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história
Jogadores

Iván Zamorano: o terrível

2011/07/08 17:10
Texto por João Pedro Silveira
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Crescer no Chile de Pinochet

Quando Iván Zamorano nasceu, a 18 de Janeiro de 1967, o Chile era um dos países mais prósperos do continente com uma democracia adulta, um oásis num continente pejado de ditaduras militares.
 
Foi precisamente no ano que Zaza nasceu que os movimentos de esquerda chilena por um lado e os conservadores de direita pelo outro começaram a pressionar o governo chileno, democraticamente eleito em 1964.
A tensão foi crescendo até tornar-se insustentável com a súbida da  esquerda ao poder após as eleições de 1970. A 11 de Setembro de 1973, na Santiago natal do pequeno Ivan, um golpe encabeçado pelos militares tomava de assalto o Palácio de La Moneda e derrubava o governo de Salvador Allende e mudava o destino da nação andina.
 
Durante mais de vinte anos, Ivan Zamorano e milhões de chilenos seriam governados pela mão férrea do General Pinochet. O Chile como tantos outros países da América Latina, vivia a sua ditadura, com lágrimas e sofrimento.
 
Um pouco alheio a isso, o jovem Zamorano foi crescendo com a paixão pela bola, uma das poucas alegrias que quebrava o cinzentismo da sociedade chilena nos anos 70 e 80.
 
Começou a carreira no Cobresal, um clube de mineiros da região de El Salvador no Atacama, mas foi emprestado na sua primeira época de profissional ao Trasandino apontando 27 golos em 29 jogos.
Voltou ao Cobresal, para no ano seguinte mudar-se para a distante Suíça onde brilhou com a camisola do FC Saint Gallen onde em três épocas marcou 34 golos "ganhando um bilhete" para transferir-se para o Sevilla de Espanha.
 
A mudança para Espanha
 
Nas margens do Guadalquivir, Zamorano amadureceu as suas capacidades e o seu "killer instinct" despertando a cobiça dos grandes espanhóis e europeus. Não estranhou então que no verão de 1992 o Real Madrid tenha contratado a vedeta chilena.
 
A história comprova que os merengues não se arrependeram, e logo na sua primeira época com a camisola blanca Zamorano apontou 26 golos e ajudou o Real a conquistar a Taça do Rei.
 
Zamorano jogaria ao todo quatro épocas no Santiago Bérnabeu, marcando 77 golos em 137 jogos, conquistando a Liga de 1995.
 
Os anos em Itália
 
Mudou-se então para Itália e para o Inter onde em 5 épocas não foi tão feliz como em Madrid. Inclusive em 1997 perdeu o número 9 na camisola para o fenómeno Ronaldo. Insatisfeito, Zamorano passou a usar 1 +8 na camisola, algo nunca visto até então nos campos europeus. 
Como consolação do período italiano da carreira fica a vitória na Taça UEFA em 1998.
 
Foi também em 1998 que o Chile voltou a um campeonato do mundo e a dupla Zamorano e Salas fez furor, ficando conhecida como Za-Sa, à imagem da dupla brasileira Ro-Ro (Ronaldo-Romário).
Seria precisamente a selecção brasileira de Ronaldo que eliminou o Chile do Mundial. 
 
Em 2001 sem lugar na equipa italiana aceita o repto do América e muda-se para o México onde faz três épocas de bom nível, antes de voltar ao Chile para terminar a carreira no Colo-colo em 2003.
 
Na selecção o seu maior feito foi a conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, onde foi o melhor marcador. Um ano depois, abandonou a roja, despedindo-se com uma vitória por 2x1 num amigável contra a França.
 
Em 2004 Pelé nomeou Zamorano como um dos 100 melhores jogadores do século XX , um prémio especial instituído pela FIFA para festejar o seu centenário.
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