino, mais criativo e confiante. 
       
      Regressando ao jogo de ontem, o Boavista entrou no jogo com bastante coragem, refletida numa grande oportunidade desperdiçada por Bueno logo aos 5 minutos. A partir desse momento o Braga assumiu o jogo de forma infértil na primeira parte, apenas criando uma oportunidade (única no jogo) por Paulinho, perto do intervalo. 
      A segunda parte foi de domínio axadrezado, tendo sido com alguma naturalidade que o Boavista chegou ao golo e preservou a vantagem até ao final.
       
      Contas feitas foram três pontos para o Boavista, seis no confronto direto entre as duas equipas esta temporada, ampliando para 48-40 a vantagem histórica de vitórias dos axadrezados sobre os arsenalistas. 
       
      Seguir-se-á o Vitória de Setúbal no Estádio do Bessa e todos esperamos que a equipa, agora que já assegurou a manutenção, seja capaz de manter este momento crescente e realçar a qualidade existente no atual plantel.O mundo dá muitas voltas. 
       
      A forma das equipas varia significativamente ao longo da temporada, de mês para mês ou até mesmo de semana para semana. 
       
      A crescente competitividade e conhecimento da “ciência do futebol” aproxima os clubes e torna os resultados mais imprevisíveis, pelo menos entre a maioria dos clubes de orçamento aproximado em Portugal. 
       
      O Boavista e o Braga são exemplos disso mesmo esta temporada. 
       
      O Braga de Sá Pinto começou mal, o Boavista de Lito Vidigal começou bem (com pontos). 
       
      Ambos acabaram por ser despedidos a meados de dezembro fruto do mau futebol praticado, embora o treinador axadrezado tivesse a atenuante dos pontos amealhados até à data.
       
      Foram substituídos por Ruben Amorim e Daniel Ramos, respetivamente. Os ciclos inverteram-se (no Bessa esta queda já tinha começado umas semanas antes da entrada de Daniel Ramos), o Boavista passou a ter muitas dificuldades em alcançar pontos e vitórias, e o Braga entrou numa espiral vitoriosa que os conduziu a uma impressionante escalada na tabela classificativa e, inclusive, à conquista da Taça da Liga no final de janeiro.
       
      Entretanto, o Sporting contrata Ruben Amorim ao Braga, e Salvador promove Custódio a treinador principal. 
       
      Eis que chega a pandemia, o futebol é suspenso durante 3 meses, e muitas coisas voltam a mudar. 
       
      Esta longa e atípica paragem parece ter tido efeitos distintos nas equipas. O Braga apareceu irreconhecível na derrota contra o Santa Clara, e o Boavista apareceu diferente - para melhor - contra o Moreirense, pese embora tenha igualmente perdido. 
       
      Não sou adepto de vitórias morais e, por isso, mantive “desconfiança” quanto à nova forma do Boavista até assistir a uma sequência na(s) semana(s) seguinte(s). 
       
      Ontem, para imensa felicidade minha e de todos os meus amigos e conhecidos Boavisteiros, tive a confirmação. 
       
      O Boavista apresentou-se no Estádio Municipal de Braga com personalidade e ambição, mantendo a sua original coesão defensiva (a 3a melhor do campeonato), e explorando espaços no meio campo adversário. 
       
      Talvez esta seja mesmo a melhoria mais evidente deste Boavista: a nova dinâmica ofensiva. 
       
      O Boavista tem mostrado predicados ofensivos e foi capaz, nestes dois jogos, de criar várias oportunidades de golo. 
      Apesar de pecar na finalização (apenas marcou um golo na conversão de uma grande penalidade), a nova toada ofensiva do Boavista aponta para um expectável aumento do número de golos marcado por jogo, principal debilidade da equipa este ano (pior só mesmo o Portimonense). 
       
      As causas que justificam esta melhoria poderão ser várias, e serão verificadas no decurso das próximas semanas, mas penso que estarão essencialmente assentes no novo sistema táctico que permite maior proximidade entre os médios criativos (Bueno e Paulinho) e os alas, no suporte aos atacantes, e talvez na ausência de pressão sobre os jogadores, aproximando-os do ambiente de treino, mais criativo e confiante. 
       
      Regressando ao jogo de ontem, o Boavista entrou no jogo com bastante coragem, refletida numa grande oportunidade desperdiçada por Bueno logo aos 5 minutos. A partir desse momento o Braga assumiu o jogo de forma infértil na primeira parte, apenas criando uma oportunidade (única no jogo) por Paulinho, perto do intervalo. 
      A segunda parte foi de domínio axadrezado, tendo sido com alguma naturalidade que o Boavista chegou ao golo e preservou a vantagem até ao final.
       
