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Paris SG

2012/08/10 23:02
Texto por João Pedro Silveira
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As luzes de Paris

Paris sempre foi uma das luzes do mundo. Cidade do iluminismo, cabeça da Revolução Francesa que espalhou o ideal  da «Liberdade, Fraternidade e Igualdade» pelos quatro cantos do planeta.

A «Cidade Luz» inspirou os artistas e grandes pensadores dos últimos séculos, sendo um tema incontornável da literatura mundial. Desde o «Corcunda de Notre-Dame» de Vitor Hugo, aos «Três Mosqueteiros» de Dumas, passando pelo mais recente «Código de Da Vinci», a cidade do Sena sempre cativou e inspirou homens e mulheres ao longo dos tempos. 
 
Paris foi também o berço de realizações tão diversas e importantes para a humanidade, como o cinema, a declaração dos direitos do homem, o ballet, a Haute-Couture, como também esteve na génese e no centro de movimento artísticos tão progressistas e marcantes como o impressionismo, o cubismo ou o surrealismo...
 
15 quilómetros separam Paris de Saint-Germain-en-Laye. Muito mais separava os fundadores do clube (provenientes das duas cidades), que após um ano da fundação, voltaram a separar-se. Contudo, o Saint-Germain ficaria para sempre no nome do clube parisiense.
De todo o mundo acudiam a Paris artistas dos cinco continentes, para aprender com os melhores e criarem nome na cidade, da pintura à Nouvelle Cuisine, da poesia ao bailado, da química ao piano, gente tão diversa como Hemingway, Picasso, van Gogh, Madame Curie e Chopin, fizeram de Paris a sua casa, atraídos pelo seu encanto e magnetismo, contribuindo para engrandecer a aura de «centro do universo» que Paris deteve entre os últimos anos do Ancién Regime e a II Guerra Mundial, uma era dourada que terá tido o seu epicentro durante a Belle Époque.
 
Um sonho parisiense
 
Líder no cinema, na moda, na arte e literatura, na música e na finança, casa do desporto francês, a Paris faltava contudo um clube que estivesse à altura da grandeza da capital gaulesa. Os parisienses não só olhavam com inveja para Lião, Marselha e Bordéus, e os seus grandes clubes, como chegavam a invejar cidades de menor dimesão como Nantes, Saint-Étienne, Reims... Se em todas as áreas de relevo Paris se considerava sem par, menosprezando inclusivamente Londres, Berlim, Nova Iorque ou Tóquio, então como era possível no fenómeno social que mais paixões desperta no planeta, uma cidade como Paris ter que invejar Saint-Étienne ou Nantes, ficando a anos luz dos grandes potentados futebolísticos internacionais? Era preciso agir!
 
Os grandes clubes parisienses como o Olympique de Paris, o Club Français e o CA Paris,  tinham desaparecido com o advento da I e da II Guerra Mundial. Nos «destroços» do futebol parisiense do pós-guerra, sobriveram pequenos clube que não se impunham no cenário nacional. No fim dos anos 60, mantinha-se na primeira divisão o Red Star, enquanto nos escalões secundários, agonizavam os pequenos Paris-Jonville e Paris-Neully. Paris exigia muito mais!
 
Fundação e separação
 
Foi então que um grupo de importantes homens de negócios, pôs em mão o projeto de fundar um clube à altura dos pergaminhos da cidade. O vizinho Stade Saint-Germain, também conhecido como Stade Saingermanois, situado em Saint-Germain-en-Laye, um subúrbio, a 15 km a oeste da capital, que acabara de subir a 2 Ligue e que foi abordado para se transformar no clube que Paris há tanto desejava.
 
Com forte apoio financeiro e o sim dos dirigentes do pequeno clube, nascia então o Paris Saint-Germain Football Club, no dia 12 de agosto de 1970 e com Pierre-Étienne Guyou, como o seu primeiro presidente.
 
Sem décadas e décadas de história como os rivais, o PSG viu-se obrigado desde a primeira hora a ser o grande clube que os seus fundadores sonharam.
Logo na época de estreia, a equipa que misturava jogadores amadores de Saint-Germain e profissionais contratados pelos dirigentes parisienses, ganhou a 2 Ligue e subiu à Primeira Divisão, sem ter completado ainda um ano de vida.
 
No début no primeiro escalão o clube ficou num modesto 16º lugar, mas pior que as dificuldades dentro do campo foram os problemas fora dele, pois durante a época surgiram sinais de tensão entre as duas fações do clube. Em pouco tempo as insanáveis diferenças entre os novos jogadores e a velha guarda de Saint-Germain tornaram a situação insustentável.

Em maio as posições eram já irreconciliáveis e a cisão tornou-se inevitável entre "amadores" e "profissionais". Os"profissionais" juntaram-se ao CA Monteruil e ficaram na Primeira Divisão com a vaga do PSG e o nome de Paris FC, enquanto os outros  tiveram o direito de manter o nome PSG, mas viram-se relegados para o terceiro escalão e para o futebol amador, por decisão das autoridades desportivas...
 
