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Sp. Espinho

2014/11/07 11:41
Texto por Álvaro Gonçalves
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«Espinho, Espinho, Espinho luta sempre vai em frente. Espinho, Espinho, Espinho tens aqui a tua gente. Espinho, Espinho, Espinho luta sempre vai em frente. Espinho, Espinho, Espinho tens aqui a tua gente. Somos o Espinho, somos o Espinho, gente do mar que exulta e sofre, almas a vibrar em emoções, gargantas roucas de tanto sofrer. Somos o Espinho, somos o Espinho, gente do mar que exulta e sofre, almas a vibrar em emoções, gargantas roucas de tanto gritar. Força, força campeões». 

É com estas palavras que começa o hino do SC Espinho, emblema histórico do futebol português, clube de uma cidade do distrito de Aveiro, mas mais ligada sentimentalmente ao grande vizinho do norte, a Cidade Invicta, que na verdade fica bem mais próxima de Espinho que a capital do Distrito a que pertence.

Cidade famosa pelo mar, pela praia, pelo casino, pela linha de comboio que rasgava a cidade a meio, assim como pelas ruas numeradas, Espinho é uma cidade do Desporto, com forte ligação ao voleibol e à sua variante de praia. Mas dentro das quatro linhas, em campos pelados ou relvados, o Sporting de Espinho também fez história, sendo presença recorrente entre os grandes da década de 70 à década de 90.

Primeira direção do SC Espinho. O presidente (sentado no meio) era Joaquim Gomes dos Santos ©Espinho Balente
Tudo começou a 11 de novembro de 1914, numa altura em que a Europa estava num caos com o início, quatro meses antes, da Primeira Guerra Mundial, na qual Portugal participaria ao lado dos Aliados a partir de 1916. Mas para já, Portugal ainda não participava no conflito, vivendo já de si um período conturbado, com a I República (proclamada quatro anos antes) a debater-se com crises sucessivas.

Nessa altura, a vila de Espinho (estatuto que atingiu em 1899) já tinhas as características atuais, nomeadamente no que diz respeito à pesca e ao turismo, e um grupo de gente humilde decidiu criar aquela que na altura se tornou na 27.ª agremiação desportiva no país a dedicar-se à prática do Desporto Rei.

Até à data da fundação do SC Espinho, vários rapazes, a maioria sem grandes recursos económicos, disputavam torneios particulares com clubes do Porto. Foi graças a essa paixão que o clube nasceu, tendo Joaquim Gomes dos Santos como primeiro presidente. O SC Espinho nasceu para ficar e Alberto Valente, jornalista que foi atleta do clube, escreveu palavras precisamente nesse sentido em 1931, apenas 17 anos após a fundação, no número único que foi impresso da publicação Espinho Ilustrado.

«Foi há muito tempo já que alguns rapazes falaram pela primeira vez na fundação do Sporting Clube de Espinho. E os velhos papás desses jovens que hoje também já são...papás, estremeceram de terror só em pensar que os meninos queriam andar, como doidos, a traz duma bola de coiro, suando por todos os poros, com joelhos à mostra, aos encontrões uns aos outros e, ainda por cima, rebentando as botas e sapatos.

Há tanto tempo que isso foi...(...) Logo nos primeiros tempos, nos tempos lendários das balizas às costas, os jogadores de camisa branca com colarinho e punhos negros começaram a fazer das suas...Principiaram a dar que falar...Vinham grupos de fora, de Ovar, do Porto, de Aveiro, etc, e a malta de então já levava a melhor.

O antigo Campo das Rolhas e um outro fronteiriço à Fábrica Brandão Gomes, foram os primeiros cartazes de sensação para a boa propaganda e glória do Sporting. É certo que não mereceram prémios chorudos – mas talvez por isso mesmo, foram eles que melhor reclame fizeram ao Club, à terra, à região, à praia e a....Espinho.(...) Mas o Sporting Clube de Espinho não é como os heróis de curta vida que se deixam adormecer nos louros conquistados. Se hoje vale dez, só pensa em valer cem. A alma desportiva é uma alma de luta.

O Sporting possui já, mercê dos esforços das gerações antigas, um passado honroso que o enobrece. Tem tradições que pretende defender com unhas e dentes
».  

