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história
Jogadores

Ronaldo: o fenómeno

2015/03/16 17:57
Texto por Sérgio Oliveira
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Ronaldinho, o Fenómeno ou simplesmente Ronaldo, eram os nomes de guerra porque era conhecido Ronaldo Luís Nazário de Lima, carioca, nascido a 22 de Setembro de 1976.

É unanimemente reconhecido como um dos melhores avançados de todos os tempos, um dos melhores jogadores brasileiros de sempre, uma referência, símbolo de uma era, vencedor de três Ballon d'Or feito que só foi igualado (ou superado) por Zinedine Zidane, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo
 
Entre as diversas distinções de que foi alvo conta-se a presença no melhor onze de sempre do France Football em 2007 ou a eleição para os «FIFA 100», prémio em que a FIFA pela mão de Pelé elegeu os melhores jogadores de todos os tempos, aquando do centenário da instituição em 2004. 

Ronaldo vestiu «a canarinha» em 98 ocasiões, apontando 62 golos. Estreou-se no Escrete num amigável contra a Argentina em 1994, contava então 17 anos, idade com que foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a equipa brasileira que disputou o mundial de 1994 nos Estados Unidos da América.
 
Na América ficou conhecido por Ronaldinho para se distinguir de Ronaldo Rodrigo de Jesus, seu colega mais velho conhecido por Ronaldão. Anos mais tarde, quando Ronaldo já era a grande estrela da «canarinha», um novo Ronaldo chegou à equipa e ficou conhecido como Ronaldinho Gaúcho. 

Mundiais
 
Em 1994, numa equipa com Romário e Bebeto, Ronaldo não teve hipóteses de sair do banco. Contudo, dois anos depois brilhou a alto nível com a seleção nos Jogos Olímpicos de Atlanta, onde o Brasil acabou por conquistar a medalha de Bronze, batendo Portugal por 5x0 no jogo decisivo. 
 
No mundial seguinte, em França, Ronaldo era a grande estrela da equipa e da competição, apontando quatro golos no torneio. O Brasil foi passeando classe durante a prova, ultrapassando os adversários - tirando a derrota com a Noruega na fase de grupos - até à grande final no Stade de France. A 12 de julho Ronaldo não parecia o mesmo. Horas antes do jogo sofrera uma convulsão que preocupara a equipa técnica e os médicos da CBF. 
 
A 72 minutos do jogo Zagallo entregou a ficha com o onze da equipa ao delegado da FIFA. Este conferiu os nomes e perguntou «onde está Ronaldo?» A notícia correu mundo, a estrela do escrete não estava no onze. No Brasil e em todo o mundo começaram os rumores, o que teria acontecido ao Fenómeno? 
 
Momentos antes da partida começar Ronaldo convence Zagallo que já está recuperado e é lançado de volta no onze. A sua exibição é lastimável, com o jogador a parecer ausente e com a cabeça noutro lugar. Um choque com o guarda-redes Fabien Barthez ainda o deixou mais atordoado.
 
Com Ronaldo desaparecido o Brasil foi uma presa fácil de Zidane e companhia e a França ganhou o seu mundial com um claro 3x0.
 
A coroação
 
Quatro anos mais tarde Ronaldo, escudado por Ronaldinho e Rivaldo, voltou para conquistar o Mundo. No mundial da Coreia e Japão o Brasil de Scolari nunca encantou, mas nunca deixou espaço para grandes dúvidas. O Brasil era o grande favorito à vitória final. 

Melhor marcador da prova, bisou na vitória sobre os alemães na final (2x0), ajudando o Brasil a conquistar o tão desejado penta. Na Alemanha em 2006, conseguiu apontar o seu 15.º golo em fases finais de mundiais, recorde que só seria batido pelo alemão Miroslav Klose em 2014. 
 
O martírio das lesões
 
Depois de ter brilhando no Cruzeiro de Belo Horizonte mudou-se para Eindhoven, onde tomou o lugar da referência Romário. Seguiu-se uma passagem por Barcelona onde se tornou referência numa equipa onde se destacava também o português Luís Figo

Em 1997 mudou-se para Milão onde assinou pelo Inter. Em Itália brihou ao mais alto nível cimentando a sua posição como melhor avançado do mundo, mas a 21 de novembro de 1999, em jogo contra o Lecce, o seu joelho deu de si e abandonou o campo, com o que se viria a confirmar ser uma rutura. 

No jogo de regresso, a 12 de abril do ano seguinte contra a Lazio, Ronaldo só jogaria sete minutos, caindo no chão, novamente lesionado do joelho. Mais duas operações e uma época inteir sem competir permitiram a Ronaldo voltar a tempo do mundial de 2002. 
 
Terminado o mundial assinou pelo Real Madrid tornando-se um dos galácticos de Florentino Pérez, fazendo companhia novamente com Figo e com Roberto Carlos com quem brilhava na seleção. Durante quatro épocas o Santiago Bérnabeu seria a sua casa, mas a superequipa madridista só venceu uma Liga, uma Taça Intercontinental e uma supertaça durante esse período.
 
O gordo
 
A 18 de janeiro de 2007 o AC Milan anunciava a contratação do avançado brasileiro. Um ano depois, um grave lesão obrigou o fenómeno a parar novamente por um longo período. A carreira na Europa estava terminada e o «Fenómeno» só regressou aos relvados em 2009, ao serviço do «Timão». 
 
Enquanto recuperava da lesão treinou-se com o Flamengo, clube de que se assumia adepto. Contudo, para surpresa dos fãs do «Mengão», Ronaldo acabou por assinar pelo Corinthians.  Apresentado ao lado do Presidente Lula, torcedor fervoroso do «Timão», Ronaldo tornava-se a grande estrela do clube.
 
Longe da forma de outros tempos, acusando o peso das inúmeras operações, Ronaldo que entretanto engordara, passou a ser conhecido pela imprensa e pelos adversários como "o gordo". Surgiram rumores de hipotiroidismo entre outras explicações para a situação. O próprio afirmou que sofria da doença, mas seria desmentido por médicos do clube.

A 14 de fevereiro de 2011 anunciou o fim da carreira, apontando as dores crónicas e o hipotiroidismo. Era um triste final para uma carreira memorável. 
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