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história
Grandes jogos

Brasil x Itália: a melhor equipa do mundo

2012/12/13 20:49
Texto por João Pedro Silveira
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Os italianos atacavam pela direita, Tostão que recuara no terreno para ajudar a defesa, recupera a bola e atrasa a bola para Piazza que a entrega a Clodoaldo que avança no terreno enquanto os italianos se aproximam. Clodoaldo arranca e finta um, dois, três e ainda um quarto transalpino, antes de deixar a redondinha nos pés de Rivelino junto à linha lateral.

Rapidamente, Rivelino lança a bola em profundidade, num passe de quarenta metros para Jairzinho, que a domina junto ao flanco, antes de flectir para o meio, onde finta um e depois outro italiano, deixando o esférico em Pelé.
 
Ao pressentir a corrida de Carlos Alberto a entrar pela direita, para a bola, e sem nunca denunciar com o olhar, com calma e mestria dos predestinados, endossa a bola para o espaço vazio onde entra a correr o lateral direito, que remata de primeira, cruzado e seco, se possibilidades de defesa para Albertosi.
 
Era o quarto golo do Brasil na final contra a Itália. Faltavam quatro minutos para o fim da partida e o capitão brasileiro selava com o seu golo a vitória de sobre a Squadra Azzurra... O Brasil ia ser coroado tricampeão do mundo no Estádio Asteca na Cidade do México, um palco que o tempo confirmou, ter nascido para os golos mais mágicos do futebol.
 
Um longo caminho
 
Mas a história da final do México 70 começou muito tempo antes do golo de Carlos Alberto, aliás, começara há décadas, quando a II Guerra Mundial impedira a Itália de chegar a uma possível terceira final do mundial e ao seu terceiro troféu. O conflito que se seguiu, o fim trágico (1949) da equipa do Torino que era base da seleção italiana; a consequente ascensão do Brasil e o bicampeonato de 1958-62; o duplo fracasso de brasileiros e italianos no mundial de Inglaterra; a longa e brilhante caminhada até à final de ambos, tudo estava preparado para um grande jogo, para italianos e brasileiros, decidirem entre eles, qual dos dois, ganhava a final, tornava-se tricampeão do mundo e ficava com a posse definitiva da Taça Jules Rimet (1).
 
 
107,412 assistiram nas bancadas do anfiteatro mexicano, à entrada das duas equipas. Fez-se silêncio quando os brasileiros cantaram... «Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...», tal como silêncio se fez quando os italianos apertaram a mão contra o peito enquanto cantavam o primeiro verso do Inno de Mameli: «Fratelli d'Italia, l'Italia s'è desta, dell'elmo di Scipio, s'è cinta la testa...»
 
Dois grandes capitães, Facchetti e Carlos Alberto, decidiam quem saía com a bola. Fotografias, abraços e pouco depois o alemão oriental Rudi Glöckner apitava para o pontapé de saída da  grande final da nona edição de um Campeonato do Mundo.
 
No banco do Brasil, Mário Zagallo, bicampeão como jogador, esfregava as mãos, confiante na equipa que comandava... Félix, Brito, Carlos Alberto (c), Wilson Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino, um onze que todo o amante do bom futebol devia trazer na ponta da língua.
 
 
 
 
Nas meias, o Brasil afastara o Uruguai com classe, enquanto a Itália tinha-se superado para bater a Alemanha Ocidental naquele que ficou conhecido como o «Jogo do Século». Os azzurri chegavam exaustos ao grande jogo. Mas o pior problema de Ferruccio Valcareggi, não seria o cansaço da sua equipa, mas a classe e a qualidade da «canarinha». 
 
O jogo começou com um sentido só. Começou como só podia começar. Com um Brasil atacante, encantador, com futebol de fino recorte e magia. Fintas, toques de calcanhar, trivelas, tabelinhas, nos primeiros minutos o Brasil usou o arsenal todo para encostar a Itália às cordas. Os azuis iam recuando, e aguentando, até que Rivelino cruzou para a cabeçada imparável de Pelé. 18 minutos e o castelo de cartas italiano ameaçava tombar...
 
O Brasil continou a deslumbrar, atacando o adversário, até que Boninsegna aproveitou um erro clamoroso e uma enorme confusão defensiva brasileira, para empatar contra a corrente do jogo.
 