A era de Daniel Hechter
 
Apesar da dureza do recomeço e das dificuldades subsequentes o PSG conseguiu subir de divisão, graças à desistência do Quevilly, que tinha ficado à sua frente no campeonato. Subidos à 2 Ligue, conseguiram o apoio do mediático Daniel Hechter, estilista e designer, famoso por vestir, entre outras estrelas, a icónica Brigitte Bardot.
 
Os primeiros anos de Hechter à frente do clube parisiense, foram anos de profundas mudanças, com o clube a ajustar-se rapidamente à sua crescente dimensão e ambição. Mesmo nunca assumindo o papel de Presidente, o cargo de Diretor Geral, garantia-lhe de fato, a gestão do clube.
 
Foi ele que modernizou e redimensionou o PSG nestes primeiros anos, quando o clube ascendeu logo à elite da I Divisão e começou a contratar os primeiros jogadores de nome, como o argentino Carlos Bianchi, o jugoslavo Suzic ou mais tarde Luis Fernández. 
 
Francis Borelli e as primeiras conquistas
 
Após um escândalo envolvendo os valores não declarados nas bilheteiras do Parc des Princes, que custou o afastamento de Hechter da direção do clube, foi a vez do «sorridente» Francis Borelli, tomar o leme do clube azul-e-vermelho.
 
1975-75: O PSG tentava consolidar-se entre os grandes do futebol gaulês.
Durante o seu consulado, Borelli conduziu o clube numa política de paulatina aproximação aos grandes de França. Uma das primeiras mudanças no PSG, foi o aparecimento do Kop of  Boulougne (KoB), numa superior do Parc, criado à imagem do Kop de Anfield em Liverpool, o KoB rapidamente se tornou no símbolo do hooliganismo francês, onde se situavam as claques mais extremistas de toda a França, abertamente racistas e xenófobas, envergonhando constantemente o clube e os outros adeptos, com a sua postura infame. 
 
No campo, contudo, o PSG só tinha razão para se orgulhar do crescimento sustentado da sua equipa principal. Aos nomes sonantes, juntou-se entretanto Dominique Rocheteau, que marcaria 100 golos com a camisola dos parisiense, e que brilharia em 1982 ao mais alto nível ao lado de Platini, Tigana e companhia, no mundial de Espanha (1982).
 
Em 1981, o PSG terminou em quinto, falhando a estreia na Europa por três pontos. No ano seguinte, caiu para sétimo, mas conquistou pela primeira vez a Taça, sendo o primeiro clube de Paris a conquistar um troféu em 33 anos depois de vencer o Saint-Étienne na final.
 
A dobradinha na Taça - 3x2 sobre o Nantes - e a estreia na Europa, marcaram o ano de 1983. O ano seguinte podia ter marcado o tri na Taça, mas o Monaco levou a melhor. Mas o grande momento do PSG chegou em 1985/86, quando comando por Gérard Houllier, sagrou-se pela primeira vez campeão nacional francês.
 
A crise e chegada de «Rei Artur»
 
Depois de algumas épocas com exibições que encantaram a Europa, o PSG entrou numa segunda fase negativa, com o hooliganismo a tomar conta do KoB como nunca antes, e os restantes adeptos a divorciarem-se do clube. 
 
À fuga dos adeptos juntou-se a crise de resultados, que não obstante os investimentos avultados, teimavam em ser cada vez mais negativos, ao ponto de o fantasma da despromoção pairar sobre o Parc des Princes.
 
O brasileiro Valdo e português Artur Jorge, duas faces do PSG de Michel Denisot.
Em 1991, com a sua credibilidade profundamente abalada, Borelli largou a presidência, abrindo o caminho para a chegada do investimento do Canal+, o maior grupo de comunicação social em França.
 
Com o dinheiro dos investidores chegou Michel Denisot, que não perdeu tempo e foi a Portugal contratar Artur Jorge - que fora Campeão Europeu com o FC Porto - para comandar uma nova armada de estrelas onde se destacavam Valdo, Ginola e Le Guen.
 
George Weah chegaria no ano seguinte, acompanhado de Bernard Lama, Vicent Guérrin e Alan Roche. Estavam encontrados os fundamentos de uma grande equipa...
 
O regresso de Fernández
 
Com o «Rei Artur» ao leme o PSG partiu para uma segunda fase dourada. Depois do terceiro lugar na estreia, subiu ao segundo lugar na época seguinte, começando a grande rivalidade com o Olympique de Marselha.  
 
Na Europa, uma histórica vitória por 4x1 sobre o Real de Madrid, humilhou o colosso espanhol e garantiu a primeira presença de sempre dos parisienses numa meia-final. Na Taça, a vitória sobre o Nantes por 3x0 na final, fechou uma época brilhante.
 
Satisfeitos, os dirigente do Canal+ subiram a parada e foram ao São Paulo contratar Raí, apresentado em Paris como uma das estrelas mais cintilantes do futebol mundial. 
 
Paris enlouqueceu com a dupla Ginola-Raí, mas o futebol defensivo ganhava anticorpos e o português teve de sair, mesmo depois de levar o PSG à conquista do Campeonato, sendo chamado para o seu lugar um homem da casa: Luis Fernández. 
 
