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história
Jogadores

Albano: o violino do Seixal

2016/01/05 12:08
Texto por João Pedro Silveira
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Albano Narciso Pereira é juntamente como Fernando Peyroteo, José Travaços, Jesus Correia e Manuel Vasques, uma das peças da famosa linha avançada do Sporting que ficou conhecida como os Cinco Violinos.

Natural do Seixal, Albano nascera três dias antes do natal de 1922. Cresceu ali bem próximo das margens do Tejo. Desde pequeno que demonstrou todo o amor pela bola de trapos, com que jogava com os amigos nas ruas e descampados da terra. Começou a jogar no Seixal, passaria no Barreirense e voltaria ao Seixal, antes de ser convidado a jogar no Sporting.

A troco de 20 contos - uma fortuna para a época! - os leões conseguiram contratar o jovem que rapidamente "pegou" de estaca na equipa principal. Entre 1943 e 1957, conquistou oito campeonatos nacionais e quatro taças de Portugal, além de outras competições secundárias.

Um violino goleador

Quando chegou ao Campo Grande, onde o Sporting então jogava, Albano encontrou Fernando Peyroteo, que já era uma referência dos leões. Ambos estariam por certo longe de imaginar a história dos violinos...

Pouco depois chegou Jesus Correia. Para que o quinteto ficasse completo foi preciso esperar que Cândido Oliveira tomasse o leme da equipa em 1945/46, pois seria ele que lançaria na equipa Travaços e Vasques. Jogaram juntos só três épocas, três épocas em que o Sporting foi sempre campeão. Portugal nunca vira linha avançada igual.

Albano fez parte da equipa dos 5 violinos ©Sporting CP


A força dos números: Sporting e Seleção

252 golos em 443 jogos em que vestiu a camisola verde-e-branca, ajudam a perceber a importância de Albano na história leonina e do futebol português. 

Se a isso somarmos às 13 internacionalizações (1947-54) e os três golos de quinas ao peito, percebemos melhor o seu lugar na história do «deporto rei» nacional.

A sua primeira internacionalização teve lugar num célebre Portugal x Suíça, no Jamor, jogado debaixo de um impressionante dilúvio. No fim do empate a duas bolas, no seu reconhecido sentido de humor, Albano brinca com o estado do "relvado-piscina", afirmando que tinha apanhado com tanta chuva que certamente tinha encolhido mais dois centímetros. 

Na seleção, num tempo em que não havia substituições, era suplente do benfiquista Rogério Pipi, tendo por isso, ficado fora da histórica humilhação no Jamor perante a Inglaterra (0x10).

No pós-jogo a DGD chamou os jogadores e resolveu castiga-los, acusando-os de não se terem esforçado depois da Federação se ter negado a pagar o prémio de presença por eles exigidos.

De todas as acusações os jogadores se defenderam com a superioridade do adversário. Foi então que a PIDE entrou em ação e interrogou os jogadores, acusando-os de terem falhado o jantar que se realizou no pós-jogo. Albano, interrogado pela PIDE defendeu-se que por ter sido suplente abandonara o estádio mais cedo para apanhar o barco de volta ao Seixal, como fazia sempre depois dos jogos...

Últimos anos

Era juntamente com Travaços e Vasques um dos violinos que ainda jogavam quando o Sporting inaugurou Alvalade. Seria lá que teve a sua festa de homenagem a 29 de junho de 1957.

Pendurou então as botas, abrindo um café no Seixal com o dinheiro que juntara durante a carreira. As constantes «borlas» que dava aos amigos custaram o sucesso do negócio. Acabou por fechar o café e arregaçou mangas, começando a trabalhar como corticeiro numa fábrica local.

Faleceu a 5 de março de 1990, oito anos mais tarde seria homenageado pelo seu clube de sempre com o Prémio Stromp, na categoria Saudade.

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Os Cinco Violinos do Sporting
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