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história
Jogadores

Dino Zoff: o ancião campeão

2015/12/15 10:17
Texto por João Pedro Silveira
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Epílogo

Era o dia 24 de setembro de 1961, a Udinese visitava Florença para enfrentar a Fiorentina e Dino Zoff calçava pela primeira vez as luvas como sénior. No Stadio Comunale, apesar de marcar primeiro, a Udinese não teve possibilidade contra os viola, acabando derrotada por 5x2.

©Getty / Bongarts
Zoff estreava-se no calcio, com uma goleada pesada e cinco golos sofridos, apesar das críticas o isentarem de todos os golos, poucos podiam imaginar que aquele franzino rapaz viria a ser o maior guarda-redes da história.

Prólogo

7596 dias volvidos, do alto dos seus 40 anos de idade, no palco majestoso do Santiago Bérnabeu em Madrid, Dino Zoff recebia das mãos do Rei Juan Carlos de Espanha a Taça de Campeão do Mundo, tornando-se no mais velho capitão do mundo da história, depois de capitanear a Itália na vitória por 3x1 sobre a Alemanha Federal. 

Zoff era a referência e âncora de uma equipa que teve na capacidade goleadora de Paolo Rossi a sua arma letal. No jogo decisivo da campanha, contra o Brasil na segunda fase, Zoff ajudou a segurar o «escrete», mas seria o avançado, autor de um hattrick que resolveu o encontro. 

©Getty / Central Press
No final, quando os jogadores transalpinos se abraçavam e festejavam no centro do estádio Sarrià, o circunspecto e sempre controlado Dino Zoff abraçou o treinador Enzo Bearzot e beijou-o repetidamente na face. Para o treinador, este foi o grande momento da competição, os beijos efusivos do velho capitão, que por momentos se deixou levar pela alegria da vitória e perdeu a sua fleuma...

Uma carreira ímpar

A carreira e vida de Dino Zoff é a de um campeão. Um  campeão que se fez com muito trabalho e paciência, com muitos anos de espera e dedicação, numa das mais brilhantes carreiras do futebol italiano, em que ao longo de 22 anos representou quatro emblemas: Udinese, Mantova, Napoli e Juventus, e ainda vestiu a camisola número um da seleção nacional italiana em 112 ocasiões. 

©Getty / Mark Sandten
Esteve presente em quatro mundiais (só jogou em três), venceu um Campeonato da Europa e um Campeonato do Mundo, sagrou-se seis vezes campeão de Itália e é recorrentemente considerado um dos melhores guarda-redes de sempre. Contudo, a carreira de Dino Zoff não foi um mar de rosas.

Começou num clube pequeno, como era a Udinese dos anos 60, só aos 30 anos chegou a um grande clube que lhe deu a possibilidade de conquistar títulos, a Juventus.

E que carreira fez na Vecchia Signora, onde jogou onze épocas e nunca falhou um único jogo na Série A. 

Já na seleção teve de esperar, só chegando à baliza da Squadra Azzurra num jogo contra a Bulgária na qualificação para o Euro 68. Roubaria a titularidade ao histórico Albertosi e conquistaria o título, levando a medalha de campeão da Europa só contando com quatro internacionalizações.

Em 1970, não sai do banco, na sombra de Albertosi, assistindo à final que a Itália perde com o Brasil (4x1) do banco. Só ganhou a titularidade da baliza "azul" em 1972 e só a deixou em 1983, já depois de ter conquistado o mundo.

Gloria Mundi

Guardados pela Taça do Mundo, Zoff e o colega Franco Causio, jogam cartas durante o voo de regresso a Roma, com Bearzot e o Presidente da República Italiana, Sandro Pertini. ©Domínio Público


O mundial de 1982 foi o grande momento da sua carreira. Uma Itália titubeante, passou a primeira fase de grupos, quase miraculosamente, depois de empatar com Peru, Polónia e Camarões. 

Atravessou o grupo de morte na segunda fase, vencendo a campeã do mundo Argentina e o grande favorito Brasil. Seguiu-se a Polónia de Boniek, e na final a grande Alemanha.

Enquanto não houve Rossi - só começou a marcar no terceiro jogo - Zoff foi o esteio da equipa, segurando a Itália. Depois de Rossi começar a marcar - ao todo marcou seis golos - , Zoff continuou a ser a muralha que ajudou a Itália a chegar ao título que já escapava desde 1938. Não admira que tivesse lugar no onze ideal da prova.

O treinador

Penduradas as chuteiras dedicou-se à carreira de treinador, começando por fazer parte da equipa técnica da Juventus. Em 1988 tornou-se no treinador principal de la fidanzata d'Italia, guiando os bianconeri à conquista de uma Taça de Itália e de uma Taça UEFA. 

Seguiu-se a Lazio, onde primeiro foi diretor desportivo e mais tarde treinador, vencendo uma Taça de Itália e chegado à final da Taça UEFA, perdida para o Inter

Em 1998 assumiu o cargo de treinador da seleção nacional italiana, que guiou à final do Euro 2000. Demitiu-se pouco depois, debaixo de severas críticas. Em 2001 sucedeu ao sueco Eriksson no comando da Lazio, de onde acabou por sair pouco mais de um ano depois.

Voltaria aos bancos quatro anos mais tarde, para mais uma passagem mal sucedida, desta feita na Fiorentina. 

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Viagem de regresso da campeã do mundo Itália em 1982
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