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história
Jogadores

Charles Miller: o pai do futebol brasileiro

2013/02/28 15:44
Texto por João Pedro Silveira
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A 18 de fevereiro de 1894  um jovem anglo-brasileiro aportava a , depois de ter passado anos a estudar na Inglaterra, para onde tinha sido enviado pelos pais quando contava apenas dez anos.

Ninguém podia imaginar que nesse dia quente de verão, naquela bagagem que baixava no porto santista, aportava a terras brasileiras uma das maiores paixões da história do Brasil. Mas na sua bagagem, Miller trazia duas bolas usadas de futebol, uma bomba para encher as bolas, um par de chuteiras, alguns equipamentos usados e um livro com as regras do jogo que aprendera a jogar. Uma revolução estava a começar e o Brasil nunca mais seria o mesmo...
 
De Inglaterra para o Brasil
 
Charles William Miller, filho do escocês John D'Silva Miller e da brasileira - filha de Ingleses - Carlota Fox, nascido em São Paulo a 24 de novembro de 1874, era ainda um menino quando fora enviado para a terra dos seus antepassados. 
 
Chegara à Grã-Bretanha, desembarcado em Southampton, a porta do sul, onde estudou e descobriu a paixão britânica pelo desporto. Jogou râguebi, ténis e críquete, mas seria o futebol, um jogo que crescera no norte do Inglaterra e chegava agora ao sul, que cativou de sobremaneira o jovem Charles que se tornou um praticante entusiasta, além de árbitro.
 
Na Bannister Court School aprendera os rudimentos do jogo, mas seria no famoso Corinthian FC e no St. Mary's FC - futuro Southampton - que jogaria nos seus últimos anos na ilha.
 
Regressou ao Brasil e à sua São Paulo natal para trabalhar na São Paulo Railway, empresa onde já trabalhara o seu pai.  Durante mais de um ano, além do trabalho, foi conquistando amigos e colegas para a causa desse jogo estranho que tanto o encantava.
 
Uma tarde na Várzea
 
Após mais de um ano, numa tarde fria de outono, na Várzea do Carmo, no Brás, em São Paulo, realizou-se a primeira partida de futebol em terras brasileiras. O jogo foi disputado entre uma equipa de funcionários da Gas Company of São Paulo e trabalhadores da São Paulo Railway Company, equipa onde jogou Miller. Os ferroviários venceriam por 4x2. Era o dia 14 de abril de 1895, a data do primeiro jogo de futebol que há registo confirmado no Brasil.
 
São Paulo tornava-se o berço do futebol brasileiro. Pouco depois, Miller fundava o São Paulo Athletic Club (SPAC), onde além de avançado, era dirigente. Seguiram-se o Mackenzie, o Germania, o Internacional... Dois anos depois seria a vez do suíço Oscar Cox introduzir o futebol no Rio de Janeiro, todavia, o primeiro clube carioca só surgiria depois da viragem do século, em 1901, quando nasceu o Rio Team.
 
Muitas outras cidades e personagens reclamaram o começo do futebol brasileiro, mas a história de Miller é aquela que é mais comummente aceite no país.
 
O jogo dos bretões torna-se brasileiro
 
O futebol foi espalhando-se pelo país, muito por acção dos ingleses, donos das principais empresas espalhadas um pouco por todo o Brasil, ajudando assim o jogo a sair dos círculos iniciais de São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Na capital paulista, Miller, que entretanto se  tornara vice-cônsul de Sua Majestade na região, ajudou a fundar a Liga Paulista de Futebol. Seria sob a égide da mesma que se organizaram as primeiras competições oficiais em «Terras de Vera Cruz». O seu SPAC venceu as três primeiras edições do campeonato, e Miller só «penduraria as botas» em 1910, dedicando-se então apenas ao dirigismo e arbitragem.
 
Acabaria por falecer em São Paulo a 30 de junho de 1953, contava 78 anos. A polémica de ser ou não o homem responsável pela introdução do futebol no Brasil cresceu com o passar do anos, com muitos apresentarem o escocês Thomas Donohoe como o verdadeiro progenitor do futebol brasileiro.Contudo, Miller será sempre incontornável na história do futebol do «país irmão», porque além de fundar o primeiro clube e liga do país, fez parte da primeira equipa campeã no Brasil. Introdutor do futebol ou não, a verdade é que há um antes e depois de Miller no futebol brasileiro. E que depois da sua famosa bagagem aportar a , nunca mais o futebol brasileiro parou de crescer...
trazia duas bolas usadas de futebol, uma bomba para encher as bolas, um par de chuteiras, alguns equipamentos usados e um livro com as regras do jogo que aprendera a jogar.
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