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história
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Bentes: o rato atómico

2011/12/13 10:35
Texto por António Ferreira Dias
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Aos 18 anos, joga na Primeira Divisão, é o extremo-esquerdo da Académica da 45-46, marca 14 golos. Bentes apresenta-se com as armas da velocidade impressionante, com o drible rápido e curto e ainda o canhão do seu pé esquerdo.

Nesse ano da sua estreia na equipa de honra da Académica, marca três golos ao Sporting, no campo do Loreto, em Coimbra. Seria nesse jogo que o famoso guarda-redes leonino, João Azevedo, perante as diabruras de Bentes, gritou para os defesas: "agarrem esse miúdo!".
 
Sim, o miúdo (mais tarde o senhor professor do Ensino Primário) entrava em qualquer campo, pelado ou relvado, levava os seus 1,67m de altura, mas a sua divisa era sempre: "para a baliza, rapidamente e em força!"
 
Era este o verdadeiro "rato atómico" que, nos 354 jogos que fez pela Académica, marcou 214 golos, sendo o melhor marcador de toda a história da briosa.
 
Foi apenas internacional por 3 vezes. Estreou-se com 18 anos no Portugal-Irlanda (3-1), em 16 de Junho de 1946.
O Seleccionador Nacional, Tavares da Silva, mandou sair Rogério do Benfica na 2ª parte, e Bentes entrou sob um coro enorme de assobios que se mantiveram sempre que tocava na bola.
 
Eram outros tempos, outras vontades. Bentes foi vítima da época em que se dizia que a Selecção Nacional era o "Sport Lisboa e Araújo", formada por BSB (Benfica, Sporting, Belenenses e Araújo, do Porto).
 
António Bentes, excelente desportista, homem de grandes qualidades. A 18 de Maio de 1947, no Elvas-Académica, o árbitro de Lisboa, Abel Ferreira, validava um golo de Bentes. A bola estava dentro da baliza, mas entrara por um buraco da rede lateral. António Bentes toma a iniciativa de ir esclarecer o juiz da partida, golo anulado e a Académica perde por 3-2.
Este gesto devia valer-lhe o doutoramento póstumo "honoris causa" pela "Faculdade da Verdade Desportiva".
 
Perguntaram-lhe se a sua estreia, como internacional, tinha sido o momento mais feliz da sua carreira. Não, não fora. Essa felicidade sentiu-a em Setúbal, em 19 de Maio de 1946, quando a 30 segundos do fim de um V. Setúbal - Académica (2-3), marcou o golo da vitória tão preciosa de pontos estava a sua briosa.
 
Agora uma situação hilariante que proporcionou a Bentes uma especial alegria, confidenciou-a ele ao professor Catedrático de Coimbra, Campos Neves: No campo do Loreto jogava-se um Académica-Lusitânia (11-0), e Bentes facturou 6 golos. A certa altura, o guarda-redes do Lusitânia faz uma grande defesa a remate fortíssimo de Bentes. De imediato, ar triunfante, fita o academista e de olhos enraivecidos diz-lhe: "este não marcaste tu". Ao mesmo tempo que falava, quis fazer um manguito a Bentes. Atrapalha-se, a bola escorrega e... golo da Académica.
 
Estudantes gozam o espectáculo, Bentes guarda este golo para seu regalo, um golo que ao longo da vida lhe alimentou o sorriso sempre que o recordava aos amigos.
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