Conquista da Taça de Honra após final adiada devido a corrida de touros

Apesar de em 1924 ter sido um dos sócios fundadores da Associação de Futebol de Aveiro, o SC Espinho após a sua fundação inscreveu-se na Associação de Futebol do Porto, participando nas competições por esta organizada. Assim, em 1918 participou na Taça de Honra, competição que contou também com a presença do FC Porto, Boavista e Salgueiros.

Os espinhenses eliminaram o Boavista nas meias-finais e garantiram o passaporte para a final, na qual tiveram o Salgueiros como adversário. O jogo decisivo estava marcado para o Campo de Ramalde, mas no mesmo dia ia realizar-se uma corrida de Touros na praça da Areosa, razão pela qual o Salgueiros pediu o adiamento do jogo, pedido que não foi atendido pela Associação de Futebol do Porto, que acabou por atribuir a vitória na competição ao SC Espinho, alegando falta de comparência do adversário.

Porém, os espinhenses, não satisfeitos com o desfecho apesar de terem a taça na sua posse, propuseram a realização da final contra o Salgueiros a 25 de agosto de 1918. A única alteração foi o local do encontro, a realizar-se no Campo da Avenida, em Espinho, e não no Campo de Ramalde. O SC Espinho acabou por golear o Salgueiros por 4x0 e assim conquistar na mesma o troféu. Joaquim Assis, Américo Valente, António Moreira, Mário de Castro, Velez Carneiro, Carlos Lopes, João Brito, Lopes Carneiro, Tavares Bastos, João Nunes e Artur Sebastião foram os jogadores espinhenses que atuaram nessa partida.

A primeira grande competição que o SC Espinho conquistou foi a Taça de Honra da AF Porto ©Espinho Balente
«Já antes da hora marcada o nosso magnífico campo de jogos oferecia um aspecto encantador tal a numerosa multidão que desejava presenciar tão sensacional encontro. Nas cadeiras, principalmente, a assistência era das mais escolhidas e constituída na sua maioria por senhoras que imprimiam à festa um certo cunho de distinção.

O comboio das 15 horas e meia trouxe também imensa gente na sua quase totalidade sócios dos clubes desportivos do Porto, para quem a luta que se ia travar revestia uma certa importância, e não exageremos afirmando que à hora do desafio começar se encontravam, dentro e fora do recinto, para cima de duas mil pessoas. (…) Deviam ser aproximadamente dezasseis horas e quarenta e cinco minutos, quando o árbitro Sr. Avila Nunes, apitou para se dar começo ao encontro. Coube a Espinho a escolha do campo, pertencendo a bola de saída ao Salgueiros. (…) Depois de se ouvirem os 'hurras' do estilo pelos capitães dos grupos, a gentil Ermengarda, filhinha queria do nosso prezado amigo Se.

Eurico Pousada deu o pontapé inicial. (…) Assim foi decorrendo o jogo sempre num crescendo de animação até que a certa altura Tavares Bastos, aproveitando uma boa passagem, engana a defesa contrária, e num forte pontapé sesgado marca a primeira bola para o seu clube. O que então se passou é impossível de descrever.

Agitam-se lenços, chapéus andam no ar, vibram calorosos os 'hurras', esturgem palmas e aquela expansão de alegria, a que as senhoras se associam, parece interminável. A esfera vem ao centro e recomeça a pugna com mais ardor, se é possível. De todos os lados se ouve um incentivo. Os rapazes de Espinho confiam e parecem jogar com mais acerto; a asa esquerda conduz a bola velozmente, centra bem e Tavares Bastos apodera-se dela, prepara-se, e com explêndido pontapé converte-a em novo ponto para o Espinho.

O entusiasmo recresce entre a assistência há abraços. Muitos há que não podem conservar-se sentados; andam dum para o outro lado, e instintivamente gesticulam e parece andar também jogando. O jogo, entretanto continua e se uns querem aumentar o seu activo, os outros procuram a todo o transe igualar a vantagem do adversário.

O vento forte dificulta imenso o trabalho da defesa do Espinho que é obrigada a despender o máximo do seu esforço. João Nunes avança conscienciosamente e passa por alto; o guarda-redes do Salgueiros corre à bola, assim como Couteiro e Emílio, e Tavares Bastos quase impossibilitado de agir, forma um salto com toda a precisão, e com uma magnífica cabeça é ainda quem faz a terceira bola.

A manifestação quase atinge o delírio e alguns espectadores invadem o campo erguendo nos braços Tavares Bastos; a gente de Espinho vê sorrir-lhes a victória e não abranda em qualquer dos grupos a energia com que começaram.

