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PSV Eindhoven

Texto por Pedro Marques Silveira
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A história do PSV é gloriosa, com conquistas dentro e fora de portas. Ao longo de cem anos, tantos foram os que vestiram a camisola vermelha e branca. Nomes como Waterreus, Stam, Jonk, Zenden, René van de Kerkhof, são incontornáveis, assim como os de van Bommel, Valckx, Cocu, Nilis e de Jong, já para não falar dos inesquecíveis van Nistelrooy, Robben e Ronaldo Nazário de Lima. 

Mas pensar no PSV será sempre para recordar os anos 80 e a gloriosa equipa que derrotou o Benfica no desempate por grandes penalidades e conquistou a Europa em Estugarda. Van Breukelen, Gerets, van Aerle, Koeman, Nielsen, Heintze, Linskens, Lerby, Vanenburg, Gilhaus e Kieft, foram os onze heróis dessa noite histórica.

Mas curiosamente, talvez nenhum deles terá lugar no pódio do coração dos adeptos do clube. Esses lugares estarão reservados para Willy van de Kerkhof, Ruud Gullit e o brasileiro Romário de Souza Faria. 

Nascimento

As ligações da grande indústria ao futebol serão muitas, mas poucas terão a força e o simbolismo da que liga a Philips ao PSV, sigla para Philips Sport Vereniging, literalmente Associação Desportiva da Philips. 

Seria na fábrica que dá lhe nome, que o clube nasceu. Mas já antes, em 1910, tinha surgido um clube de trabalhadores com o nome de Philips Elftal, «O Onze da Philips» em português, que disputava os seus jogos no Philips Sportpark, no mesmo local onde hoje se ergue o Philips Stadion. 

Essa primeira encarnação de um clube fabril chegou pouco tempo depois, a 31 de agosto de 1913. Naquele domingo, a empresa organizou um evento para festejar o centenário da derrota francesa nas Guerras Napoleónicas e a libertação dos Países Baixos.

Entre os festejos e as diversas atividades agendadas para esse dia, praticaram-se eventos desportivos e jogou-se futebol. E durante a jornada, um grupo de trabalhadores resolveu retomar a ideia de um clube proletário. Nascia novamente o Philips Elftal, que só mudaria de nome em 1916, quando passou a ser conhecido pelo nome que todos conhecemos hoje: Philps Sport Vereniging (PSV). Apesar das raízes industriais, os de Eindhoven eram conhecidos como os boeren, os camponeses. 

Primeiros passos

Nos primeiros tempos a equipa do clube apenas se limitou a treinar e a disputar pequenos jogos locais. O primeiro jogo de que há registo, foi disputado a 19 de setembro de 1915, contra as reservas do Willem II, o resultado seria uma derrota (2x3).

O então Campeonato dos Países Baixos (Eerste Klasse) estava dividido em quatro zonas: Oost (este), Noord (norte), West (oeste) e Zuid (sul). Os quatro vencedores de cada primeira divisão regional eram apurados para uma fase final a quatro.

O PSV, com sede em Eindhoven, pertencia a zona sul, mas o verdadeiro domínio do futebol holandês estava na região ocidental, na fortíssima Eerste Klasse Zuid, onde militavam os principais clubes do país, provenientes de Amesterdão, Roterdão e Haia. 

O clube começou por disputar as competições da Associação de Brabante, passando a disputar a 3.ª divisão regional. Promovido em 1918 ao segundo escalão, acabaria por ascender a Eerste Klasse Zuid em 1921, onde na época de estreia (1921/22) terminou no penúltimo lugar, evitando a despromoção graças à diferença de golos, superior à do despromovido VVV.

Durante as primeiras épocas o PSV era um clube da segunda metade da tabela, incapaz de discutir a competição com equipas mais poderosas como o Willem II, MVV Maastricht ou o NAC Breda, acabando por ser despromovido em 1924/25, depois de terminar a prova na última posição. 

As primeiras conquistas

Contra todas expectativas, o PSV regressou logo ao primeiro escalão de onde nunca mais caiu e onde conseguiu um quarto lugar, a melhor classificação até então. 

Entretanto, fora do campo, a equipa também crescia. Frans Otten tornava-se o responsável pela secção desportiva do clube e começou a reorganizar o clube, melhorando o estádio e as demais instalações. 

