A ideia que identifica o jogar
Sérgio Peixoto
2019/05/15
E2
Espaço de análise desportiva, onde se procurará descortinar as dinâmicas que compõem a ideia de jogo, das equipas do G15;

Foi com enorme expectativa que no final da temporada passada soubemos que o Vitória SC tinha como intenções contratar Luís Castro para Treinador principal. Essa contratação era a garantia de duas coisas: um futebol admirável, rico, dinâmico e inteligente; e resultados (campeão pelo FC Porto B, 5º ao leme do Rio Ave e um fantástico 6º lugar com o GD Chaves).

O inicio de temporada não foi fácil para a turma de Luís Castro, com a derrotas na luz na primeira jornada, e no jogo seguinte em casa na receção ao Feirense. Mas a partir daí foram 12 jogos seguidos sem conhecer o sabor da derrota, onde estão incluídas as vitórias no Dragão, em casa com o Sporting e o empate com o SC Braga.

Tudo corria bem para os lados do Minho, mas a derrota na Madeira e em Belém fizeram soar o alarme. O alarme de que a segunda volta seria dura e difícil. E foi … estamos na 32º jornada e o Vitória após esse fantástico jogo frente ao Sporting (diga-se de passagem, que já não me recordava ver uma equipa a ser tão superior frente a dos três “grandes” em Portugal), só venceu por mais 6 ocasiões. É verdade apenas 6 vitórias … Curioso não é? Mas nós, que não andamos desatentos, sabemos também que este mesmo Vitória que nos encantou, e que particularmente me continua a encantar, tem o 5º melhor registo dos últimos 20 anos do clube e mais importante ainda, tem um elemento que é garantiria de sucesso. Esse elemento tem nome: Processo. Processo de Luís Castro.

“Defendo que uma equipa deve construir a partir de trás, para promover um jogo de maior ligação entre linha defensiva media e ofensiva, para poder com isso chegar o mais junto possível à frente. Que forme de forma constante triângulos, para poder promover jogo interior e exterior, que faça uma variabilidade de jogo pelos três corredores com fluidez. Que esse jogo esteja assente numa boa capacidade de rececção e passe e que a equipa chegue à frente. Consiga chegar a zona para servir (em detrimento do cruzamento) para a finalização, para que assim seja possível reagir forte à perda de bola, uma vez que estamos mais juntos. Se não conseguirmos (ficar com bola) num primeiro momento, devemos baixar, baixando linhas à medida que o adversário vai crescendo no campo, criando zonas de pressão, (…) sempre com o intuito de levar a equipa adversária para uma zona onde nós possamos pressionar, roubar e começar a construir retirando a bola da zona de pressão”

Análise ao momento de Organização Ofensiva do VSC

1º e 2º Submomentos (Saídas e Construção):

3º e 4º Submomentos (Criação e Finalização):

Nós que amamos o jogo, não nos deixamos enganar pelos comentários de que o futebol encantador, belo e dinâmico não soma pontos. Porque de uma coisa nós temos a certeza: Luís Castro é um apaixonado. Apaixonado pelo jogo e consequentemente pelos resultados.



Comentários (2)
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motivo:
Correcção
2019-05-15 10h41m por miguelmontenegro
O Rio Ave de Luís Castro ficou em 7º e não em 5º. O Rio Ave de Miguel Cardoso é que ficou em 5º lugar.
Guimarães
2019-05-15 09h39m por emon_mes
O V. Guimarães fez uma época normal. Os adeptos e claques é que são muito exigentes.
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