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história
Grandes jogos

Benfica X Anderlecht: a frieza belga

2011/05/11 16:13
Texto por João Pedro Silveira
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Se bem que já tivesse jogado cinco finais da Taça dos Campeões Europeus, a verdade é que até 1982/83 o Benfica nunca tinha tido muito sucesso na então terceira competição mais importante da UEFA. Após um empate conseguido a ferros em Craiova, na Roménia, os encarnados garantiam não só a sua primeira final na competição, como a estreia de um clube português no jogo decisivo.

Há 15 anos que o clube não chegava a uma final europeia. A última tinha sido uma derrota em Wembley (1-4) às mãos do Manchester United. Tinha sido o último grande momento da geração dourada benfiquista e tinha sido também a última final europeia a que um clube português tinha chegado. Era a sétima final portuguesa - Benfica seis, Sporting uma -, e os encarnados com seis jogos decisivos mostravam ser de longe o mais bem sucedido clube português.
 
Em 1983 uma nova geração de grandes jogadores como Humberto Coelho, Nené, Chalana, Diamantino, Carlos Manuel ou Bento, tentava mostrar à Europa que o Benfica continuava grande, mesmo sem Eusébio e companhia. 
 
No caminho até à final o Benfica foi irrepreensível, eliminando Bétis, Lokeren, Zurich, Roma e Univesitatea de Craiova sem ceder uma única derrota.
Pela frente, na final, encontrava o Anderlecht, o crónico campeão belga; vencedor recente de duas Taças dos Vencedores das Taças e de duas Supertaças europeias, e que pelo caminho tinha deixado os finlandeses do Kuopio, o FC Porto, o Sarajevo, o Valencia e o Bohemians de Praga. Na longa caminhada só tinham sofrido duas derrotas: nas Antas e na então Jugoslávia contra o FK Sarajevo. 
 
A primeira mão da final estava marcada para o Estádio do Heysel em Bruxelas. Se era verdade que o Benfica não tinha perdido nenhum jogo até aí, não era menos verdade que o Anderlecht tinha vencido todos os jogos em casa, e com jogadores como o dinamarquês Morten Olsen e os internacionais belgas Franky Vercauteren e Erwin Vandenbergh impunham muito respeito aos comandados de Sven-Göran Eriksson. 
 
O sueco, acreditavam os benfiquistas, tinha a chave para o sucesso na Taça UEFA, pois na época transacta havia conquistado o troféu com os suecos do IFK Göteborg. Em Bruxelas contudo, foram os pupilos do belga Paul Van Himst que levaram a melhor com um golo do dinamarquês Brylle. 
 
Em Lisboa, duas semanas depois,  num Estádio da Luz cheio como nunca, a esperança benfiquista era enorme, tendo em conta a curta desvantagem que tinham trazido da Bélgica.
 
Os encarnados entraram a todo o gás e encostaram os belgas às cordas. Aos 36 minutos Shéu empatava a eliminatória, após uma insistência do capitão Humberto Coelho.
 
Apenas dois minutos depois, o balde de água fria caía sobre a festa benfiquista, quando Lozano empatava com uma cabeçada dava o melhor seguimento ao centro teleguiado de Vercauteren.
 
Os benfiquistas demoraram a reagir, e só na segunda parte após as entradas de Filipovic e João Alves para os lugares de Veloso e Shéu é que o Benfica voltou a deixar o Anderlecht em maus lençóis.
 
Durante longos períodos os belgas foram sufocados pelo futebol ofensivo dos encarnados e o belga Munaron evitou um golo feito ao travar com uma magistral defesa uma cabeçada de Nené que deixou o Estádio da Luz a gritar "golo!".
 
No fim a festa era belga, para desalento dos portugueses, e o Benfica perdia mais uma final europeia, dando continuidade à maldição de Béla Guttmann...
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Motivo:
jogos históricos
U Quarta, 18 Maio 1983 - 20:00
Estádio da Luz
Charles Corver
1-1
Shéu 30'
Juan Lozano 38'
Estádio
Estádio da Luz
Lotação120000
Medidas105x74
Inauguração1954