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história
Jogadores

Bergkamp, o Non-Flying Dutchman

2018/12/14 13:08
Texto por Vasco Sousa
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Conhecido pelos golos bonitos e pela fobia de andar de avião, Dennis Bergkamp é considerado um dos melhores jogadores de sempre da Holanda e da Premier League.

Filho de um jogador de futebol amador, Bergkamp herdou o nome do avançado escocês Dennis Law, de quem o pai era fã.

Aos 11 anos, Bergkamp entrou na escola de formação do Ajax, considerada uma das melhores academias futebolísticas do Mundo.

Estreia, títulos e golos em Amesterdão

Com apenas 17 anos, Dennis Bergkamp estreou-se na equipa principal do Ajax, lançado por Johan Cruyff, a maior figura da história do clube de Amesterdão. Logo na primeira época nos seniores, foi utilizado com regularidade e conquistou a Taça das Taças, ganha pelo clube holandês ao Leipzig, com um golo de van Basten.

Com a saída de Marco van Basten para o Milan, Bergkamp ganhou cada vez mais espaço na equipa. Voltou a disputar a final da Taça das Taças, desta vez perdendo para o Mechelen, da Bélgica.

Uma série de 11 jogos a marcar em 1988/89 mostrou que estávamos perante um caso sério. Mas foi em 1989/90 que Bergkamp se tornou um verdadeiro ídolo dos adeptos, ao ser figura destacada da equipa que conquistou o título holandês, interrompendo com uma série de quatro títulos consecutivos do rival PSV.

Por Amesterdão ficou até 1992, despedindo-se do clube com mais um título europeu (Taça UEFA) e com uma média superior a um golo a cada dois jogos. Por esta altura, já tinha ganho a titularidade na seleção holandesa, em renovação depois da participação abaixo do esperado no Mundial 1990. Apesar da desilusão holandesa no Euro 1992 (os holandeses, campeões em título, foram afastados nas meias-finais pela Dinamarca), o jovem de 23 anos mostrou-se ao Mundo, com três golos e excelentes exibições.

Desilusão italiana

Depois do terceiro título de Melhor Marcador do campeonato holandês, Bergkamp transferiu-se para o Inter. Na altura, a Serie A era considerada a melhor Liga do Mundo e um objetivo para qualquer jogador, com o clube nerazzurri a ambicionar terminar com o domínio do rival Milan na competição. A contratação de Bergkamp era vista como uma super transferência, até porque em 1992 e 1993 ficou no pódio da Bola de Ouro.

Contudo, a experiência no clube milanês não correu tão bem quanto Bergkamp desejaria. A dificuldade de adaptação ao futebol italiano, as táticas mais defensivas utilizadas pelos treinadores italianos e uma personalidade mais reservada fizeram com que Bergkamp não conseguisse render tanto quanto se esperava. A vitória na Taça UEFA, em 1994 (tendo terminado a prova como melhor marcador), foi o melhor momento do avançado holandês em Itália.

Depois de uma participação de qualidade no Mundial 1994, esperava-se que Bergkamp explodisse finalmente em Milão. Mas a época 1994/95 foi ainda pior que a anterior. Apenas três golos marcados na Serie A fizeram com sofresse muitas críticas e que muitos colocassem em dúvida a sua qualidade futebolística.

Foi, assim, sem surpresa que Bergkamp abandonou o Inter no verão de 1995. O destino: Londres, para representar o Arsenal.

Príncipe em Londres

Depois de Amesterdão, Londres tornou-se a segunda casa do avançado holandês. Foram 11 épocas ao serviço dos Gunners, mais de 100 golos e grandes momentos, com um treinador marcante: Arsène Wenger chegou ao clube em 1996 e revolucionou o futebol, não só do Arsenal como do próprio futebol inglês. Adepto do bom futebol e do ataque, o técnico francês viu em Bergkamp a extensão em campo da sua visão de jogo .

Bergkamp conquistou a Premier League por três vezes, sendo considerado o melhor jogador da competição em 1997/98. Fez parte dos Invencibles, a histórica equipa do Arsenal que venceu a Premier League em 2003/04 sem qualquer derrota, feito que nem antes nem depois, nenhuma equipa conseguiu.

Idolatrado pelos adeptos do Arsenal, a grande amargura da passagem de Bergkamp pelo clube foi a ausência de títulos europeus, que por duas vezes estiveram perto. Em 1999/2000, perdeu a final da então Taça UEFA para o Galatasaray no desempate por grandes penalidades, e em 2005/06, última época da carreira do holandês, foi derrotado na final da Champions pelo Barcelona. Bergkamp foi suplente não utilizado, fazendo com que o último jogo da carreira tenha sido, curiosamente, no último jogo do mítico Highbury Park, na vitória dos Gunners sobre o Wigan por 4x2.

A sua passagem pelo Arsenal ficou ainda marcada pelos grandes golos marcados, com o mais destacado a ser apontado em casa do Newcastle, em 2002, considerado um dos melhores não só da sua carreira, como da própria Premier League.

Símbolo holandês

Também na seleção holandesa Bergkamp deixou uma marca eterna. Para além das já referidas presenças no Euro 92 e no Mundial 94, esteve ainda presente em mais duas fases finais de Europeus e de um Mundial, tendo brilhado principalmente no Mundial 98, onde marcou dois golos e fez três assistências. Mas o seu grande momento na competição aconteceu no confronto com a Argentina, nos quartos de final. No último minuto do jogo, Bergkamp marcou um dos mais extraordinários golos em Campeonatos do Mundo, que levaram os adeptos à loucura e o craque às lágrimas.

Abandonou a seleção holandesa após o Euro 2000, com 31 anos depois, como melhor marcador de sempre da Laranja Mecânica (entretanto já foi ultrapassado por van Persie, Huntelaar e Kluivert).

Depois do fim da carreira, Bergkamp iniciou uma carreira de treinador, como adjunto, primeiro da Holanda e depois do Ajax. Toda uma carreira dedicada ao futebol, de um jogador com fobia de andar de avião, que o fez falhar vários jogos nas competições europeias e que o obrigou várias vezes a fazer milhares de quilómetros de carro para estar disponível para um jogo internacional – o que lhe valeu a alcunha de Non-Flying Dutchman

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