Error message here!

Error message here!

Esqueceu-se password?

Perdeu a password? Introduza o seu endereço de email. Irá receber um link para criar uma nova password.

Error message here!

Voltar ao login

Odds
MarrocosMarrocos
HolandaHolanda
Al AinEmirados Árabes Unidos
IrãoEsteghlal Tehran
Kawasaki FrontaleJapão
TailândiaMuang Thong Utd
história
Grandes jogos

Argentina x Colômbia: «manita» dos «cafeteros»

2012/09/05 11:21
Texto por João Pedro Silveira
l0
E7
«Não se pode mudar a história... A História não se muda. E nós argentinos sabemos disso. Historicamente como estamos? Argentina por cima, Colômbia por baixo

- Diego Armando Maradona (dias antes do grande encontro)

Na qualificação para o mundial dos E.U.A. em 1994, a Argentina chegou ao último jogo com um ponto de atraso sobre o líder do grupo, a surpreendente Colômbia de Francisco Maturana. Nesse princípio de noite de 5 setembro de 1993, o Estadio Monumental Antonio Vespucio Liberti, o famoso Monumental do River Plate em Buenos Aires, era o palco da grande decisão. O vencedor garantia um lugar no mundial, o derrotado teria que enfrentar a Austrália num play-off.

Duas equipas, um objetivo

A Argentina, campeã em 1986, vice-campeã em 1990, comandada por Alfio Basile, apresentava um misto entre heróis de campanhas passadas, como o «portero» Goycochea, o defesa Ruggeri, e os futuros craques da «Seleção das Pampas» como Batistuta, Simeone e Redondo. Mesmo sem a presença de Diego «el Pibe» Maradona, a Argentina era clara favorita.

Do outro lado da barricada estava a Colômbia, a potência emergente do futebol sul-americano, com uma geração de ouro, que caíra nos oitavos-de-final do Itália 90, às mãos de Roger Milla, ou se preferirem, aos pés de René Higuita, e que prometia grandes feitos para 1994.

A Alviceleste começou a partida dominando e pressionando o adversário, chegando por várias vezes com perigo à aérea colombiana. O guarda-redes Oscar Córdoba, liderou a resistência dos cafeteros, defendendo o possível e motivando os colegas. O jogo decorreu na mesma toada, até que aos poucos a Colômbia reagiu.

Valderrama começou a pegar na bola e juntamente com Freddy Rincon, a bola começou a rolar teleguiadamente entre os jogadores que equipavam de amarelo e azul. A classe de Valderrama ia acalmando a avalanche argentina, e a Argentina começou a sentir os primeiros contra-ataques venenosos do oponente.

Além da classe do seu meio-campo, Maturana contava na frente com Faustino Asprilla e Adolfo «el Tren» Valencia, dois aríetes apontados à baliza de Sergio Goycochea.

Foram cinco! 

Aos 41 minutos, após um passe soberbo de Valderrama, Rincon engana Goycochea e gela o Monumental. O intervalo chega pouco depois, e nas bancadas, os argentinos desconfiam do resultado e da capacidade da sua equipa. A enorme confiança argentina que existia antes do jogo, parecia estar já por terra, e essa era a primeira grande vitória dos rapazes de Maturana.

No recomeço, o «el Pibe» Valderrama voltou ainda mais inspirado, e a grande orquestra colombiana deu um recital de bom futebol, como nunca o público argentino tinha visto em sua casa.

Com futebol de sonho, a Colômbia avançou sobre o adversário, dizimando o orgulho Alviceleste. Aos 49 minutos Asprilla fez o 0x2, aos 72 minutos Rincon bisou, dois minutos depois Asprilla com um chapéu perfeito também bisava. A Argentina sentia o peso da amarga humilhação, o seu público assobiava os jogadores da casa, e os colombianos dançavam ao ritmo da enleante salsa, cada novo golo, cada nova confirmação da mais histórica das vitórias do futebol colombiano.

«El Tren» Valencia, atropelou definitivamente a Argentina com o quinto golo, a Alviceleste, caía com estrondo. Pela primeira vez a Argentina sofria mais de quatro golos em casa. Goycochea, que nem de perto, nem de longe, fora responsável por tamanha humilhação, foi eleito como o principal culpado da desgraça e perdeu o seu lugar no onze argentino para Luis Islas. Mais do que uma pessoa lhe sugeriu amigavelmente que se suicidasse. Felizmente Goycochea não seguiu o conselho, mas a sua carreira internacional estava acabada. 

A Argentina ainda haveria de bater a Austrália, e ambos os países sairam com estrondo e sem glória do mundial norte-americano, mas o dia 5 de setembro de 1993, para sempre ficou na memória do futebol sul americano e mundial.

 



Capítulos
Comentários (8)
Gostaria de comentar? Basta registar-se!
Motivo:
Mi
colombia de hoje em dia
2013-09-05 16h46m por MisticaBenfiquista29
e bastante melhor
JH
Classic!
2012-09-05 17h13m por JHendrix
Era miúdo, mas ainda me recordo bem deste jogo.

Era uma excelente Colômbia aquela do Valderrama, e do espectacular Asprilla.

Foi a derrota, que ditou o regresso (o último) de Maradona à selecção, que não gozava da simpatia do seleccionador da altura, que, se não me engano, era o Basile,

Após esta qualificação, a Colômbia chegou ao Mundial como uma das grandes favoritas, mas acabou por cair cedo, logo na fase de grupos, contra a espectac...ler comentário completo »
di
futuro
2012-09-05 13h50m por diogt123
a argentina esta a piorar a colombia ainda vai dar mais

pu
o Pelé
2012-09-05 13h04m por puntskapuntz
apontava a Colômbia e a Suíça à vitória do Mundial. . .

BOA PELÉ!
mi
. .
2012-09-05 12h48m por miguelitu9
Não estava era o Marcos Rojo! ahahah
Sa
Podem fazer o mesmo.
2012-09-05 12h34m por Sapunaru21
Falcão, Guarín, James, Jackson, Quiño, Zapata, Ospina, Yepes, Ivan Cordoba, Rodallega, Osorio Botello, Teofilo Gutierrez, etc etc
Ji
FALCAO
2012-09-05 12h26m por Jiichaves
Nem o Falcao. . .
di
MESSI
2012-09-05 12h01m por diogo7000
nao estava la o messi
jogos históricos
U Domingo, 05 Setembro 1993 - 00:00
Monumental Antonio Vespucio Liberti (Monumental de Núñez)
Ernesto Filippi
0-5
Freddy Rincón 41' 74'
Faustino Asprilla 50' 76'
Adolfo Valencia 85'