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história
Grandes jogos

Real Madrid x Eintracht Frankfurt: a grande final

2011/05/26 16:21
Texto por João Pedro Silveira
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Após quatro taças a quinta final

O Real Madrid estava imparável: primeiro tinha sido o Stade Reims (4-3) em Paris, depois a Fiorentina (2-0) em Madrid, seguiu-se o AC Milan (3-2) em Bruxelas e por fim novamente o Stade de Reims (2-0), desta feita em Estugarda. Iniciado em 1956, o reinado do Real Madrid na Europa ameaçava não ter fim. Agora era a vez dos alemães do Eintracth Frankfurt tentarem parar o reinado dos merengues.

O Real Madrid a caminho da Escócia tinha eliminado o rival Barcelona com um duplo 3-1, enquanto o Eintracht Frankfurt eliminara o Glasgow Rangers com 6-1 na Alemanha, confirmado semanas depois com uma clara vitória por 3-6 em Ibrox Park, eliminando os escoceses quando estes estavam tão perto da final em casa. Não deixava de ser curioso o Eintracht regressar a Glasgow, mas desta vez a Hampden Park, 13 dias apenas depois da grande vitória na meia-final.
 
Por certo que o facto de já conhecerem a cidade, mas não o estádio, não trazia grandes vantagens quando se tratava de enfrentar jogadores como Francisco Gento, Luis del Sol, Ferenc Puskás, José Santamaría, Alfredo di Stéfano...
 
Mais que uma grande equipa, repleta de grandes jogadores, o Real Madrid desses tempos era quase imbatível. A Taça dos Campeões não conhecia outro vencedor desde a sua fundação. Defrontar o Real era um privilégio e ao mesmo tempo a certeza de uma eliminação.
Apenas o Barcelona, a nível interno, ombreava com os merengues, mas até os catalães tinham caído com estrondo e inesperada facilidade nas meias-finais. Restava o Eintracht, como último obstáculo entre o Real e a histórica quinta taça consecutiva.
 
Grande expectativa em Glasgow
 
Glasgow entusiasmou-se com a presença dos crónicos campeões. Uma assistência como nunca antes se vira, com um número estimado entre os 127 e os 133 mil espectadores - dependendo das fontes - a final da Taça dos Campeões de 1960 foi a que teve a maior assistência de sempre.
 
Para surpresa de muitos, Richard Kreß colocou os alemães na liderança logo aos 18 minutos. Durante alguns minutos pareceu possível assisitir-se a uma surpresa histórica, mas aos 27 minutos Di Stéfano repôs a igualdade e três minutos depois fez o 2-1 para acabar com a veleidade germânica. Mesmo a terminar a primeira parte Puskás fez o 3-1 e o Frankfurt ficou com uma «missão quase impossível» para o segundo tempo.
 
Segunda parte de loucos
 
E se as coisas estavam complicadas, ainda mais ficaram quando o húngaro fez o quarto golo dos merengues aos 56 minutos. A partir daí o Real passeou classe no campo e o Eintracht passou a jogar o jogo pelo jogo, sem medo do resultado.
Não admirou que aos 60 minutos Puskás completasse o hat-trick e dez minutos mais tarde marcasse o poker que valia o 6-1 para os madridistas.
 
Os alemães reduziram aos 72, a bola foi ao meio, o Real lança um ataque e num remate de longe Di Stéfano fez o 7-2. O público escocês ficou rendido à classe de Puskás, Di Stéfano e companhia, e enquanto vitoriavam os pentacampões, Stein fez aos 75 minutos o seu segundo golo, nem dando tempo aos espectadores para se sentarem no seu lugar.
 
Quem presenciava a partida, sentia que a história estava a ser escrita em frente dos seus olhos. O 7-3 final confirmou o jogo com mais golos de todas as finais, deu ao Real Madrid o seu quinto título europeu, valeu a Puskás o primeiro e único poker numa final europeia.
A imprensa qualificou o jogo como um das melhores partidas da história. E ainda hoje a final de 1960 é considerada a melhor de sempre na TaçaLiga dos Campeões.
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Motivo:
jogos históricos
U Quarta, 18 Maio 1960 - 19:30
Hampden Park
John Mowat
7-3
Alfredo Di Stéfano 27' 29' 73'
Ferenc Puskás 45' 56' (g.p.) 60' 70'
Richard Kreß 18'
Erwin Stein 72' 75'
Estádio
Hampden Park
Lotação52103
Medidas-
Inauguração1903