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história
Jogadores

Hristo Stoichkov: a esquerda explosiva

2014/02/06 16:43
Texto por João Pedro Silveira
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Entre 1989 e 1994, Hristo Stoichkov conquistou seis campeonatos nacionais consecutivos, dois na sua Bulgária natal, ao serviço do CSKA de Sófia e quatro na «Cidade Condal», jogando numa das melhores equipas do FC Barcelona de que há memória, o Dream Team de Johann Cruijff, ao lado de craques como Laudrup, Guardiola, Koeman e mais tarde Romário. À sua maneira, foi hexacampeão, e parecia que o destino das suas equipas só podia ser ganhar.

Foi com a moral em alta que chegou ao mundial de 1994, como líder incontestável da melhor geração de sempre do futebol bulgaro, aquela magnífica equipa que contava com jogadores da craveira de Letchkov, Ivanov, Kostadinov e Balakov. 

Antes do mundial, a Bulgária nunca tinha vencido um jogo em fases finais da prova. No fim do torneio, saía com um surpreendente quarto lugar, pelo caminho derrotara Alemanha e Argentina - somente os dois finalistas da edição anterior do mundial - e com Stoichkov como um dos melhores marcadores da prova com seis golos - tantos como o russo Salenko - e considerado pela crítica como o terceiro melhor jogador do torneio, apenas superado por Romário e Baggio. 

A aventura americana

Stoichkov era antes de tudo um jogador de génio. Como Éric Cantona e outros craques irascíveis, o búlgaro fervia em pouca água. Dele se podia esperar o impossível, a avançada pela ponta que arrasava os defesas direitos, abria a muralha defensiva e dava a vitória à sua equipa, como também, de cabeça perdida, agredia um adversário ou insultava o árbitro, acabando expulso e custando uma vitória, ou um empate à sua equipa.

Já em 1985, numa cena de pancadaria generalizada no final da Taça da Bulgária, lhe custou o possível ingresso na seleção que foi jogar o Mundial do México no ano seguinte. Só se estreou depois do Campeonato do Mundo, onde a Bulgária mais uma vez soçobrou, sem glória...

A hora de Hristo e da sua Bulgária chegaria finalmente em 1994. Mas antes, a Bulgária teve de se qualificar para o mundial, superando a oposição de franceses, suecos, austríacos, finlandeses e israelitas. A qualificação só chegou no último jogo, em Paris, onde só uma vitória podia valer para marcar presença no mundial. Os gauleses adiantaram-se por intermédio de Cantona, mas Kostadinov empatou pouco depois. A vitória chegou no fim, com novo golo do avançado que então pontificava no FC Porto.

Em terras americanas, os búlgaros começaram com o pé esquerdo. Yekini, Amokachi e Amunike fizeram os três golos nigerianos, que prolongaram a malapata búlgara em fases finais de mundiais. Dias depois, a 26 de Junho, no Soldier Field em Chicago, Stoichkov e companhia fizeram história, com uma vitória por 4x0 sobre a Grécia. Era o começo de um sonho de fadas que continuou com a vitória sobre a Argentina.

Qualificados para os oitavos, os búlgaros superaram a oposição de mexicanos e alemães, antes de caírem às mãos de Roberto Baggio na meia-final. No jogo de consolação, os suecos foram muito superiores e venceram por 4x0, uma mancha no percurso, que não ensombrou o feito de uma equipa que ganhou um lugar na história do futebol do país. Hristo, com seis golos tornava-se no melhor marcador, ex-aequo com o russo Salenko.

Da Bulgária a Barcelona

A verdade é que durante o mundial dos Estados Unidos, Hristo Stoichkov já era uma estrela de primeira grandeza no firmamento do futebol mundial. Filho de um guarda-redes, Hristo desde pequeno se viu envolvido no futebol. Começou nas escolas do Maritsa da sua Plovdiv natal. Seguiu-se a passagem pelo Zavod Yuri Gagarin e Hebros, antes do salto para o CSKA.

Um ano depois de chegar ao CSKA, o clube passou a chamar-se Sredets Sofia e dois anos mais tarde voltou a ser batizado, agora como CFKA Sredets Sofia. O clube só voltaria ao seu antigo nome em 1990, já depois da queda do Muro de Berlim, quando a Bulgária comunista chegava ao fim. Nesse período de transformação, os jogadores búlgaros puderam finalmente aceitar os convites lucrativos dos clubes ocidentais, e assistiu-se a um verdadeiro êxodo de valores das diversas ligas da Europa de leste, não sendo a Bulgária uma exceção.

Stoichkov, um dos tesouros que estava guardado para além da «Cortina de Ferro», era um dos jogadores mais cobiçados do continente. Seria o mítico Barcelona que conseguiria a sua contratação, a troco de muitas pesetas e promessas de sucesso para o génio búlgaro.

Na segunda cidade espanhola, Stoichkov conheceu a fama e a glória. Tetracampeão nacional, campeão europeu, partiria para fazer uma época em Parma, antes de regressar a Barcelona, onde jogou ao lado de uma nova geração onde brilhavam Ronaldo, Figo ou Luis Enrique, com quem conquistou a Taça das Taças.

Sem espaço para jogar, voltou à Bulgária para defender as cores do CSKA por mais uma época, antes de dar a volta ao mundo, jogando em clubes da Arábia Saudita, Japão e Estados Unidos, onde pendurou as botas ao serviço do DC United em 2003.

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