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história
Jogadores

Ferenc Puskás: o Major Galopante

2011/11/22 15:47
Texto por João Pedro Silveira
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Com o nome de Purczeld Ferenc, nasceu em Budapeste o ainda hoje considerado melhor futebolista húngaro de todos os tempos. Com apenas 16 anos, um jovem baixo e gordo com a elegância no trajar de um qualquer taberneiro, tornava-se jogador profissional.
 
O Major Galopante
 
Sob orientação do seu pai, era presença regular no onze inicial do clube da sua terra: O Kispet (actual Honvéd). 2 anos depois, aos 18, estreava-se na Selecção húngara e com 21 era já o melhor marcador do campeonato magiar com 50 golos numa só época. O seu poderoso remate de pé esquerdo que aliava potência e precisão, fez história na Europa do futebol. Em 1949 a Hungria é ocupada pelas forças soviéticas.
 
O Kispet dá então lugar a uma poderosa instituição que viria a ser o clube das forças armadas: O Honved. Para continuar a jogar futebol, Puskas teve de se alistar no exército, onde recebeu a patente de major. Os companheiros passaram a chama-lo “MAJOR GALOPANTE”.
 
O Honved, transformou-se numa máquina demolidora, então na Hungria era uma limpeza: Vence os títulos nacionais de 1950, 52, 54 e 55. Em 1956, dá-se a revolução húngara contra a ocupação soviética. Puskas encontrava-se no estrangeiro e não mais quis regressar ao seu país. Cai o regime e com ele o Honved e a Selecção.
 
Com a camisola merengue
 
Com 29 anos de idade, foi considerado velho por vários clubes italianos. Aproveitou o Real Madrid que já contava com Gento, Kopa e … Di Stéfano. E a história deu-lhes razão. Puskas equipou de “Blanco” durante 10 anos e sempre ao mais alto nível. Em Madrid conquistou 3 Taças dos Campeões Europeus em 59, 60 e 66. 1 Taça Inter-Continental em 1960. Por 4 vezes foi o artilheiro do Campeonato espanhol (60, 61, 63 e 64) e por 2 vezes o da Taça dos Campeões (60 e 64). Contava 40 anos quando pendurou as chuteiras. Saldo: 1300 Partidas; 776 Golos!
 
Os mágicos magiares
 
1945 foi o seu ano de estreia na fabulosa selecção magiar sem comparação no seu tempo. Tinha então 18 anos. Em 1952 os Húngaros brilhavam nos Jogos Olímpicos, saindo de lá com o Ouro. A rápida circulação de bola, classe e determinação dos seus jogadores, eram a base do sucesso do seu colectivo.
 
Cinco jogos, cinco vitórias e um saldo de 20-1 entre golos marcados e sofridos. Em 1953 a Hungria tornava-se na primeira Selecção a vencer em Inglaterra. 3-6 foi o resultado com que brindou o público britânico, e o Mundial de 54 aí à porta…
 
Por esta altura, Kocsis e Csibor eram as mais valias numa equipa que tinha em Puskas a sua estrela mais cintilante.
 
A surpresa de Berna
 
À Suiça chegava o Mundial de Futebol e os húngaros, apontados como os únicos favoritos. 9-0 à Coreia e 8-3 à República Federal da Alemanha num jogo onde Werner Liebrich, um defesa alemão entrou para a história, ao lesionar selvaticamente e com intenção Puskas. 2 jogos de fora para o Major Galopante.
 
Frente ao Brasil, naquela partida que viria a ser conhecida como a “Batalha de Berna”, onde mesmo sem jogar, Puskas ainda partiu uma garrafa na cabeça de um adversário, e ainda na vitória por 4-2 frente ao Uruguai. Na final, de novo a R.F.A. como adversário. Puskas, mesmo condicionado, alinhou de início e aos 6 minutos já marcava e aos 8 já ganhava a Hungria por 2-0. Mas a sua lesão veio ao de cima e com o bis de Helmut Rahn, a R.F.A venceram por 3-2 numa das maiores surpresas da competição.
 
Dois anos depois, e com 85 golos em 84 jogos, terminaria a ligação de Puskas com a Selecção magiar. Jogaria ainda mais 4 partidas pela Selecção espanhola, 3 delas no Mundial do Chile em 62 mas sem ter apontado qualquer golo.
 
Nova etapa
 
Finda a carreira de futebolista, logo se tornou treinador. Embora sem nunca se ter aproximado do nível que evidenciou como jogador, Puskas teve o seu canto do cisne ao levar os gregos do Panathinaikos a uma final da Taça dos Campeões Europeus. Treinou clubes de toda a parte do mundo: Colo-Colo do Chile; AEK Atenas da Grécia; Cerro Porteño do Paraguai, Al-Masri do Egipto entre outros, e terminou a carreira na longínqua Austrália, no Panhellenic Melbourn.
 
Os últimos anos
 
Em 2000, foi-lhe diagnosticada a Doença de Alzheimer. Após longo sofrimento, acabaria por falecer a 17 de Novembro de 2006 em Budapeste, a sua cidade natal. No seu funeral, cerca de 5000 pessoas prestaram-lhe a última homenagem, numa cerimónia marcada pela gratidão e reconhecimento do nobre povo húngaro.
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