A máquina brasileira em todo o esplendor
 
Se a Itália tinha ilusões, o recomeço rapidamente as dissipou. O Brasil de 1970 era porventura a melhor equipa de futebol de sempre, com um futebol demolidor, uma verdadeira máquina que não havia forma de parar.  
 
Aos 68, Jairzinho trabalhou bem o lance e deixou para Gérson, que fuzilou com um remate bem colocado. O Brasil voltava para a frente e a Itália não pode mais reagir. Passados três minutos, Gérson, na esquerda, junto à linha do meio campo, fez a bola voar uns bons quarenta metros, até esta encontrar a cabeça de Pelé dentro de área, que amorteceu para o lado, onde apareceu Jairzinho, que mesmo falhando o remate, fez o 3x1. O Brasil ia ser tricampeão!
 
Faltavam pouco menos de 20 minutos para o jogo terminar e a resistência italiana entregava a alma ao seu criador. Até ao fim, foi só esperar pela cereja em cima do bolo, o momento de antologia que ficasse para  eternidade. Carlos Alberto, selou esse momento aos 86 minutos, com um remate que fechou o melhor golo coletivo de sempre. Um golo que só seria superado, dezasseis anos depois, precisamente no mesmo estádio, pela magia solitária de um rapaz argentino que no dia do Brasil x Itália contava apenas nove anos.
 
 
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(1) - A Taça Jules Rimet era o troféu entregue ao campeão do mundo, desde a 1ª edição no Uruguai em 1970. O primeiro país a vencer a competição por três vezes ficaria com a posse da taça para sempre. Com a vitória do Brasil, a Taça Jules Rimet ficou na posse dos brasileiros, apesar de mais tarde ter sido roubada e derretida pelos ladrões, que a transformaram em lingotes de ouro. No mundial seguinte, estreou-se a Taça de Campeão do Mundo da FIFA e seria Franz Beckenbauer a levanta-la pela primeira vez. Ao contrário da Taça Jules Rimet, o novo troféu nunca fica na posse definitiva de nenhuma seleção, por mais Campeonatos do Mundo que conquiste. 
O Brasil era tricampeão do mundo, Carlos Alberto marcara aquele que é considerado o melhor golo em jogada coletiva da história, terminando em beleza um torneio em que a «canarinha» apresentou o futebol mais fabuloso que o mundo jamais vira.Os italianos atacavam pela direita, Tostão que recuara no terreno para ajudar a defesa, recupera a bola e atrasa a bola para Piazza que a entrega a Clodoaldo que avança no terreno enquanto os italianos se aproximam. Clodoaldo arranca e finta um, dois, três e ainda um quarto transalpino, antes de deixar a redondinha nos pés de Rivelino junto à linha lateral.
 
Este lança a bola em profundidade, num passe de quarenta metros para Jairzinho, que a domina com mestria junto ao flanco, antes de flectir para o meio, onde finta um e depois outro italiano, deixando o esférico em Pelé.
 
Este pára a bola, pressente a corrida de Carlos Alberto a entrar pela direita, sem nunca olhar para o lado, com calma e uma mestria apenas ao nível dos predestinados, entrega a bola para o espaço vazio onde entra a correr o lateral direito Carlos Alberto, que remata de primeira, cruzado e seco para o fundo das redes de Albertosi.
 
 
Era o quarto golo do Brasil na final contra a Itália, no Estádio Asteca na Cidade do México. Faltavam quatro minutos para o fim da partida, e o Capitão brasileiro selava com o seu golo a vitória de 4x1 sobre a Squadra Azzurra.
 
O Brasil era tricampeão do mundo, Carlos Alberto marcara aquele que é considerado o melhor golo em jogada coletiva da história, terminando em beleza um torneio em que a «canarinha» apresentou o futebol mais fabuloso que o mundo jamais vira.
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Motivo:
jogos históricos
U Domingo, 21 Junho 1970 - 19:00
Estadio Azteca
Rudi Glöckner
4-1
Pelé 18'
Gerson 66'
Jairzinho 71'
Carlos Alberto 86'
Roberto Boninsegna 37'
Estádio
Estadio Azteca
Estadio Azteca
México
Cidade do México
Lotação99250
Medidas105x68
Inauguração1966