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Grandes jogos

FC Porto x Bayern: Pintar o Danúbio de Azul

2015/09/18 15:53
Texto por João Pedro Silveira
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A 27 de Maio de 1987 já tinham passado 8412 dias desde que uma equipa portuguesa vencera uma competição europeia, quando o canto direto de João Morais dera a Taça dos Vencedores das Taças ao Sporting.
 
Mais... desde que o Benfica vencera o Real Madrid em Amesterdão que tinham passado 9156 dias desde que uma equipa portuguesa vencera a Taça dos Clubes Campeões Europeus. 
 
Este era o peso da história nos ombros dos jogadores portistas. Levantar bem alto o nome de Portugal e depois da longínqua década de sessenta, voltar a trazer um grande troféu internacional para terras lusas, sem nunca esquecer que três anos antes, em Basileia, o FC Porto perdera a final da Taça das Taças para a Juventus de Platini e Boniek. 
 
Talvez o significado histórico da vitória justifique a festa portista e verdadeiramente nacional que invadiu o nosso país nessa noite primaveril de 1987, a «orelhuda» voltava para Portugal, sempre agarrada às mãos do capitão do FC Porto, o eterno número dois, João Pinto. 
 
O «sonho comanda a vida»
 
Se é verdade que o Bayern não podia contar com Augenthaler, o FC Porto chegava ao grande jogo sem duas referências: o central Lima Pereira e o goleador-símbolo, Fernando Gomes, o bibota, que tão fundamental fora na caminhada até ao Prater
 
Os portistas preparam-se para o grande momento. Os alemães estavam confiantes, Franz Beckenbauer, que era o selecionador nacional era o espelho desse excesso de confiança e ditava que só um terramoto poderia abater a força do Bayern.
 
Udo Lattek tentava acalmar a euforia. Era muito perigoso menosprezar um adversário numa final...
 
Mas tudo isso parecia distante quando Kögl fez o 1x0. Os jogadores do FC Porto estão tolhidos pelo peso do palco e da responsabilidade, nem as "fitinhas mágicas" de Delane Vieira pareciam salvar os azuis-e-brancos da cada vez mais previsível derrota.
 
O Danúbio Azul
 
Chegou o intervalo e Artur Jorge falou ao coração dos jogadores. Quem esteve naquele balneário não esquece. As palavras do treinador foram o tónico necessário. O resto é história e ficou para a lenda do futebol...
 
Paulo Futre fez uma jogada que o próprio Diego Armando Maradona não desdenharia inventar e virou o jogo. Depois Rabah Madjer terminou de calcanhar uma jogada que ainda hoje todo o portista sabe de cor. 
 
Minutos depois, o mago argelino assistiu Juary para o 2x1. O FC Porto dava a volta, João Pinto nunca mais largaria aquela Taça, o dragão era campeão da europa de clubes. Nunca desde os tempos de Johann Strauss II o Danúbio fora tão azul...
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Motivo:
jogos históricos
U Quarta, 27 Maio 1987 - 19:15
Ernst-Happel-Stadion
Alexis Ponnet
2-1
Rabah Madjer 77'
Juary 79'
Ludwig Kogl 24'
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Estádio
Ernst-Happel-Stadion
Lotação50865
Medidas105x68
Inauguração1931