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história
Jogadores

Rogério: o Pipi

2016/01/14 18:46
Texto por João Pedro Silveira
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Rogério Lantres de Carvalho era um rapaz franzino, não admira que quando chegou ao Benfica, Gaspar Pinto o batizasse de "agulha". Alcunha não pegou, seria algum tempo mais tarde que Francisco Albino lhe chamou de «Pipi», nome por que eram conhecidos os rapazes da moda, que vestiam casacos cintados, colarinhos grandes, golas altas.

Lisboeta de gema

Natural de Chelas, Lisboa, começou por jogar no clube local, o Chelas, de que o seu pai havia sido um dos fundadores. Seguiu os passos do seu irmão, Armínio França, que era a estrela maior do pequeno clube de bairro, mas o peso do nome do irmão pesava-lhe. Para todos era o «irmão do França» e enquanto jogou no Chelas, nunca se conseguiu libertar dessa pressão.

Terminada a 4.ª classe abandonou os estudos e começou a trabalhar no Grémio das Carnes, onde conheceu Fernando Peyroteo, que depois de um jogo entre funcionários da empresa, convenceu-o a ir prestar provas ao Sporting.

No Campo Grande não convenceu e saiu de lá magoado, pois os outros não lhe passavam a bola. Peyroteo percebeu que os colegas de treino tinham sabotado Rogério e convenceu os dirigentes leoninos a contrata-lo. Mas ao mesmo tempo o Benfica entrou na corrida e ofereceu 26 contos, para dividir entre o Chelas e Rogério.

Não hesitou e mudou-se para o Benfica, onde se tornou num dos grandes ídolos da massa adepta e num símbolo do clube.

Carreira de sucessos

Estreou-se num dérbi com o Belenenses nas Salésias. Entre 1942 e 1952 (com um interregno em 1947) vestiu a camisola encarnada em mais de duzentas ocasiões. Venceu três campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal e uma Taça Latina, a primeira grande conquista internacional de um clube português.

Em 1947 teve uma breve passagem pelo Botafogo, do Rio de Janeiro. Recebeu 40 contos por uma época, fora ordenados, o que era uma fortuna, tendo em conta que o maior prémio que recebeu em toda a sua carreira em Portugal, foram 2 mil contos, aquando da vitória na final da Taça de Portugal em 1954.

Saiu do Benfica, "empurrado" por Otto Glória. Mudou-se para o Oriental, onde jogou sem receber ordenado, satisfazendo-se apenas com os prémios de jogo. Em Marvila, reencontrou o seu irmão Armínio França, um dos diretores do clube, e jogou ao lado do ex-leão Azevedo, tendo festejado com ele o título de campeão nacional da II Divisão. 

Além de Chelas, Benfica, Botafogo e Oriental, vestiu também a camisola da seleção nacional em 15 ocasiões.

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