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história
Grandes jogos

França x Itália: o milagre de Wiltord

2015/12/18 18:13
Texto por Giuseppe Napoli com João Pedro Silveira
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O Euro 2000, foi, sem sombra alguma de dúvida, uma competição sui generis para a Itália, como talvez nunca viveu na sua história. Se por um lado, os azuis, com uma equipa longe de ser a titular mandaram para casa os anfitriões e chegaram à inesperada final, por outro lado, acabaram por perder ao grande jogo depois de já ao terem ganho.

Confuso? Não há motivos para tal, pois a explicação até é fácil de compreender. A resposta tem três momentos chave: A fortuna de Toldo, o momento de Totti com a Holanda e as fitas azuis que são retiradas da Taça no momento do golo francês...
 
O destino de Toldo
 
Chame-se-lhe destino, chama-se-lhe intervenção divina ou chama-se-lha o que entender, mas a verdade é que o Euro 2000 foi a chance de uma vida para Francesco Toldo. O guarda-redes, jogador da Fiorentina, no momento da convocatória de Dino Zoff, sabia estar destinado a ser o suplente de Gigi Buffon para a «porta azul», uma hierarquia há muito definida e também justificada pelo desempenho desempenho do guarda-redes do Parma à época.
 
A 3 de junho, no último amigável pré-europeu, contra a Noruega, em Oslo, os deuses resolveram entrar em acção... Buffon fratura uma mão e a porta fica aberta paraToldo. A defesa italiana é então, quiçá a mais forte do mundo, contando com jogadores como Nesta e Cannavaro, ambos no pico da carreira, e talvez por isso, ninguém liga muito à mudança na baliza, não imaginando o quão decisiva teria sido a inoportuna lesão de Buffon em Oslo.
 
Embate com a Laranja
 
A Nazionale avança na prova, derrotando os adversários, um após o outro. Depois de já ter eliminado uma equipa da casa, a Bélgica, nas meias finais, os azzurri encontravam pela frente o outro país anfitrião: a Holanda.
 
A temível Laranja Mecânica, chegara à meia-final após uma exibição avassaladora, e um jogo memorável, em que a pobre Jugoslávia pagou a fatura da inspiração holandesa com um pesado 6x1, que deixava os italianos um tudo nada amedrontados.
 
Saltos até ao céu
 
O jogo começa com a máquina holandesa em cima dos italianos. A Squadra Azzurra como que se vê obriga a conseguir a quadratura do círculo, defender a melhor máquina do mundo, controlar o jogo e calar um estádio pintado de laranja. Pela primeira vez na competição, a dominadora Itália tem que se defender e abdicar de dominar o jogo.
 
O alemão Wolfgang Stark, uma escolha que a Itália encarara como caseira, começa por castigar Zambrotta com um excessivo segundo cartão amarelo, para em seguida, decretar uma duvidosa grande penalidade a castigar uma falta de Nesta sobre Kluivert. Da marca dos onze metros, Frank De Boer, uma máquina de marcação de penáltis, olha nos olhos Francesco Toldo, a fazer lembrar um duelo num filme de Sergio Leone. O golo seria a morte da Itália, e Toldo bem o sabia...
 
A colher de Totti
 
O guarda-redes vira como o holandês apontara a sua última grande penalidade e, em vez de se atirar para o mesmo lado, resolveu ir para esquerda e fazer um verdadeiro milagre, chegando a uma bola que alguns juram que só se chegaria com asas. De braços bem abertos e apontados ao infinito, com saltos que pareciam chegar ao céu, e que pelo menos subiam mais alto que o travessão da baliza, Toldo festejava a defesa da sua carreira. Com ou sem asas, este seria o primeiro de três grandes penalidades defendidas por ele nessa tarde.
 
Para selar um desafio épico, há ainda o momento decisivo no desempate por grandes penalidades. Toldo já defendera duas grandes penalidades e a vitória estava ali à mão de semear, mas Francesco Totti, o capitão da Roma, já avisara os colegas que se o jogo fosse para o desempate através de remates da marca de onze metros, ele iria fazer um remate em colher, mais conhecido internacionalmente como uma Panenka, uma grande penalidade apontada em arco com o que o jogador checoslovaco derrotara a Alemanha na final do Euro 76 através da lotaria das grandes penalidades.
 