Sucesso na Europa
 
Com Fernández o PSG espantou a Europa eliminando o Barcelona de Johan Cruijff, chegando à meia-final da Champions League, com George Weah em grande forma. A  época terminava em festa com a conquista da Taça e da Taça da Liga.
 
Pauleta, o maior goleador da história do clube parisiense.
Em 1995-96 o Paris SG chegou à sua primeira final europeia, batendo o Rapid de Viena no Estádio Balduíno em Bruxelas, conquistando para a França a primeira Taça das Taças. Um ano depois, chegou novamente à final da competição, e já com Ricardo Gomes no banco, o PSG foi incapaz de resistir à maior força do Barcelona de Bobby Robson, com Figo, Ronaldo e companhia...
 
A travessia do deserto
 
Após os anos de sucesso europeu, os parisienses entraram num longo período de seca, fazendo o que ficou conhecida como a travessia do deserto. Durante esses anos não deixou de contar com grandes jogadores, como o promissor Ronaldinho Gaúcho, que mais tarde saiu para Barcelona.
 
Contudo o sucesso só voltaria em 2004, um ano depois da saída do brasileiro, com a conquista da Taça, o que acabou por não saciar uma massa adepta que começava a habituar-se com os fracassos recorrentes do PSG, que a olhos vistos ia perdendo a capacidade de discutir campeonatos em França e lutar para ganhar as competições europeias, como nos bons tempos dos anos noventa.
 
Curiosamente, foi durante este período que chegou a Paris o avançado português Pauleta, que proveniente do Bordeaux, se tornou no melhor goleador da história parisiense. 
 
E do deserto veio a esperança
 
Após muitos anos de sucessos menores, a promessa de salvação, chegou sobre a forma dos petrodólares da Qatar Investment Authority que chegou a Paris com muito dinheiro para concretizar o velho sonho parisiense: dotar Paris de um clube de topo, capaz de lutar de igual para igual com os colossos do planeta.
 
Ibrahimovic e Beckham, os dois rostos do multimilionário PSG.
Em pouco tempo o PSG tornou-se num dos clubes mais poderosos do planeta, capaz de comprar qualquer jogador, atraindo para Paris jogadores de renome como Thiago Silva, Thiago Motta, Zlatan Ibrahimovic, Javier Pastore, Ezequiel Lavazzi e por último David Beckham. Com Anceloti ao leme, o clube da cidade das luzes, tornou-se o clube das estrelas.
Paris sempre foi uma das luzes do mundo. Cidade do iluminismo, cabeça da Revolução que conduziria a «Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade» pelos quatro cantos cantos do planeta.
A «Cidade Luz» sempre inspirou os artistas e grandes pensadores dos últimos séculos. Desde o Corcunda de Notre-Damme, passando pelos Mosqueteiros de Dumas e terminando no Código de Da Vinci, a cidade do Sena sempre cativou e inspirou homens e mulheres ao longo dos tempos. 
Comentários (6)
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Motivo:
dy
Qatar
2016-03-22 16h58m por dynamite
Falta só incluir na rubrica que este investimento tem dois nomes fundamentais: Platini e Sarkozy, sem eles e sem a atribuição do mundial no Qatar em 2022 nada disto seria possível.
da
dos melhores do mundo. . .
2012-10-03 10h58m por danielmartins85
não poderemos deixar de esqueçer que foi neste clube que Ronaldinho Gaúcho deu os primeiros passos pela Europa, revelando-se desde cedo que se titulava de craque. . . . passadas duas épocas em França, partiu para o Barcelona, vindo a conquistar imensos titulos a nivel Europeu e Mundial.
Ga
Benfica
2012-10-03 09h42m por Gatuno
Força Porto, sou benfiquista mas esses francius não são equipa para o Porto
WO
até o clube da minha terra
2012-08-13 02h06m por WOLFSWINKEL_MESSI
tem mais anos que estes lol
Ma
ZZ
2012-08-12 18h04m por Marslb
Parabéns ao zerozero por esta noticiaqui exposta, pela forma pormenorizada como contam a história do clube e a BRILHANTE introdução ao tema que fizeram, parabéns a quem fez esta notícia. . . O PSG não deixa de ter traços portugueses visto que muitos dos seus sócios são nossos emigrantes, e é um orgulho quando o meu Benfica lá foi há 2anos e o Parc des Princes recheado de portugueses. . .
uK
Paris Saint-Germain Football Club
2012-08-12 03h59m por uK_SAV_SportingCP
É um clube "novo", comparado com clubes do hoje em dia, que batem os 100 anos. . .

Parabéns ao Paris Saint-Germain que fez 40 anos de existência.

Tem tudo para se tornar numa potência mundial com a equipa que estão a formar. . .

Não gosto desta equipa pelo dinheiro, pois já gostava dela, muitos anos antes! Da altura do Pedro Pauleta, o Ciclone dos Açores!. . .

Simplesmente quero que esta equipa tenha a melhor sorte com o sucesso em França. . .
Estádio
Parc des Princes
Lotação48583
Medidas105x68
Inauguração1897