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história
Jogadores

Johann Cruijff: o holandês voador

2011/05/25 18:38
Texto por João Pedro Silveira
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Hendrik Johannes "Johan" Cruijff nasceu em Amesterdão a 25 de Abril de 1947. Fez parte da grande revolução do futebol moderno que foi o Ajax dos anos 70 e da selecção holandesa de 1974 que ficou conhecida como a Laranja Mecânica.

 
Foram essas equipas, de que Cruijff fez parte, que quebraram por completo o estaticismo em que o futebol tacticamente se encontrava.
Um sistema de jogo apelidado de futebol total, onde as peças se moviam sem as limitações de outros tempos. Rinus Michel no banco e Cruijff no relvado foram os responsáveis por essa revolução.
 
Futebol total
 
Cruijff estreou-se no Ajax em 1964 e no ano seguinte seria logo campeão. Dotado de boa técnica e velocidade, a sua intuição e inteligência tornaram-no num líder natural dentro do campo.
 
Em 1969 o Ajax, até aí um pequeno clube em parâmetros europeus, teve uma campanha de sonho e chegou à final com o AC Milan depois de já ter eliminado o Benfica.
No ano seguinte o grande rival de Roterdão, o Feyenoord, tornou-se o primeiro clube holandês a ganhar a Taça dos Campeões, mas o Ajax não se perturbou com o sucesso do rival e no ano seguinte voltou à final e desta vez contra os gregos do Panathinakos finalmente venceu.
 
Seguiram-se vitórias sobre o Inter (1972) e a Juventus (1973) para o Ajax poder reclamar o tricampeonato europeu. A nível interno a juntar ao título de 1966 o Ajax tinha vencido os campeonatos de 1967, 1968, 1970, 1972 e 1973, e as taças de 1967, 1970, 1971 e 1972.
 
Laranja Mecânica
 
Com os resultados de Ajax e Feyenoord, a Holanda tornava-se uma das óbvias favoritas ao mundial de 1974, mesmo tendo em conta que os Países Baixos regressavam à grande competição depois de uma ausência que remontava a 1938 e a apenas para a sua terceira participação.
 
Depois de vencer o grupo da primeira fase cedendo só um empate, os Países Baixos venceram o segundo grupo com três vitórias em três jogos: Argentina, R.D.A. e o campeão do mundo Brasil, sentiram na pele a força do futebol total.
 
©Getty / Getty Images
Cruijff teve um campeonato de sonho, sendo o maestro da laranja mecânica, jogando e fazendo jogar, e apontando ainda três golos decisivos contra argentinos e brasileiros.
 
Na final contra os anfitriões da Alemanha Ocidental, Cruijff começou o jogo fintando meia equipa alemã e foi derrubado dentro de área. O árbitro apontou para a marca de grande penalidade e Neeskens fez o 1-0.
 
A R.F.A. não desarmou e Breitner, e depois Müller ainda na primeira parte deram a volta ao resultado, consumando a primeira e única derrota dos holandeses na competição, precisamente no jogo em que não se pode perder.
 
Barcelona
 
Uma ano antes do mundial já se tinha mudado para Espanha e para o Barça. Naquela que era a transferência mais cara do futebol até então: cinco milhões de florins. O governo espanhol criou entraves a contratação devido ao elevado valor, mas Cruijff acabou por ser apresentado em Nou Camp.
Cedo criou empatia com a causa catalã, e assumiu ter preferido o Barça ao Real, por não conseguir jogar num clube que estivesse ligado ao ditador Franco. Pela mesma razão não participaria no mundial da Argentina em 1978, porque o país sul-americano era controlado por uma ditadura militar.
 
O ano de estreia foi uma época de sonho. O Barcelona ganhou o primeiro campeonato desde 1960 e Cruijff foi magistral na forma como os catalães esmagaram os rivais no Santiago Bernabéu por 0-5!
 
Como corolário da época em Espanha e do Mundial da Alemanha, recebeu o Balon d´Or prémio do France Football para o Melhor Jogador do Ano.
 
Fim da carreira
 
Infelizmente para Cruijff e para o Barcelona, o resto da sua carreira na cidade condal só renderia mais uma Taça do Rei em 1978. Não admira que os seus tempos em Barcelona chegassem ao fim e em 1979 partiu para os E.U.A. para jogar em clubes de Los Angeles e Washington.
 
Em 1981 voltou a Espanha para jogar no Levante, apenas 10 jogos, e depois voltou a casa para jogar no Ajax e no Feyenoord, onde terminou a carreira em 1984.
 
Dream team
 
Dois anos depois tornou-se treinador do seu Ajax, onde encontrou uma geração de jogadores notavéis que comandou: Van Basten, Rijkaard ou o jovem Dennis Bergkamp. Foi com eles que conquistou a Taça das Taças em 1987.
Tal como o Cruijff jogador, o Cruijff treinador depois do sucesso em Amesterdão mudou-se para Barcelona.
 
Cruijff levou para La Masia o paradigma da escola do Ajax. O Barça passou a investir na canteira, cultivando a ideia de que além da vitória o clube tinha de praticar bom futebol.
 
Aos espanhóis Andoni Zubizarreta, Albert Ferrer, Miguel Ángel Nadal, Sergi Barjuan, Josep Guardiola, Guillermo Amor, juntaram-se as vedetas internacionais Michael Laudrup, Ronald Koeman e Hristo Stoichkov. Entre 1991 e 1994 o Barça conquistou o tetracampeonato e em 1992 em Wembley frente à Sampdoria, com um golo de Koeman venceu a Taça dos Campeões que lhe escapava desde 1961...
 
Essa equipa que ficou na história do futebol como o dream team, ainda chegaria à final da Liga dos Campeões em 1994, mas perdeu de forma inequívoca com o AC Milan por 0-4 e foi o fim do dream team.
 
Dois anos depois Cruijff abandonou o Barça para não treinar mais nenhum clube. Desde então tornou-se um comentador consagrado e uma eminência parda do clube blaugrana, sendo considerado como um putativo presidente.

Vítima de doença prolongada, Cruijff viria a falecer no dia 24 de Março de 2016.
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