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história
Grandes jogos

Brasil x Checoslováquia: confirmação

2014/05/07 11:34
Texto por João Pedro Silveira
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O Estádio Nacional de Santiago recebeu uma das finais menos lembradas de sempre. Mesmo sem Pelé, o favoritismo do Escrete era inquestionável. Do outro lado, a Checoslováquia, parecia ser fraca oposição para os brasileiros. Alguns ainda recordavam 1954 e a diferença que havia entre húngaros e alemães (1), lembrando que a Checoslováquia fizera bem melhor que a Alemanha em 1954, conseguindo empatar o Brasil a zero na primeira fase. 

Os mais pragmáticos lembravam que o Brasil estava avisado e a Checoslováquia não tinha hipóteses. Os próprios checoslovacos não estavam muito confiantes, cientes da superioridade do adversário. O treinador Rudolf Vytlačil, montou o seu 4-3-3 para tentar parar a esperada avalanche «canarinha».

Com Zito e Didi nas costas, a linha avançada dos canarinhos contava com Zagallo na esquerda, Amarildo e Vavá no centro e o genial Garrincha na esquerda.
 
Após a lesão de Pelé, o «Anjo das Pernas Tortas» assumira-se como a grande estrela da equipa, liderando a seleção, jogo após jogo até à grande final. 
O Brasil de Aymoré Moreira, estava longe da máquina ofensiva que Vicente Feola comandara quatro anos antes na Suécia. O 4-2-4 brasileiro assentava no meio campo com Zito e Didi nas costas da linha avançada formada por  Zagallo na esquerda, Amarildo e Vavá no centro e o genial Garrincha na direita, que após a lesão de Pelé, assumira-se como a grande estrela da equipa, liderando a seleção, jogo após jogo até à grande final. 
Sem contarem com jogadores geniais como o «Anjo das pernas tortas» (2), os europeus confiavam nas luvas de Viliam Schrojf para manterem as redes invioláveis e na qualidade de Josef Masopust, o fantástico médio do Dukla de Praga, ainda hoje lembrado como o melhor jogador checo de todos os tempos.

Reviravolta

Tal como na final de quatro anos antes, o Brasil começou a perder. Um passe longo de Adolf Scherer chegou a Masopust que não teve problemas para bater Gilmar. 1-0, a Checoslováquia saía na frente!

Lembrando que a história às vezes sempre se repete, os jogadores brasileiros pegaram na bola e dois minutos depois, Amarildo aproveitava um erro de Schrojf e empatava o jogo. 1-1, pouco durara a vantagem dos homens da Europa de Leste.

Os checoslovacos acusaram o toque e reorganizaram-se conseguindo aguentar os brasileiros até que o soviético Nikolay Latyshev apitou para o intervalo.

Contudo, no segundo tempo, os 68,679 espetadores presentes no Estádio Nacional, puderam confirmar a grandiosidade do futebol de Garrincha e companhia.

Zito e Vavá fariam mais dois golos, novamente com um erro de um desalentado Schrojf à mistura, conseguindo a conquista do bicampeonato, confirmando que mesmo sem o magistral Pelé, o Brasil estava claramente à frente da concorrência.

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(1) Em 1954 a Hungria perdeu a final do mundial com a RFA por 2x3 depois de ter vencido por 8x3 na primeira fase da prova. 
(2) «Anjo das Pernas Tortas» era uma das mais famosas alcunhas de Garrincha.

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Motivo:
jogos históricos
U Domingo, 17 Junho 1962 - 19:30
Nacional de Santiago
Nikolay Latyshev
3-1
Amarildo 17'
Zito 69'
Vavá 78'
Josef Masopust 15'
Estádio
Nacional de Santiago
Nacional de Santiago
Chile
Ñuñoa, Santiago de Chile
Lotação65127
Medidas105 x 68
Inauguração1938