Os ataques às redes sucedem-se com rapidez e é num deles em que, depois de uma defesa de Lino, oportunamente carregado, Brito com certeiro 'shoot' marca a última bola da tarde, o que dá azo a nova e estridente salva de palmas. (…) Mais uns minutos de jogo e o árbitro dá por terminado o encontro com a brilhante vitória do Sporting por quatro bolas a zero. Toda a assistência saúda os campeões, o nome do clube é aclamado, há abraços, erguem-se os jogadores ao ar, e deste há até um que...chora de alegria
», lê-se na crónica da edição do periódico Gazeta de Espinho, de 8 de setembro de 1918.

A estreia nas competições nacionais

O Campeonato de Portugal, prova organizada pela Federação Portuguesa de Futebol e que reunia anualmente os campeões distritais, foi a primeira competição de âmbito nacional em que o SC Espinho marcou presença.

Melhor marcador na 1.ª Liga Vítor Maia (27 golos)
Mais jogos na 1.ª Liga João Carlos (174 jogos)
Mais jogos como titular na 1.ª Liga Raúl (156 jogos)
Mais minutos disputados na 1.ª Liga Raúl (13922 minutos)
Mais jogos como suplente utilizado na 1.ª Liga Vitorinho Belinha (38 jogos)
Mais amarelos na 1.ª Liga Marcos Antônio (20 amarelos)
Mais duplos amarelos na 1.ª Liga Filó (3 duplos amarelos)
Mais vermelhos na 1.ª Liga Lino e Marcos Antônio (2 vermelhos)
Os tigres, na condição de campeões da Associação de Futebol de Aveiro, fizeram parte dos participantes na competição em 1925, tendo tido uma estreia feliz, ganhando à Académica por 2x1, na primeira eliminatória. Joaquim Simplício e António Rodrigues foram os marcadores dos golos espinhenses no encontro que decorreu no Campo de S. Domingos, em Aveiro.

Ultrapassados os estudantes, o sorteio ditou o confronto com o FC Porto, mas aí os dragões levaram a melhor, ganhando por 4x1. Júlio Cardoso, com um golo na própria baliza, apontou o tento de honra do SC Espinho frente àquele que iria sagrar-se vencedor do Campeonato de Portugal nesse ano, ganhando ao Sporting na final.

Refira-se que o SC Espinho participou por mais oito ocasiões na prova antecessora da Taça de Portugal, tendo no total da competição alcançado dez vitórias e 15 derrotas nos 25 encontros disputados (45 golos marcados e 80 sofridos).

O Ciclone de Espinho

O Campo da Avenida, atualmente designado Comendador Manuel Violas, é património desde sempre ligado à história do SC Espinho ©Catarina Morais
O fenómeno do futebol desde sempre reuniu muitos adeptos em Espinho. Assim, o clube sentiu a necessidade de proceder a obras no seu recinto, o Campo da Avenida, para poder acolher todos aqueles que pretendiam assistir ao jogos do SC Espinho para o campeonato distrital. 

Em 1925, as obras decorriam a bom ritmo, mas a passagem de um ciclone por Espinho tornou o sonho de um campo melhorado num pesadelo. A natureza tinha pregado uma partida ao SC Espinho, mas o clube conseguiu mesmo concluir as obras, graças à ajuda conseguida de diversas partes.

Através da imprensa da época, de donativos da Associação de Futebol do Porto e da Comissão de Turismo, da receita conseguida com um jogo da seleção nacional e de um empréstimo junto da Federação Portuguesa de Futebol, as obras no Campo da Avenida avançaram e ficaram concluídas dentro do prazo estabelecido.

«(...) Em 1925 apressavam-se as obras no Campo da Avenida para que a sua utilização se fizesse com brevidade por motivo dos jogos do campeonato distrital de futebol que, já nessa altura, trazia tudo e todos em alvoroço. A vedação do terreno encontrava-se quase concluída e o edifício dos vestiários, balneários, secretaria, dependências do guarda do campo, etc, - dos melhores daquele tempo, léguas em redor, - também viam muito próximo o fim da sua construção.

Quem estas linhas escreve regressava de Aveiro onde fôra por motivo de uma reunião da Associação de Futebol, tendo por companheiros de viagem dois desportistas que tinham ido àquela cidade com o mesmo fim. Enquanto o comboio ia comendo quilómetros -  a sua chegada a Espinho dava-se por volta das treze horas – falamos do nosso campo e com uma vaidade aceitável dizíamos: - Vocês vão ver se lhes falou ou não verdade. Quando éramos chegados à antiga Fábrica Brandão Gomes, chamamo-los à janela para apreciarem o nosso sonho de tantos anos.

