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história
Grandes jogos

Itália x Hungria: Os primeiros bicampeões

2014/04/08 12:46
Texto por João Pedro Silveira
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A equipa de Vittorio Pozzo chegara a França como a grande favorita. Campeão do Mundo e medalha de Ouro em Berlim, a Squadra Azzurra apresentava-se em terras gaulesas como o alvo a abater. 
 
Tal como quatro anos antes em casa, a Itália teve que vencer uma meia-final que era considerada uma verdadeira final antecipada, para chegar ao grande jogo no Stade de Colombes
 
Em Marselha, a 16 de Junho, o Brasil poupara Leônidas, e pagara caro o excesso de confiança, perdendo por 2x1 com os campeões do Mundo. Na outra meia-final, a Hungria arrasara a Suécia (5x1).

A caminhada magiar impressionava: 6x0 às Índias Holandesas Orientais (1), 2x0 à Suíça (que eliminara a Alemanha, equipa que incluía mais de meia seleção austríaca, depois da Áustria ter sido anexada pelo III Reich), antes da goleada sobre os nórdicos nas meias.

O futebol húngaro, fazia jus à famosa escola do Danúbio, com um jogo elegante, praticado com precisão, por jogadores com uma técnica superior.
 
Não obstante a classe dos húngaros, na grande final, os favoritos eram os campeões. Vittorio Pozzo calibrara a máquina que conquistara o mundial de 1934 e que já impressionara em Berlim. Em França, a Nazionale estava em ponto de rebuçado, chegando ao torneio com um recorde de 18 jogos consecutivos sem perder, e um ataque demolidor, onde brilhava o trio Giovanni Ferrari, Giuseppe Meazza e Silvio Piola.

O jogo rápido e directo dos italianos, um legado das influências inglesas que Pozzo sempre assumiu, surpreendia os adversários, pouco habituados a lidarem com um jogo tão veloz, ainda para mais, quando praticado por artistas com elevada técnica individual.
 
Começo veloz
 
Gli Azzurri entraram decididos a resolver o jogo em pouco tempo. Apenas com seis minutos decorridos, já o marcador apontava um golo, de Gino Colaussi. Os húngaros quase não tinham tempo para acordar e já corriam atrás do resultado.
 
Bola ao meio-campo e o futebol rendilhados dos magiares deu frutos imediatamente. Pal Titkos empatava o jogo na resposta. O estádio vinha abaixo, pois o público francês não escondia o seu apoio à equipa de leste, ao mesmo tempo que mostrava todo o seu desprezo pela Itália fascista.
 
Novamente bola ao centro e ainda não tinham sido jogados dez minutos, mas as duas claques já tinham tido motivos para festejar. 
 
Superioridade 
 
Com Meazza a comandar a orquestra, a Itália voltou a tomar o comando das operações. Piola aos 19´, Colaussi novamente aos 32´, colocaram a Itália a vencer confortavelmente.
 
Ao intervalo a Itália vencia em toda a linha, inclusive as bancadas, que aos poucos começavam a aplaudir as jogadas dos transalpinos, esquecendo aos poucos a animosidade inicial.
 
A segunda parte trouxe uma Hungria mais confiante, procurando marcar um golo que restabelecesse o sonho, mas a Itália dava sinais de segurança. A esperança voltou a 20 minutos do fim, quando o avançado do Ferencvaros, Gyorgy Sarosi, apontou o segundo golo da Hungria.
 
Ameaçados, os rapazes de azul voltaram a pegar no jogo e uma dúzia de minutos volvidos, Piola marcava o quarto, pondo uma pedra no assunto. A Itália era bicampeã do Mundo, ovacionada pelo público que antes da final - e durante todo o torneio - a tinha assobiado.

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(1) - As Índias Holandesas Orientais, era o nome porque era conhecida a Indonésia enquanto era uma colónia dos Países Baixos.
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jogos históricos
U Domingo, 19 Junho 1938 - 17:00
Stade Olympique Yves-du-Manoir
Georges Capdeville
4-2
Gino Colaussi 6' 32'
Silvio Piola 19' 82'
Pál Titkos 8'
György Sárosi 70'
Estádio
Stade Olympique Yves-du-Manoir
Lotação14000
Medidas105x68
Inauguração1907