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história
Jogadores

Gerd Müller: Der Bomber

2014/02/25 15:17
Texto por João Pedro Silveira
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«Müller era baixo, atarracado, de aparência estranha e não particularmente rápido, nunca faria jus à ideia convencional do que é um grande jogador de futebol, mas a verdade é que tinha uma aceleração letal em distâncias curtas, um jogo aéreo notável, e o instinto de golo estava-lhe na pele. As suas pernas curtas deram-lhe um centro de gravidade tão baixo, o que lhe permitia rodar e virar-se rapidamente em espaços tão curtos e com um equilíbrio perfeito, ao contrário da maioria dos jogadores.»

É assim que David Winner se refere ao avançado alemão, no seu livro sobre a seleção holandesa, que Müller ajudou a derrotar na final do mundial de 1974.

É reconhecidamente um dos melhores e mais profícuos avançados de todos os tempos, com 68 golos pela Mannschaft em 62 partidas, 66 golos em 74 partidas nas competições europeias e ainda 365 golos em 427 encontros disputados na Bundesliga.

Müller, que na Alemanha era conhecido como Bomber der Nation (1) ou simplesmente Der Bomber, fez parte da revolução futebolística que Alemanha sofreu na segunda metade dos anos 60, começo dos anos 70.

Multicampeão

Por mais que se escreva e fale sobre Gerd Müller, nada é mais eloquente que os títulos conquistados ao longo da sua carreira. Campeão do Mundo por seleções, Campeão do Mundo por clubes, três vezes Campeão da Europa por clubes, uma vez Campeão da Europa por seleções.

Quatro vezes Campeão da Alemanha, Quatro vezes vencedor da Taça da Alemanha e uma vez vencedor da Taça dos Vencedores das Taças.

E isto são só os títulos colectivos, porque se falarmos dos títulos individuais, temos ainda que somar um prémio de melhor marcador do Campeonato do Mundo, um prémio de melhor marcador do Campeonato da Europa, melhor marcador da Taça dos Campeões Europeus por quatro vezes, melhor marcador da Europa por duas vezes, melhor marcador do Campeonato alemão por sete vezes.

Além dos seus feitos como artilheiro, ainda foi eleito como o melhor jogador da Europa em 1970, melhor jogador da Alemanha em 1967 e 1969, melhor jogador dos 40 anos da Bundesliga, um dos cem melhores jogadores do centenário da FIFA, além de ter sido o melhor marcador em fases finais do Campeonato do Mundo entre 1974 e 2006, apenas superado pelo brasileiro Ronaldo, no mundial que se realizou precisamente na Alemanha. 

Entre os seus inúmeros recordes, contava-se o de número de golos apontados numa época, 67, em 49 jogos, em 1972/73, recorde que só seria superado por Lionel Messi em 2012. 

A revolução germânica

Esta é a história de sucesso do «Bombardeiro», que juntamente com o amigo e colega Franz Beckenbauer, ajudou a mudar, primeiramente, o futebol alemão e depois o europeu e mundial. Se olharmos para a lista de títulos conquistados pelo Bayern Munique e pela Alemanha antes de Müller - e Beckenbauer - chegarem ao clube bávaro, percebemos facilmente a verdadeira revolução que teve lugar no futebol alemão e europeu. 

Para muitos amantes do futebol, o poderio do futebol germânico é um dado adquirido e poucos se questionam se terá sido sempre assim. A verdade, é que tirando a brilhante - se bem que fortuita - conquista do Mundial de 1974, a Alemanha não tinha o mais brilhante palmarés até aos anos 60. Seria a geração de Müller a tomar as rédeas do futebol teutónico, lançando os clubes e a seleção alemã para o topo. 

Uma só camisola

Descontando a formação - e a primeira época como sénior - no TSV 1861 Nördlingen, e o fim de carreira, quando foi ganhar uns dólares para a Florida, ao serviço do Fort Lauderdale Strikers, a carreira de Müller só conheceu uma camisola, a do seu Bayern de Munique, clube em que se estreou com somente 17 anos, quando o clube ainda militava na segunda divisão regional, e aonde jogou durante 15 épocas.

Com 1,74 m de altura e com cerca de 74 quilos de peso, não tinha propriamente a mais elegante das figuras e foi isso que concluiu o seu primeiro treinador no clube bávaro, o jugoslavo Cik Cajkovski, que lhe chamava de kleines dickes Müller (2) e que um dia se referiu a ele «como um pequeno elefante por entre os centrais». 

A verdade é que a analogia com o paquiderme não estava assim tão longe da verdade, pois Müller, quando se soltava nas defesas contrárias, parecia um elefante numa loja de porcelanas, fazendo estragos atrás de estragos...

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(1) - Bombardeiro da Nação.
(2) - «Pequeno gordo Müller» - o jugoslavo não dominava completamente a língua, daí a declinação errada. 
Fotografias(2)
Gerd Müller dá a volta olímpica com o troféu na mão
Gerd Muller
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