      Contas feitas foram três pontos para o Boavista, seis no confronto direto entre as duas equipas esta temporada, ampliando para 48-40 a vantagem histórica de vitórias dos axadrezados sobre os arsenalistas. 
       
      Seguir-se-á o Vitória de Setúbal no Estádio do Bessa e todos esperamos que a equipa, agora que já assegurou a manutenção, seja capaz de manter este momento crescente e realçar a qualidade existente no atual plantel.


      Comentários (6)
      Gostaria de comentar? Basta registar-se!
      motivo:
      Lagesgr
      2020-06-15 22h02m por rs24bfc
      Percebo e até concordo com alguns dos teus pontos. Aliás não concordo muitas vezes com a opinião do JPP. Assim como acontece com opinioes de outros boavisteiros. O que é normal. . . é na diversidade de opiniões que um gajo cresce. Concordo que o artigo tem pouco fruto alias é algo recorrente, mas não isso não justifica trazer cenas da vida dele para aqui. O que é que as opcoes politicas dele tem a ver com o zerozero? Acho que fizeste um julgamento ao homem que além futebol.
      ler comentário completo »
      LA
      pedroroberto e nunoberto79
      2020-06-15 17h41m por lagesgr
      Aziado?? Assalariado da Sad? Mas esta tudo bem??
      Ai o JPP, como adepto do BFC, pode dar a opiniao que quiser mas eu, tambem como adepto do BFC, nao posso fazer o mesmo? Presumo que esse tipo de atitude perante a vida tenha os seus beneficios. . .
      Vou-me repetir, mas e de bom grado. Nao tenho nada, absolutamente nada contra o JPP. Nem sequer conheço o rapaz. Secalhar se frequentasse comicios e jantares do partido socialista ja tinha tido oportunidade para falar c ele, mas...ler comentário completo »
      NU
      pedroroberto
      2020-06-15 09h29m por nunoberto79
      Pedroroberto, não dês importância a quem não tem. . esse lagesgr deve ser um dos assalariados da SAD, ou será da funaddict? ahahah

      Quanto ao artigo, só faltou a referência à vingança dos 6 pontos do ano do titulo. . a vingança pode tardar mas não falha.
      AN
      Boavistão!
      2020-06-14 23h57m por antoniorafael73
      Grande vitória ! Eles não passam do clube do quase. .

      Parabéns pelo artigo!
      PE
      lagesgr
      2020-06-14 23h55m por pedroroberto
      já faltava aqui o aziado do lagesgr que vive obcecado com o jpp. já todos os boavisteiros perceberam que este é daqueles que vive do clube (e não para o clube) e que vive com medo da própria sombra. . calma rapaz, o jpp só está a dar a sua opinião como adepto do Boavista, que todos apreciamos.

      um conselho para o lagesgr: compra rennie que isso passa!

      jpp: continua assim, és grande!
      LA
      jpp
      2020-06-14 22h24m por lagesgr
      Ja nao escrevia uma cronica ha mais de 5 meses (o que, por si só, ja diz muito). Continuava calado e era o que fazia melhor. Vir relatar e constatar factos que todos conhecemos nao me parece que acrescente nada de util mas enfim. Nada de novo nas obras de arte deste iluminado. Só aquela medianiazinha a que ja nos habituou. O ZZ sabe realmente escolhe-los a dedo.

      OPINIÕES DO MESMO AUTOR

      Terminou o ano e, como sempre, é altura de fazer uma reflexão sobre o ano (civil) axadrezado. O Boavista entrou em 2019 na 13ª posição do campeonato, ...
      09-01-2020 11:01E1
      Lito Vidigal foi despedido do Boavista sem grandes surpresas após quatro derrotas nos últimos cinco jogos. No futebol, como na vida, o que hoje é verdade, amanhã ...
      17-12-2019 22:02E8
      Não vou fazer qualquer análise subjetiva ao jogo de ontem. Sobre isso já foram escritos centenas de artigos e estão a ser televisionadas centenas de horas de debates....
      07-12-2019 17:45E15
      Opinião
      Oitava Arte
      Álvaro Costa
      O sítio dos Gverreiros
      António Costa
      O Melhor dos Jogos
      Carlos Daniel
      Campo Pelado
      Pedro Jorge da Cunha
      O sítio dos Gverreiros
      António Costa
      Oitava Arte
      Álvaro Costa