Segundos depois, ficamos petrificados! O edifício e a vedação das proximidades estavam por terra! Paredes, travejamentos, janelas, portas, tudo constituía uma amálgama que os nossos olhos não queriam ver e que a nossa razão se recusava a acreditar como sendo verdadeiro tal espectácuço. Infelizmente assim era: um tufão – o ciclone de 1925 como ficou pelos tempos fora – atingiu Espinho e incidira mais sobre o bairro piscatório, tendo causado aquela destruição! E agora, como há-de ser?

Foi neste estádio que os tigres construiram uma história que honra os conterrâneos ©Catarina Morais


Interrogávamo-nos intimamente e o atordoamento não nos deixava raciocinar. Toda a imprensa do país se referiu ao facto e a desportiva não deixou de nos confortar com sugestões que apresentava para que pudéssemos proceder à reconstrução.

Sem dúvida que foi imensamente doloroso o transe por que o nosso Sporting passou. As palavras encorajadoras que nos dedicaram, as subscrições que se abriram na imprensa desportiva e por intermédio de particulares, as atitudes nobilíssimas da Federação de Futebol e da Associação de Futebol do Porto, aquela destinando-nos a receita líquida de um treino que se realizou no Campo do Progresso, no Porto, entre a provável selecção nacional e um grupo misto, com vista ao encontro internacional de Portugal x Hungria que tinha lugar no mesmo parque de jogos passado oito dias, e esta de quem tínhamos sido filiados durante bastantes anos e donde nos retiramos devido à fundação da Associação de Aveiro, ofertando-nos a quantia de cinco mil escudos – cinco mil escudos daquele tempo! - fizeram-nos acreditar que a solidariedade desportiva não era uma palavra vã e lançaram-nos decididos e corajosos para a reconquista desse sonho que tornou pesadelo quando era quase realidade (...)
», lê-se no O Espinho, boletim informativo do clube, de 11 de novembro de 1961, numa crónica que serviu para lembrar esse período difícil da história dos tigres. 

1974, o ano da subida

O SC Espinho garantiu pela primeira vez a subida à primeira divisão frente ao União de Lamas ©Espinho Balente
Foi em junho de 1974, dois meses depois do 25 de Abril, que o SC Espinho festejou pela primeira vez a subida ao principal escalão do futebol português. O jogo da festa foi frente ao vizinho União de Lamas e os tigres venceram por 2x1.

O Campo da Avenida, demasiado pequeno para a receção ao União de Lamas, festejou e de que maneira o feito do SC Espinho, algo que no início da época parecia quase impossível. Francisco Andrade foi o treinador responsável por subir de divisão, sendo o clube nessa altura presidido por Lito Gomes de Almeida.

A equipa do SC Espinho já não era constituída apenas por jogadores que dedicaram a vida ao clube, tal como acontecia antes, e Telé, avançado brasileiro, foi o melhor marcador na temporada de 1973/1974, com 26 golos.

A estreia

Foi a 8 de setembro de 1974 que o SC Espinho teve a estreia no principal escalão do futebol português. Na primeira jornada, os tigres deslocaram-se a Guimarães para medirem forças com o Vitória e foram goleados por 5x0. Rui Rodrigues, Jeremias, com um bis, Tito e Abreu foram os marcadores de serviço dos minhotos.

Raúl é o jogador com mais minutos disputados com a camisola do SC Espinho no principal escalão ©Glórias do Passado
O primeiro treinador do SC Espinho na primeira divisão foi Fernando Caiado e o primeiro onze foi composto por Aníbal, Ribeirinho, Valdemar, Gonçalves, Júlio, Hélder Ernesto, Bené, Augusto, Telé, Bernardo da Velha e Malagueta. Jogaram ainda Ferreira da Costa e João Carlos.


Após ter sido goleado pelo Vitória de Guimarães, o SC Espinho estreou-se nos jogos em casa para a primeira divisão na jornada seguinte frente ao Vitória de Setúbal.

Os comandados de Fernando Caiado conseguiram garantir o primeiro triunfo diante dos sadinos. O resultado final foi o 1x0 e Augusto foi o autor do tento da vitória, entrando para a história do clube como o marcador do primeiro golo dos tigres no principal escalão do futebol português.

