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história
Grandes jogos

Dinamarca x Uruguai: Dinamáquina deslumbra

2012/07/24 17:53
Texto por João Pedro Silveira
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Celeste Olímpica vs Dinamáquina

8 de junho de 1986, no Estádio Universidade de Nezahualcóyotl (Neza 86), a Dinamarca e o Uruguai enfrentavam-se em jogo a contar para a segunda jornada do grupo E do Mundial do México. 

Os uruguaios chegavam ao mundial mexicano com o título de campeões sul-americanos, e apesar das ausências nos mundiais de 1978 e 1982, apresentavam uma história de sucesso, participando pela oitava vez na prova, enquanto a Dinamarca chegava pela primeira vez à fase final de um mundial, apenas com a presença nas meias-finais do Euro 84, dois anos antes em França, para apresentar como um registo digno de nota.

Grupo da morte

A «Celeste Olímpica» tinha tradição e jogadores reconhecidos na América Latina, por defenderem as cores dos principais clubes uruguaios e argentinos, Enzo Francescoli, o príncipe do futebol do Rio da Prata, era a estrela maior da constelação uruguaia. 

Do outro lado, a Dinamarca, que pela fluidez do seu futebol de primeiro toque e capacidade ofensiva, ganhara o epíteto de Dinamáquina. Laudrup, Larsen e companhia, eram a personificação do fantástico dinamarquês. Tanto dinamarqueses como uruguaios, tinham pela frente a dura concorrência da Escócia e da R.F.A., num grupo que a imprensa apelidou da morte.

Na primeira jornada, a «Celeste Olímpica» tinha empatado com a toda poderosa Alemanha Ocidental, enquanto a Dinamarca deixara belas impressões, mas só batera a Escócia por 1x0. O empate serviria as duas equipas, dada a possibilidade de passarem os três primeiros do grupo, mas nessa tarde no Estádio Neza 86, o que se presenciou foi um festival de ataque como já não havia memória num palco de um mundial.

«Dinamáquina» entra em ação

A primeira parte começou com a Dinamarca ao ataque, perante um Uruguai surpreendido com a capacidade ofensiva do adversário. Logo aos 11 minutos, Michael Laudrup avança pelo meio, e na cabeça da área abre para esquerda para o remate certeiro de Elkjær Larsen. Oito minutos depois, Miguel Bossio era expulso, complicando e de que maneira, a situação dos sul-americanos, que pioraria consideravelmente aos 41 minutos, após uma cavalgada de Larsen pela esquerda, que culminou com um centro perfeito para um isolado Søren Lerby só ter que empurrar para a baliza de Alvez. Ainda no primeiro tempo, aos 45 minutos, Francescoli cavou uma grande penalidade que o próprio converteu, relançando a discussão do resultado. 

Mas  o segundo tempo não mudo o rumo da partida e aos 52 minutos, após uma jogada de entendimento com Lerby, Michael Laudrup entra na área, finta tudo o que lhe aparece pela frente e quase entra com bola pela baliza a dentro: Dinamarca 3, Uruguai 1!

Laudrup e Larsen massacram os uruguaios

Depois a envolvência do futebol de Laudrup foi desequilibrando a defesa uruguaia, e foi após uma jogada individual sua, que Larsen aproveitou um ressalto para fazer  o quarto. A demolição do Uruguai às mãos da «Dinamáquina» prosseguiu aos 80 minutos, mais uma vez após o génio de Laudrup permitir uma cavalgada isolada de Larsen para o hattrick. 

Sem respeito pelo passado uruguaio, a Dinamarca continuou a massacrar, e a dois minutos do fim, a «Locomotiva Humana» Larsen, avançou pela direita, para deixar a bola na entrada da área, onde o remate certeiro de Jesper Olsen selou o 6x1 final.

Os uruguaios olhavam o céu, outros escondiam o rosto olhando fixamente o chão, enquanto os dinamarqueses davam largas à euforia. A Dinamarca estava apurada, o Uruguai ainda tinha um jogo para tentar a qualificação. 

E no fim ficaram os dois pelos oitavos...

Apesar de uma expulsão nos momentos iniciais, o Uruguai empatou a zero com a Escócia e conseguiu garantir uma vaga nos oitavos, como um dos melhores terceiros classificados. A carreira uruguaia chegaria ao fim na ronda seguinte, numa derrota por 1x0 com a Argentina que viria a conquistar o título. Anos mais tarde, Diego Armando Maradona não teve dúvidas em afirmar que a vitória sobre o Uruguai fora a mais difícil de todo o torneio...

Por outro lado, a «Dinamáquina» seguiu encantando o mundo com nova vitória por 2x0 sobre os alemães. O sonho terminaria abruptamente às mãos dos quatro golos de Butragueño, na vitória espanhola por 5x1. 

Uruguaios e dinamarqueses saiam da prova na mesma fase, deixando para a memória o inesquecível confronto, naquela tarde tórrida de calor no Neza 86.

 
Elkjær Larsen


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Motivo:
jogos históricos
U Domingo, 08 Junho 1986 - 15:00
Estadio Universidad Tecnológica (Neza 86)
Antonio Márquez Ramírez
6-1
Elkjær Larsen 11' 67' 80'
Søren Lerby 41'
Michael Laudrup 52'
Jesper Olsen 88'
Enzo Francescoli 45' (g.p.)
Estádio
Estadio Universidad Tecnológica (Neza 86)
Lotação28000
Medidas105 x 68 metros
Inauguração1981