Totti olha para Van Der Sar com olhar doce, o holandês não imagina o que lhe vai acontecer. Os italianos fecham os olhos, ouve-se o impacto do pontapé na bola, segue-se um breve silêncio e depois uma pequena parte do estádio desata a gritar «Golo!». Com um olhar doce e um instinto de um assassino, a Itália deitava a grande favorita pela borda fora e chegava à grande final. 
 
As fitas azuis e epílogo amargo
 
Três dias passados, em Roterdão, na celebrada banheira, a grande final contra a França. Noventa minutos em que apenas comparece a Itália. Só há a Squadra Azzurra em campo, em França, campeão mundial está em parte incerta. Zidane, Henry, Trezeguet e companhia não dão sinais de vida.
 
Marco Delvecchio dera a vantagem aos azzurri aos 55 minutos.
 
Roger Lemerre já não sabe mais o que pode fazer, manda sair Lizarazu e avança para o terreno Robert Pirès,no mesmo 86º minuto em que Dino Zoff mandava sairDelvecchio para o merecido aplauso da vitória.
Anders Frisk dá quatro minutos de compensação, a UEFA coroa Francesco Totti como «Homem do Jogo», a Taça começa a ser enfeitada com as fitas azuis da Itália e eis que Sylvain Wiltord consegue o milagre de empatar o jogo no último segundo da compesação. 
Marco Delvecchio dera a vantagem aos azzurri aos 55 minutos. Apesar das oportunidades perdidas, apesar de Toldo ter estado a sangrar, a Itália finalmente parecia controlar o destino da partida, preparando-se para conquistar uma competição que só por uma vez ganhara, em casa, no distante ano de 1968.
 
Roger Lemerre, que já lançara Sylvain Wiltord e David Trezeguet, já não sabia mais o que pode fazer, num último ato de desespero, manda sair Lizarazu e avançar para o terreno Robert Pirès, no mesmo 86º minuto em que Dino Zoff mandava sair Delvecchio, para receber o merecido aplauso.
 
Anders Frisk, o rigoroso árbitro sueco, dá mais quatro minutos de compensação, a UEFA entretanto, coroa Francesco Totti como «Homem do Jogo», enquanto a Taça começa a ser enfeitada com as fitas azuis da Itália e eis que Wiltord consegue o milagre de empatar o jogo no último segundo da compensação...
 
As fitas são rapidamente removidas do troféu Henri Delaunay, a Itália fica de olhos na Taça que parece fugir, e alguns minutos, a terminar a primeira parte do prolongamento, Pirès cruza para Trezeguet fazer o 2x1. Golo dourado, as fitas já são as francesas, a Itália incrédula, a ver o destino roubar-lhe a glória. No centro do relvado, Lemerre olha o céu. Todas as suas substituições foram decisivas na mudança de resultado. O destino roubara a glória à Itália quando esta pensava que já a tinha na mão...
O destino do Toldo
 
Chame-lhe o destino, chamá-lo divino ou o que seja, mas Euro 2000 seria forçar a chance de uma vida para Francesco Toldo. O goleiro, em seguida, na Fiorentina, no momento da convocação de Dino Zoff estava destinado a ser o segundo de Gigi Buffon para a porta azul, uma hierarquia consagrada e também justificada pelo desempenho do goleiro Parma na época.
 
Em 3 de junho, preeuropei último amistoso contra a Noruega, em Oslo, no entanto, Buffon é uma fratura de mão de deixar os pólos em Toldo. A defesa italiana é o mais forte do mundo, contando com Nesta e Cannavaro pico de sua carreira, e ninguém dá muito peso para a mudança no gol, que teria sido decisivo.
Um quebra-cabeças? na verdadeO Euro 2000, foi, sem sombra alguma de dúvida, uma competição sui generis para a Itália.Por outro lado, se quisermos, os azuis, com uma equipa longe de ser a titular mandaram para casa os anfitriões e acabaram por perder a final depois de já a terem ganho.
Um quebra-cabeças? na verdade
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Motivo:
Estádio
Feijenoord (De Kuip)
Lotação51480
Medidas-
Inauguração1937