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história
Jogadores

Grzegorz Lato: o velocista

2013/04/08 18:01
Texto por João Silveira
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Era capaz de correr 100 metros em 10,8 segundos, arrancando e parecendo deixar os adversários colados ao chão. «Como a minha técnica deixava a desejar, tinha de compensar com a velocidade», assim explicava o uso da força física, como se desculpasse pelas arrancadas míticas, como aquelas que efetuou contra a Inglaterra em Wembley, ou o Brasil, no jogo da atribuição da medalha de bronze do mundial da Alemanha em 1974.

Recordado pela sua calvice prematura e as celebrações em que distribuía beijos efusivamente depois de marcar um golo, Bolek - como era conhecido pelos amigos -, era um ponta de lança letal no seu clube, o modesto Stal Mielec, com quem foi campeão em 1973 e 1976, enquanto na seleção costumava jogar mais recuado, muitas vezes alinhando como extremo ou médio direito. Porém no mundial de 1974, apontou sete golos, ganhando a Bota de Ouro, destinada ao melhor marcador da competição, o que é um feito maior, quando se superioriza ao grande Gerd Müller.
 
Fruto do trabalho árduo
 
Grzegorz Bolesław Lato nasceu a 8 de abril de 1950, em Malbork, no nordeste da Polónia, na antiga Prússia Oriental, que apenas cinco anos antes de Lato nascer ainda era uma província alemã. Ao contrário de Boniek, com quem divide a fama de «melhor jogador polaco de sempre», Lato só jogou fora da Polónia já na curva descendente da carreira.
 
Começou a sua carreira de futebolista, contava somente 12 anos, quando entrou para os escalões jovens do Stal Mielec, um modesto clube, de uma pequena localidade do sudeste do país, junto da fronteira com a então União Soviética. Desde tenra idade que Lato era senhor de duas características bem percetíveis: a primeira era a velocidade, de tal forma estonteante, que dele se dizia «ser mais rápido que o vento»; a segunda, um faro inegável pelo golo, com a capacidade de antecipar os lances e colocar-se no local certo no momento certo, fazendo que uma meia hipótese de golo, fosse um golo quase certo.
 
Apesar das qualidades físicas, Lato não era o mais técnico dos jogadores, em jovem, as suas capacidades técnicas seriam sofríveis, mas nunca baixou os braços e trabalhou muito, aproveitando e bem, os sistemas de treino do futebol polaco, que o transformaram na máquina demolidora que começou a dar nas vistas nos juniores da seleção polaca.
 
Em oito anos passados nas escolas do Stal Mielec, Lato sempre considerou ter sido «abençoado» com os melhores treinadores, que lhe ensinaram a «pensar o jogo» enquanto em campo, ajudando assim a suprir quaisquer falhas técnicas. 
 
Uma carreira de sucesso
 
A sua inteligência de jogo e capacidade de antecipar situações, tornaram-no num dos melhores jogadores do seu tempo, fundamental nas campanhas douradas da Polónia na década dourada de 1972-1982, em que os polacos conquistaram dois terceiros lugares em mundiais (1974 e 1982), uma medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1972 em Munique, e uma medalha de Prata nos Jogos de Montreal em 1976.
 
Numa era em que os alas encantavam as bancadas com o seu reportório de fintas e dribles, humilhando os defesas, Lato, em contraste com os colegas de posição, dava tanto ênfase aos momentos defensivos como ofensivos, tornando-se um protótipo do atual «jogador de equipa».
 
No mundial de 1978, a Polónia superou a primeira fase sem problemas, superiorizando-se aos campeões mundiais, mas acabou batida por argentinos e brasileiros na segunda fase. Lato só apontou dois golos, mas a sua fama chegou à América, onde Pelé, o tentou levar para o New York Cosmos. 
 
Trocar a pequena Mielec por Nova Iorque, era passar de uma cidade de 50 mil habitantes para o «centro do mundo», Lato acabou por não se deixar seduzir pelos dólares, pois sabia que a saída para os Estados Unidos, significava perder um lugar na seleção nacional. A lei polaca impedia os atletas de emigrarem antes dos trinta anos, Lato durante a carreira acabou por ser forçado a recusar muitas propostas.
 
Fim de carreira
 
Acabou por sair para o Lokeren da Bélgica, quando completou trinta anos, jogando duas épocas no clube belga, para depois tentar a sorte no exótico futebol mexicano, alinhando pelo Atlante. Terminada a carreira de profissional, ainda passaria pelo Canadá, onde jogou num clube amador da comunidade polaca em Hamilton, Ontário.
 
Penduradas as chuteiras, voltou para a sua Polónia natal, onde após o fim do regime comunista, começou a envolver-se na política local. Em 2001, foi eleito para o senado pela Aliança da Esquerda Democrática, onde ficou até 2005. Três anos depois, bateu Boniek na eleição para a presidência da Federação Polaca de Futebol (PZPN), tornando-se o presidente da instituição durante o Euro 2012, que a Polónia coorganizou com a Ucrânia. Em Outubro do mesmo ano, no fim do mandato, abandonou a PZPN, criticado por durante o seu mandato, a Polónia ter falhado a qualificação do mundial de 2010 e ter falhado rotundamente ao cair eliminado ainda na primeira fase do euro que organizou.
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