Refira-se que o SC Espinho alinhou com Aníbal, Washington, Gonçalves, Valdemar, Simplício, Júlio, Bené, Augusto, Bernardo da Velha, Telé e Malagueta.

A época de 1979/80

Foi na temporada de 1979/1980 que os tigres alcançaram a melhor classificação de sempre ©Espinho Balente
A temporada de estreia do SC Espinho no principal escalão do futebol português não correu de feição, pois os tigres acabaram por descer à segunda divisão. No entanto, regressaram em 1977/1978, tendo sido novamente despromovidos no final dessa época.

Só em 1979/1980, quando voltaram ao convívio dos grandes, é que se conseguiram manter-se pela primeira vez no principal escalão, garantindo também a melhor classificação de sempre na primeira divisão, o 7.º lugar. Sob o comando de Manuel José, o SC Espinho realizou uma temporada tranquila, com 11 vitórias, seis empates e 13 derrotas nos 30 jogos disputados.

Durante cinco épocas consecutivas o SC Espinho conseguiu manter-se no principal escalão, mas acabou por ser despromovido ao fim da temporada 1983/1984, na qual terminou o campeonato como 16.º classificado.

Foram três anos de ausência, pois os espinhenses regressaram à primeira divisão em 1987/1988, garantiram a permanência com o 8.º posto alcançado, mas acabariam por descer novamente em 1988/1989. A partir daqui o SC Espinho nunca mais conseguiu ficar mais do que uma época entre os grandes. Regressou em 1992/1993, mas desceu na mesma época, voltando pela última vez em 1996/1997, caindo ao fim dessa temporada para iniciar um longo período de ausência entre os grandes.

O adeus ao primeiro escalão

Receção ao Salgueiros com o Estádio Comendador Manuel Violas lotado
Foi na tarde de 15 de junho de 1997 que o SC Espinho realizou o último jogo no principal escalão do futebol português. Já com a despromoção como cenário certo, os espinhenses receberam no Estádio Comendador Manuel Violas o Estrela da Amadora, treinado por Fernando Santos, e venceram por 2x1.

Bolinhas e Caetano foram os marcadores de serviço do SC Espinho no seu último encontro na primeira divisão e o último treinador a sentar-se no banco num jogo ao mais alto nível foi Edmundo Duarte.

Para a despedida, o técnico fez alinhar um onze composto por Dagoberto, Paulo Pires, Duka, Carvalhal, Joilton, Besirovic, Márcio Luís, Pedro, Carlos Pedro, Bolinhas e Artur Jorge Vicente. Entraram ainda Caetano, Soeiro e Peter Lipcsei.

A Taça de Portugal

O SC Espinho voltou a ser falado nos últimos dias a nível nacional por receber o Sporting para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Será a oitava vez que os dois conjuntos vão medir forças para a prova rainha do futebol português e nas sete anteriores verificaram-se apenas triunfos dos leões.

Tal como vai acontecer recentemente, em duas das sete partidas disputadas o SC Espinho jogou na condição de equipa visitada, mas isso de nada valeu para conseguir contrariar o favoritismo da turma de Alvalade.

Em ano de centenário, o SC Espinho volta a defrontar um grande na Taça de Portugal ©Catarina Morais
Refira-se que o mais longe que o SC Espinho conseguiu ir na prova foi aos quartos-de-final. A primeira vez foi precisamente na primeira edição, em 1941/1942, quando ganhou na primeira eliminatória ao Carcavelinhos por 4x2 e depois foi eliminado pelo Vitória de Guimarães, tendo perdido por 4x1.

A segunda vez que chegou tão longe na prova foi em 1988/1989, embora nessa edição já tenha disputado mais jogos. Primeiro começou por eliminar o Santacombadense ao fim de dois encontros (2x2 no primeiro e 7x0 no segundo que serviu de desempate), seguindo-se vitória sobre o Câmara de Lobos (1x4), Boavista (2x1) e Estrela da Amadora (1x0). A derrota acabou por surgir frente ao Belenenses (2x1).

Por fim, foi em em 1991/1992 que o SC Espinho chegou pela derradeira vez aos quartos-de-final. Eliminou o União de Tomar (0x0 e 1x2), União de Leiria (3x1), Vitória de Guimarães (2x0) e Chaves (0x0 e 1x1), tendo sido goleado pelo Benfica por 6x0.

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