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história
Jogadores

Kaká: Il Bambino d'Oro

2017/12/21 15:28
Texto por Vasco Sousa
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Melhor Jogador do Mundo em 2007, Kaká foi um dos maiores jogadores na primeira década do novo Século. Médio atacante ou segundo avançado elegante, com visão de jogo e forte remate, Kaká ganhou direito a entrar na galeria de melhores jogadores brasileiros de sempre.

Da carreira em risco à idolatria em São Paulo

Contrariamente à grande maioria dos jogadores brasileiros , Ricardo Izecson dos Santos Leite (mais tarde conhecido por Kaká) nasceu numa família de classe média-alta, não tendo passado grandes dificuldades financeiras. O futebol sempre foi uma das suas paixões e aos 15 anos chegou à formação do São Paulo. Contudo, com 18 anos, Kaká sofreu um acidente numa piscina (fratura na espinha dorsal) e temeu-se o pior, mas acabou por recuperar rapidamente.

Tão rapidamente que, menos de um ano depois, estreava-se com a camisola do São Paulo. Logo no seu segundo jogo, criou impacto: frente ao grande rival Santos, o jovem entrou na segunda parte e ainda marcou um golo na vitória são paulina por 4x2. Estava a nascer uma nova estrela...

Um mês depois, na final do Torneio Rio-São Paulo, marcou os dois golos da vitória da equipa sobre o Botafogo, que valeu o (inédito) título à equipa. Tornou-se ídolo dos adeptos e começaram a fazer-se comparações com Raí, um dos maiores jogadores da história do clube.

Campeão do Mundo aos 20 anos

Foi habitual titular ao longo do Campeonato Brasileiro 2001 e as suas boas exibições levaram Scolari a convocá-lo para amigáveis de preparação para o Mundial 2002. Kaká respondeu bem: marcou ao segundo jogo (frente à Islândia) e acabou por convencer Felipão a levá-lo ao Mundial Asiático, onde não foram, entre outros, Romário, Zé Roberto, Juninho Pernambucano ou Jardel.

No Mundial, Kaká era o mais jovem do elenco brasileiro e só foi utilizado num jogo, frente à Costa Rica, na fase de grupos. Aos 20 anos, Kaká era já campeão do Mundo e uma das maiores esperanças do futebol brasileiro para manter o seu estatuto de campeão mundial.

O Melhor do Brasileirão antes das críticas

De volta ao clube, Kaká brilhou intensamente no Campeonato Brasileiro, competição em que foi considerado o melhor jogador. Contudo, o São Paulo, que dominou toda a fase regular, acabou eliminado nos quartos de final da competição, afastado pelo Santos, numa eliminatória em que Kaká foi criticado pelos próprios adeptos.

Começou aqui uma fase diferente da relação de Kaká com os adeptos da equipa: de ídolo, passou a ser um dos alvos de crítica e responsabilizado por maus resultados, com a torcida são paulina a criticar principalmente o seu desaparecimento nos principais jogos.

Príncipe em Milão

Ainda assim, o talento do jovem brasileiro era por demais evidente. Alguns clubes europeus demonstraram interesse e, em 2003, Kaká assinou pelo então campeão europeu AC Milan. Apesar da forte concorrência, rapidamente se impôs na equipa milanesa, e durante seis anos espalhou classe pelos relvados italianos e europeus. Logo na primeira época sagrou-se campeão italiano e na época seguinte viveu a desilusão de perder a final da Champions para o Liverpool, depois dos milaneses estarem a ganhar por 3x0. No final dessa temporada, Kaká conquistou a Taça das Confederações, marcando na final, à Argentina.


Em 2006, Kaká chegava ao Mundial da Alemanha como um dos melhores jogadores do Mundo, fazendo parte de um quarteto que muito prometia nessa competição, com Ronaldinho, Adriano e Ronaldo. Kaká começou em grande estilo, com um grande golo a valer a vitória do Brasil sobre a Croácia. O certo é que o Mundial da Alemanha foi uma desilusão, não só para si como para toda a Seleção.

O Mundo a seus pés

Foi na época seguinte ao Mundial que Kaká viveu o melhor momento da carreira. Depois da polémica do Calciocaos, cedo o Milan ficou fora da luta pelo título e concentrou-se na Champions – que ganharia. E se a ganhou, muito pode agradecer ao internacional. Apontou um hat-trick ao Anderlecht na fase de grupos, marcou, no prolongamento, o golo que eliminou o Celtic nos oitavos de final e fez uma das exibições individuais mais espetaculares de sempre na competição nas meias-finais, frente ao Manchester United. Marcou três dos cinco golos que o Milan marcou nessa eliminatória, incluindo um bis em Old Trafford e para a memória ficou um dos mais famosos golos da sua carreira: com um subtil toque de cabeça, deixou para trás dois adversários, num golo demonstrativo de toda a sua inteligência. Na final, Kaká não foi tão brilhante, mas levantou o troféu.

No final do ano de 2007, Kaká foi considerado não só o melhor jogador da Liga dos Campeões, com o Melhor Jogador do Mundo.

A aventura em Madrid

Seguiram-se mais duas épocas no Milan, com bons registos individuais mas de fraco pecúlio coletivo. Começaram a surgir rumores sobre uma possível transferência para o Real Madrid, que acabou por ser confirmada em 2009, após conquistar uma vez mais a Taça das Confederações, agora na África do Sul, numa prova onde foi considerado o Melhor Jogador. Florentino Pérez não olhou a esforços e contratou, na mesma época, jogadores como Benzema, Xabi Alonso, Cristiano Ronaldo ou Kaká.

Mas a aventura do brasileiro em Madrid não foi a mais feliz. Nas quatro épocas passadas na capital espanhola, nunca conseguiu ser o jogador que era no Milan, muito devido aos constantes problemas físicos que teve, principalmente uma pubalgia que não mais o largou até ao final da carreira. Teve, ainda assim, bons momentos e conquistou títulos, o principal a Liga Espanhola, em 2012, quando os merengues interromperam uma série de três títulos consecutivos do Barcelona de Guardiola.

Os últimos anos

Também pela Seleção a sua influência começou a ser, progressivamente, menor. Em 2010, visto como a principal figura do Brasil, não esteve ao seu melhor nível, acabando mesmo por ser expulso na fase de grupos. A partir daí, só realizou mais 10 jogos pela Canarinha, em seis anos.

Regressou depois ao Milan, onde esteve apenas uma época, e voltou também ao São Paulo, por empréstimo do Orlando City, equipa da MLS que entretanto o contrara. Esteve três temporadas nos Estados Unidos, até encerrar a carreira, com 35 anos.

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