Em 1929, o PSV finalmente se impôs aos adversários e venceu a sua poule da Eerste Klasse, qualificando-se para a fase final, onde se sagrou campeão nacional. 

Na época seguinte o PSV perdeu o título regional para o Willem II, sendo incapaz de defender o título de campeão dos Países Baixos na ronda nacional. Mas nas três épocas que se seguiram os de Eindhoven conquistaram a Eerste Klasse Zuid, assumindo-se como a maior potência regional.

A nível nacional, o sucesso só voltaria em 1935 com a segunda conquista do troféu mais importante do futebol holandês. Já em 1932, o PSV chegava pela primeira vez à final da Taça (KNVB  Beker) perdida para o DFC (5x4).

A Guerra e a recuperação

Com dois títulos nacionais (1929 e 1935) e sete títulos regionais, além de duas presenças na final da Taça (1932 e 1939) o período até ao começo da Segunda Guerra Mundial marca a ascensão do PSV à condição de maior potência regional. Todavia, a ascensão à condição de potência nacional ainda teria de esperar algumas décadas. Entretanto, os Países Baixos iriam viver uma dos períodos mais sombrios da sua história: a Segunda Guerra Mundial.

O país que conseguira manter a neutralidade na Primeira Guerra Mundial, viu-se envolvido no conflito quando o exército alemão (Wehrmacht) invadiu os Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo, para mais facilmente atacar a França. Em sete dias o país estava todo ocupado pela Wehrmacht e assim seria até à libertação pelos aliados em Setembro de 1944.

Durante a ocupação o dia-a-dia era controlado até ao mais ínfimo detalhe pelas autoridades alemãs. O futebol contínuou, mas o PSV, que perdera um jogador (Johan Brusselers) em combate, não conseguiu manter os resultados da década anterior. A Philips passou a contribuir para o esforço de guerra alemão e a secção desportiva viu-se reduzida a "serviços mínimos" e o clube ressentiu-se. 

No fim do conflito o país estava em ruínas e Eindhoven não era exceção. Aos poucos a normalidade voltou à cidade e ao seu clube mais representativo. O primeiro sucesso do pós-guerra chegou em 1950, quando os rood-witten bateram o HFC (4x3 após prolongamento) na final da Taça. Um ano mais tarde a conquista do título nacional chegou após uma vitória sobre o rival Willem II. 

Estreia europeia
 
Na época de 1955/56, o PSV foi convidado a participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, tornando-se no primeiro clube holandês a participar nas provas europeias. A participação foi curta, com o PSV a ser eliminado logo na primeira ronda pelo Rapid de Viena. 
 
Estes eram os anos em que brilhavam Roel Wiersma, Piet van der Kruil e acima de todos Coen Dillen, o goleador que apontou 43 golos em 1956/57 e que abandonou o clube em 1961, depois de ter sido o melhor marcador da equipa, todos os anos, entre 1953 e 1960.  Um ano mais tarde chegou a vez de Frans Otten abandonar a direcção do clube, abrindo o caminho para a ascensão definitiva de Ben van Gelder à presidência.

Seria ele que tornaria o clube num dos mais profissionais do país e durante duas décadas, criaria as condições para fazer crescer o clube, até se tornar num dos clubes de  topo na Europa do fim dos anos 70 em diante. 
 
Anos 70
 
Campeão em 1962/63, o PSV passou a década seguinte na sombra do Ajax e do Feyenoord. Os dois gigantes de Amesterdão e Roterdão, dividiam entre si os campeonatos e lançaram-se à conquista da Europa, primeiro o Feyenoord em 1970, seguido do tri do Ajax de Cruijff (1971,1972 e 1973) que deixou a Europa aos pés do futebol holandês.
 
Mas a hora do PSV aproximava-se, e em 1975 a equipa de Kees Rijvers voltou a conquistar o título, que venceria novamente em 1976 e 1978, ano em que os Boeren conquistaram a Taça UEFA, batendo os franceses do Bastia por 3x0 (golos de Willy van de Kerkhof, Deijkers e Van der Kuijlenno) no jogo da segunda mão, depois de um empate no primeiro jogo na Córsega. 
 
A era de Hiddink
 
Van Gelder abandona o clube em 1980, dando o lugar a Kees Ploegsma que juntamente com Jacques Ruts começa a preparar a grande revolução em Eindhoven. Hans Kraay é chamado para comandar a equipa e é com ele ao leme que chegam ao Philips Stadion jogadores promissores como Ruud Gullit, Søren Lerby, Gerald Vanenburg e o internacional belga Eric Gerets.
 
