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história
Jogadores

Zbigniew Boniek: o Belo da Noite

2012/06/05 16:00
Texto por João Pedro Silveira
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Zbigniew "Zibì" Kazimierz Boniek é, apesar da existência de «gigantes do futebol» como Lato, Zmuda ou Smolarek, o melhor jogador polaco de todos os tempos. Foi responsável, juntamente com Michel Platini, pelos mais belos momentos da mítica história da Juventus.

Com a sua seleção polaca, fez história no Mundial de Espanha, chegando à medalha de bronze, que podia ter sido de prata ou de ouro, se Boniek não tivesse visto um amarelo no jogo com a União Soviética, que o impediu de defrontar a Itália nas meias-finais. Os polacos perderam por 2x0, graças a Paolo Rossi, companheiro de Zibi na Juventus, e à Polónia e Boniek, restou a consolação de vencer a França no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar.
 
Com o seu icónico bigode, que estava longe de ser uma excepção em idos de 70 e nos anos 80, Boniek, com o «dez» a vermelho nas costas sobre um fundo branco, faz parte da memória de todos aqueles que se apaixonaram pelo futebol durante os anos 70 e 80. Rebelde, magistral, com uma técnica sublime e uma capacidade letal de encontrar o caminho do golo, para ele ou para um colega, Zibì, marcou um tempo no futebol, e desde ele, a Polónia nunca teve um jogador que sequer se aproximasse da sua qualidade.
 
O «Belo da Noite»
Boniek ficou conhecido no mundo do futebol como o «Bello di notte» [Belo da Noite], e essa alcunha, reza a história, que lhe foi dada por Gianni Agnelli, então dirigente máximo dos bianconeri, porque segundo ele, Boniek brilhava particularmente nos jogos noturnos, e era quando o relvado estava iluminado por luz artíficial, que o seu instinto predador pelo golo mais se revelava.

Outros dizem que o nome lhe foi dado por Henry Kissinger, político americano, vencedor do Prémio Nobel da Paz, que uma certa noite em Nova Iorque, quando apresentado ao plantel da Juventus por Agnelli, chamou a Boniek o «Bello di notte», num trocadilho italiano com a expressão francesa «Belle du Jour» [Bela do dia], expressão que ficara famosa em todo o mundo depois de ter sido imortalizada pelo filme de Luis Buñuel com Catherine Deneuve, com esse exato título. 

O craque de bigode nasceu para o futebol em Bydgoszcz
 
Os seus primeiros passos foram dados no Zawisza Bydgoszcz, clube da pequena cidade de Bydgoszcz onde Zbigniew nasceu a 3 de março de 1956. Iniciou a carreira como sénior em 1975 ao serviço do Widzew Łódź, onde se destacou, apontando 50 golos em 156 jogos. 
 
As suas exibições com a camisola do Widzew Łódź chamaram a atenção do selecionador nacional Jacek Gmoch, que o convocou para o mundial da Argentina 1978. 
 
Depois do 3º lugar conseguido no mundial, quatro anos antes, as expectativas eram altas. Ao lado de Lato, Deyna e Zmuda, Boniek ainda não tinha lugar assegurado na equipa, mas mesmo assim foi chamado para jogar no empate contra a R.F.A. (0x0) e na vitória sobre a Tunísia (1x0).
 
No terceiro jogo ganhou a titularidade e marcou dois golos na vitória sobre os mexicanos (3x1). A segunda fase não correu tão bem e num grupo com Argentina e Brasil, a Polónia ficou pelo 3º lugar e foi eliminada.
 
Mundial de Espanha
 
Quatro anos depois, em Espanha, a Polónia começou com empates a zero com a Itália e os Camarões, antes de golear o Peru com 5x1, num jogo em que Boniek marcou o terceiro golo das «águias brancas».
 
Na segunda fase, contra a Bélgica fez um hattrick na vitória por 3x0 que juntamente com o empate a zero com a U.R.S.S. valeu a qualificação para as malfadas meias-finais…
 
Conquistar o mundo com a Juventus
 
Com a medalha de bronze e o reconhecimento mundial, assinou então pela Juventus onde iria tornar-se uma das grandes estrelas do futebol mundial. A dupla Platini-Boniek funcionava quase telepaticamente, ajudando os de Turim a conquistar tudo o que havia para conquistar. Um scudetto, uma Taça de Itália, uma Supertaça italiana, uma Taça dos Vencedores das Taças, a Supertaça europeia e por fim a consagração mor, com a vitória na final da Taça dos Campeões sobre o Liverpool, na triste noite da tragédia de Heysel em Bruxelas.
 
Depois do sucesso em Turim, mudou-se para sul, para «Cidade Eterna», vestindo a camisola da AS Roma onde ainda conquistou mais uma Taça de Itália e foi de tal maneira decisivo em tantos jogos que ganhou um lugar para sempre no coração dos adeptos giallorossi, que esqueceram até que Boniek fora um ídolo da Vecchia Signora...
 
Dele disse um dia Maradona: «é um jogador totalmente especial, o melhor do mundo entre os que atuam dessa maneira», enquanto Pelé ia mais longe e afirmava: «Há jogadores mais famosos, mas poucos jogam melhor do que o Boniek, que é bom demais para ficar preso a uma única posição», mas ninguém melhor que Enzo Bearzot, treinador que levara a Itália ao título mundial de 1982, definiu o papel de Boniek numa partida de futebol: «foi um brilhante goleador e um dos melhores criadores de jogadas que eu já vi
 
Talvez não fosse à toa, que Platini, pouco depois de Boniek partir de Turim, respondendo a questão se conseguiria conquistar a bota de goleador pela quarta época consecutiva, respondeu prontamente que não, adiantando profeticamente que «o melhor marcador do Campeonato será alguém que tiver o Boniek como companheiro.» E obviamente que foi isso que aconteceu, e o goleador do Scudetto nessa época foi o «romano» Roberto Pruzzo...
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Zbigniew Boniek finta Alvaro Magalhães
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