Com a sua farta cabeleira e rastas e o seu icónico bigode, Ruud Gullit era a estrela da equipa, liderando o PSV à conquista do título de 1985/86. A importância do médio na equipa era tal que em março de 1987, Gullit não se coibiu de criticar abertamente, tanto o clube como Kraay. 
 
A reação da direção não foi suficientemente dura com Gullit e Kraay resolveu abandonar o clube. Gullit sairia pouco depois para o AC Milan, onde jogaria ao lado de outras duas estrelas do futebol holandês: Rijkaard e van Basten.
 
Para o lugar de Kraay chegou Guus Hiddink, ao mesmo tempo que o clube contratava Ronald Koeman. Na sua primeira época à frente dos vermelho-e-brancos, Guus Hiddink liderou a equipa ao segundo bicampeonato da sua história. 
 
A conquista da Europa
 
A época seguinte ficaria gravada a letras de ouro na história do clube. À conquista da dobradinha, a segunda do palmarés, somou-se uma carreira de sonho na Taça dos Campeões Europeus. 
 
Os turcos do Galatasaray foram o primeiro obstáculo ultrapassado, graças uma vitória clara em Eindhoven na primeira mão (3x0) que deu para gerir a partida na volta em Istambul. Seguiu-se o Rapid de Viena, batido no Prater (1x2) e novamente derrotado no Philips Stadion (2x0).
 
Nos quartos-de-final, um empate (1x1) no Parc Lescure abriu boas perspetivas, que se confirmaram quinze dias depois com o empate a zero em Eindhoven. Eliminado o Bordeaux, seguia-se a meia-final e o todo-poderoso Real Madrid. Hiddink tinha reservado para o clube espanhol, a mesma receita que usara com os franceses: um empate a um golo em Madrid, um empate a zero em casa e o carimbo para a final em Estugarda contra o Benfica.
 
No Neckarstadion, as duas equipas passaram o jogo com cautelas defensivas, não surpreendendo que não houvesse nenhum golo nem no tempo regulamentar, nem no prolongamento. A final resolveu-se nas grandes penalidades, e aí o PSV foi mais feliz e conquistou a Taça dos Campeões Europeus. 
 
Incubadora de craques
 
O PSV entrou na edição de 88/89 da Taça dos Campeões com o objetivo de defender o título, motivado com a contratação do brasileiro Romário. Isento na primeira ronda, teve de enfrentar o FC Porto na segunda. O jogo era aguardado com grande expectativa pela Europa do futebol. Frente a frente estavam os dois últimos campeões europeus e a imprensa holandesa fez da eliminatória com os portugueses um tira-teimas para eleger a melhor equipa do continente. 
 
Cinco golos sem resposta deixaram o campeão português destroçado. Quinze dias depois, nas Antas, o FC Porto limpou a honra com uma vitória por 2x0, mas a eliminatória estava perdida. O PSV prosseguiu para encontrar o Real Madrid. Tal como dois anos antes, os de Hiddink empataram a uma bola em casa, graças aos golos de Romário e Butragueño. 
 
Na segunda mão, Sanchéz abriu o placard com uma grande penalidade, o inevitável Romário empatou, mas os merengues acabariam por vencer com um golo no tempo e,xtra autoria de Martín Vázquez. Caía o campeão. Entretanto Ronald Koeman partia para Barcelona e o PSV cada vez mais se confirmava como uma incubadora de craques dos grandes de Espanha e Itália. 
 
Depois do tetracampeonato, o PSV perdeu o título para o rival Ajax em 1990, perdeu Hiddink, substituído por Bobby Robson. Entretanto, Romário, que fora o melhor marcador da liga durante três épocas seguidas, saiu para o FC Barcelona, depois de se ter incompatibilizado com Robson, que um ano depois também saía, rumo ao Sporting
 
De Mos era o novo homem do leme, mas o PSV parecia não ter a mesma força de outro anos, ultrapassado pelo regressado Feyenoord e pela nova geração do Ajax. Pouco restava da equipa que assombrara a Europa, quando chegou a vez de Eric Gerets e van Breukelen pendurarem as botas... 
 
Os anos de Dick Advocaat
 
Depois do mau começo na época de 1994/95, Dick Advocaat chegou para o lugar de De Mos. Com ele chegaria, proveniente do Anderlecht, o belga Luc Nilis, que seria sinónimo de golo em Eindhoven durante as próximas épocas. Outra contratação que daria brado, tratou-se de um brasileiro de 17 anos, de seu nome Ronaldo.
 
Na sua época de estreia, o avançado apontou 30 golos, chamando a atenção dos "tubarões" europeus. Apesar de uma lesão de longa duração na segunda época, Ronaldo ainda apontou doze golos e o PSV não conseguiu mais segura-lo, seguindo o craque as pisadas de Romário, transferindo-se para Barcelona
 
Campeões em 1997, com jogadores como Cocu, Stam ou Zenden, os de Eindhoven ameaçavam acabar com o domínio do Ajax na competição, mas falharam a revalidação do título na época seguinte. Os três jogadores abandonaram a equipa, juntamente com Advocaat. Para o banco regressou Robson, que entretanto deixara o FC Barcelona. Apesar de mais uma boa época de Nilis, o campeonato voltou a fugir para Amesterdão.

Anos de domínio 
 
Eric Gerets foi o senhor que se seguiu no banco, liderando o PSV à conquista da Eredivisie em 2000 e 2001, com um onze onde pontificava o goleador Ruud van Ni. Quando o belga saiu, Eindhoven aplaudiu o regresso de Hiddink, que conduzira a Coreia do Sul à meia-final do mundial de 2002. 
 
Na sua segunda passagem pela casa vermelha-e-branca, Guus Hiddink liderou o "colosso do Sul" a mais três escudos de campeão, num total de cinco troféus, menos dois dos que havia conquistado no glorioso período entre 1986 e 1988. O ciclo glorioso do PSV fecharia com Ronaldo Koeman e depois com Sef Vergoossen, que lideraram o clube à conquista da Eredivisie por mais duas vezes (2007 e 2008).
That year, defender Sjef van Run was brought in and a year later Jan van den Broek joined PSV; two players that would shape the squad in the coming years.[9] Behind the scenes, Frans Otten became chairman of the entire PSV sports union. He was responsible for bringing the club to a new level with new accommodations and stadium expansions. After winning the district league in 1929, PSV entered the championship play-offs. In that competition, it won 6 out of 8 matches. A 5-1 win against Velocitas from Groningen meant that PSV was crowned league champions for the first time.[10] In the following three years, PSV won the district league every year, but it could not win the play-offs until 1935. In that year, the team secured the second championship ever in a 2-1 victory against DWS.[9]
 
Due to World War II, attendances decreased significantly and in 1940, PSV player Johan Brusselers died in combat.[11] After the war, PSV signed two new strikers: Piet Fransen in 1948 and Coen Dillen in 1949.[12] In 1950, PSV got its first post-war success when the team defeated HFC Haarlem in the KNVB Cup final; the match ended in 4-3 after extra-time.[13] A year later, PSV won the district title after EVV failed to win their final match. Even though coach Sam Wadsworth resigned during the championship play-offs, the title was won after a 2-1 win over Willem II. The 1950-51 season was Dillen’s breakthrough, scoring 21 times and earning the nickname ‘The Canon’.[14] Besides Dillen and Fransen, a memorable player of the early 1950s success was goalkeeper Lieuwe Steiger, who ended up playing 383 matches for PSV.[15]
 
In 1955, PSV became the first Dutch club to enter the European Champion Clubs' Cup. The two matches against SK Rapid Wien ended in 1-6 and 1-0.[12] Other success in the fifties remained absent but in the 1956-57 season, Dillen scored 43 times – a Dutch record that still stands today.[16] The approaching sixties marked a shift in player’s heritage; the team went from mostly Brabantian men to players nationwide. Representative for this policy were defender Roel Wiersma, who arrived in 1954 and captained the team for a decade, and Piet van der Kuil, who came from Ajax for 59,000 euro (PSV's biggest transfer fee so far).[17][18] Dillen left the club in 1961 after being club top scorer every year from 1953 to 1960. In 1962, Otten also decided to quit as chairman of the sports union. By then, board member Ben van Gelder had gradually started to mold the club in his way. Throughout the next two decades, he became responsible for turning PSV into a full-fledged professional organization.[19
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Estádio
Philips Stadion
Lotação35000
Medidas105x68
Inauguração1910